É tempo que só. Nunca me vi nessa idade. Fui vivendo cada dia com a leveza de que poderia ser o último e tudo bem, o que como lado bom não gerou estresse com a idade e como ruim findou em não ter me preparado bem para as novas demandas etárias.
50 anos são cinco décadas. Tinha menos de uma e meia quando viemos para Roraima. Quem convive comigo sabe dos detalhes. Resumidamente: queria chances de estudar algo que me poupasse de trabalhar debaixo do sol depois que concluísse o ensino médio.
Consegui. Com certeza não aguentaria trabalhar fazendo esforço físico diário. Não aguento sequer fazer esforço mental todo dia no ar condicionado.
Sou um homem de meia-idade, vivendo o que chamam de “maturescência”, vulga fase das reflexões e arrependimentos. Para alguns, já sou um senhorzinho. Para outros, não pareço ter esta idade. “Parece bem mais”, argumentam e acredito.
Sou um escritor de meia-idade com autismo recém-diagnosticado.
Oito livros de prosa e poesia publicados, mais um de poemas saindo final deste mês publicado pelo Sesc. Não vivo da literatura, mas a literatura vive em mim desde que era apenas um leitor nas casas onde vivi nas calles Progreso e Salias de Guasipati, a metrópole do sul venezuelano.
Para não ser esconde-jogo, já vivi coisas muito legais graças à literatura. Tanto pelas sensações que as leituras me trouxeram como nas atividades que desenvolvi ou participei desde 1997, 1998, quando comecei a participar de ações literárias. Ganhei dinheiro, troféus, lanchinhos, viajei por Roraima e pelas cinco regiões do Brasil, convivi com pessoas que nunca teria conhecido, beijei gente empolgada pelo que escrevo ou faço... Enfim, ampliei meu repertório de vivências de uma forma que só a arte poderia ter me permitido, incluindo a lida com escritores incomodados com as minhas realizações pessoais.
Sou um escritor feliz, apesar de insatisfeito. Não sei bem o que quero, mas entre o que sei está publicar uns três livros a mais e viajar por e com eles.
Em um quero tentar parecer bem-humorado. Percebi que na poesia sou, mesmo quando feliz, predominantemente melancólico e meio sombrio. Até tento escrever coisas engraçadas, mas não consigo. Consigo falar, mas não lembro de nada alegre quando vou redigir.
Sou um escritor taciturno de meia-idade com uma missão autoinfligida: tentar fazer um livro de poemas alegres e/ou engraçados. Não disse que será para todas as idades, mas que será mais leve. Também não disse que será censura livre.
Sou um escritor cansado. Só de pensar em direcionar energia para um tipo específico de poesia, cansei e a meia-idade já bateu com tudo.
A manhã desta quinta-feira (18/09/25) foi especial: recebi a comenda Orgulho de Roraima, concedida pela Assembleia Legislativa de Roraima, pelos serviços desenvolvidos na área do jornalismo.
Fiquei muito contente quando soube que seria um dos jornalistas homenageados, fruto de uma indicação da deputada Angela Portella. Confesso que havia anos queria receber um título desse tipo.
Atuo na área da comunicação desde 1998, quando ainda estava no terceiro ano do curso na Universidade Federal de Roraima.
Já fui repórter de jornal impresso, correspondente de revista, cronista e colunista cultural de sites e jornais locais e nacionais, professor universitário, assessor de comunicação de artistas, da Prefeitura de Boa Vista, da Universidade Estadual de Roraima e da Universidade Federal de Roraima.
Entre os homenageados havia muitos amigos, ex-colegas de trabalho, gente que conheço desde os seus primeiros empregos e inclusive alguns que foram meus estagiários.
Todos, com certeza, merecedores de serem considerados Orgulhos de Roraima.
Parabéns pra mim, parabéns pra gente. Que venham outras comendas, principalmente na área cultural.
Ah, e agora só respondo se me chamarem de Senhor Dom Comendador Edgar. hahahaha
Aqui você pode me ver recebendo a homenagem. O vídeo vai começar no momento em que começam a chamar os jornalistas, logo após os discursos da mesa.
RECONHECIMENTO
Jornalistas são homenageados com Comenda Orgulho de Roraima
Postado em 18/09/2025 Por Supervisão de Comunicação
A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) realizou uma sessão especial em homenagem aos jornalistas do estado, com a entrega da Comenda Orgulho de Roraima. A solenidade, proposta pela deputada Angela Águida Portella (Progressistas), reconheceu a importância dos profissionais na defesa da liberdade de expressão, dos direitos fundamentais e na consolidação da democracia.
A deputada Angela Águida destacou a relevância da homenagem aos profissionais da comunicação. “Essa homenagem está sendo feita pela passagem do Dia do Jornalista, e é uma alegria para mim, tendo em vista que essa é uma missão muito nobre: comunicar, trazer informação e também ajudar as pessoas. Assim, elas têm a possibilidade de construir suas próprias opiniões. O jornalista chega em todas as casas, seja pela televisão, pela internet, e a gente está fazendo isso como reconhecimento”, afirmou.
Grazy Maia, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, destacou o papel essencial dos jornalistas em momentos críticos
A vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Roraima (Sinjoper), Grazy Maia, enfatizou a dedicação dos homenageados. “É uma grande satisfação estar aqui hoje, principalmente nesta data tão simbólica, em que se reconhece a luta diária de tantos profissionais da comunicação. São pessoas que acompanham o dia a dia da sociedade, exercendo um papel fundamental com senso crítico e compromisso com a verdade”, ressaltou.
Professor Maurício Zouein recebeu a homenagem na Casa Legislativa
O jornalista e professor Maurício Zouein também foi homenageado e ressaltou o significado da honraria. “Na academia, nos dedicamos a formar profissionais comprometidos com a ética e o bem comum. O jornalismo é uma profissão marcada pela doação constante, e quando somos reconhecidos dessa forma pelo povo e, em uma casa que representa o povo, o significado é imenso. Cheguei a Roraima em 1974 e receber essa homenagem da Assembleia Legislativa é um momento de profunda gratidão”, disse emocionado.
Luciano Abreu, homenageado, enfatizou o trabalho coletivo no jornalism
Outro jornalista homenageado, Luciano Abreu, valorizou o trabalho coletivo por trás da produção jornalística. “É muito bacana você receber um reconhecimento de anos de trabalho. Ainda mais porque não é um reconhecimento só do Luciano Abreu, é um reconhecimento de tanta gente. A gente que faz jornalismo faz com toda uma equipe, desde aquele cara que trabalha na limpeza até o diretor-geral. Hoje estou recebendo uma homenagem, todos eles também estão recebendo. Quero agradecer à Assembleia por esse reconhecimento”, frisou.
A solenidade contou também com a presença de autoridades e representantes de instituições ligadas à comunicação e à cultura. Participaram da sessão o vereador Bruno Perez (MDB), a vereadora Bárbara Falcão (Progressistas), o coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), professor Felipe Collar Berni, o gerente de Jornalismo da Rede Amazônica, Marcos Cadidé, e a presidente da Academia Roraimense de Letras, Cecy Brasil.
Homenageados
Foram homenageados com a Comenda Orgulho de Roraima:
In Memoriam à jornalista Alexssandra Vaneza Ribeiro Targino (representada por sua irmã Michella),
Antonia Costa da Silva (representada pela filha Aynara),
Domingo entrei pela primeira vez no bairro Jardim Tropical, ali do lado da Vila Olímpica, zona oeste de Boa Vista, para participar da prova comemorativa do primeiro ano do grupo de corrida Corre Macuxi.
Era para serem tranquilos 5 km, mas eu tinha um treino marcado de 10 km para este final de semana e fiz duas vezes o percurso da prova: uma antes sozinho e a outra com os demais corredores. Por sorte choveu e deu uma aliviada no calor.
O trajeto foi suave, com poucos metros de ladeirinha já na parte final. Bem tranquilo e quase todo em uma avenida que passa ao lado de um buritizal.
Mesmo assim, antes do km 2 vi gente quebrando e uma moça deitada na calçada enquanto os amigos esticavam as suas pernas.
O povo sai muito forte e não consegue segurar o ritmo. Por isso eu vou sempre na manha.
E falando em esticar, por pouco não aconteceu uma tragédia. Mesmo com todas as ruas sinalizadas com cones, um sujeito entrou com o seu carro no percurso da prova logo nos primeiros 600 metros e avançou entre os participantes por um bom pedaço.
Eu ouvi os gritos atrás de mim e pensei "o povo tá empolgado. Legal". Quando virei era o irresponsável do motorista candidato a serial killer arrastando um cone na frente do carro e o pessoal pulando pros lados.
Tirando esse susto, a prova foi muito bacana. Treinei meus 10 km, parabenizei o presidente Haroldo, encontrei no meio do percurso a minha colega de oitava série e agora corredora Meire Pinheiro e ganhei minha medalha e muita melancia no final.
Para fechar a noite, me dei de presente uma empanada de carne desfiada com chicha.
Esta foi a 6a prova neste ano e a 73a desde março de 2022.
Sigo treinando focado nas ladeiras da Tepequém UP em setembro e fazendo oferendas para Makunaima não deixar a pata ficar inflamada depois de forçá-la.
No dia 25 de julho se comemora o Dia Nacional do Escritor.
Para celebrar a data, o Coletivo Caimbé, do qual sou um dos articuladores, promoveu uma edição on-line do Sarau da Lona Poética, atividade que realizamos desde 2014.
Era para ser no instagram do grupo, mas tivemos um problema no começo, quando fomos pegos de surpresa com a informação de que contas no IG com menos de 1.000 não podem fazer transmissões ao vivo.
Devido a isso transferimos as atividades para o meu perfil e tentamos avisar as pessoas via grupos de Whatsapp.
Fica inclusive um pedido a você que está chegando por aqui: divulga nosso perfil para que mais pessoas saibam das atividades: www.instagram.com/coletivocaimbe
Teve participação também da articuladora Zanny Adairalba e de Kelsen Bravos (Ceará) e Joakin Antônio (São Paulo), além de Joseani Vieira, Janaína Sousa, Jeane Xaud e Timóteo, Graziela e Liz Camargo, todos de Roraima.
Abaixo, algumas publicações que saíram na imprensa:
Foi bonito, foi legal. Espero ter disposição para novas edições.