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quinta-feira, abril 23, 2026

No Dia do Livro, memórias de leitor

 Hoje é o Dia Mundial do Livro, seja impresso ou digital. Eu já publiquei oito e em maio virá o nono.  Quantas obras li ao longo da vida? Ufff....muitas. Centenas, no mínimo. 

Ler foi sempre a minha diversão preferida. Não apenas livros, mas também quadrinhos e revistas do tipo que fosse. Muito do que li me ajudou a virar gente. E como gostava muito de ler, acho que em algum momento, sem perceber, pensei que seria natural escrever. E depois disso veio a vontade de publicar.



Comecei participando de concursos ali pelos 18 anos. Queria apresentar ao mundo a minha prosa e poesia. Se desse para ganhar um troféu, brinde, certificado ou dinheiro, melhor ainda. 

Daí vieram as primeiras participações em coletâneas de poesia, contos e crônicas. A partir de 2008 comecei a ter a sorte de lançar meus livros solo. Enquanto isso, seguia lendo. Sigo, na verdade, em um ritmo bem mais lento do que na distante juventude, mas sigo.

Toda vez que falo sobre a minha trajetória de autor, gosto de lembrar o papel de minha mãe, dona Gracineide, nesse processo. Moradores de um pueblito bem afastado dos grandes centros da Venezuela, nunca deixou que me faltassem livros. 

Lembro que até fez assinatura de revista que trazia livros como encarte, além de dicionários e enciclopédias. Assim li os grandes clássicos da literatura venezuelana. 

Nossa estante na sala era pequenina, mas cabia muita coisa. Até um Cem anos de solidão, que apareceu nela e foi lido e relido muitas vezes antes que eu completasse 13 anos.

Um dia descobri que numa das salas de um galpão próximo à pracinha da cidade funcionava a biblioteca pública de Guasipati. Comecei a ir sempre que podia. Depois mudou para um prédio próprio, ao lado da quadra central de esportes, e lá fui eu, seguindo os livros da seção infanto-juvenil.  

Do Brasil, resumindo muito, lia nessa época as HQs, revistas de variedades e livros para crianças que meus avôs e tios me mandavam ou presenteavam quando vinha passar as férias. Tudo isso antes dos 14 anos.

Quando viemos morar em Roraima, continuei leitor de livros  e de tudo o que caísse na mão, para ser sincero), ora comprando, ora emprestando de amigos ou de bibliotecas, principalmente a que funcionava no primeiro prédio do Sesc. 

Tanto a frequentei no ensino médio e nos dois primeiros anos da universidade que as pessoas achavam que trabalhava lá. Inclusive, depois de bem adulto, muitas continuavam pensando isso.

Poderia fazer um livro sobre minha vida como leitor de livros: dos que perdi emprestando, dos que ganhei, dos que comprei e nunca abri, da fila de leitura que tenho mesmo depois de ter decidido ser mais regulado na compra deles. Mas o tempo é curto e agora preciso ler coisas acadêmicas para produzir textos acadêmicos. Não é nada gostoso comparado ao prazer da leitura e escritas literárias, mas é necessário. Não tanto como navegar nas linhas de uma boa prosa ou poesia, claro. 

Viva o livro, viva a leitura, viva quem lê e viva quem escreve.

terça-feira, abril 01, 2025

Selecionado para a Mostra Picuá de Literatura 2025

Alegria da semana: sou um dos 20 autores selecionados para a 2a Mostra Picuá de Cinema e Literatura, com o texto “Quando o fim chegar”, escrito há uns 2 ou 3 anos e quase perdido nos arquivos digitais.


Na primeira edição da Picuá, em 2021, fiquei em segundo lugar na categoria Prosa com o conto “Livro de amor”. A turma do grupo teatral Criart, que daquela vez ficou em primeiro com a performance da obra, novamente interpretará meu material.

Esse conto pode ser lido no e-book que tem todas as obras selecionadas em 2021. 

 
A mostra será dias 18 e 19 de abril na Serra do Tepequém.

 
Parabéns aos demais autores selecionados. Com certeza será um espetáculo literário.

 






 

 

segunda-feira, outubro 21, 2024

Dia do Poeta 2024: vídeo para a Assembleia Legislativa de Roraima

Tive a alegria de ser um dos autores convidados pela Assembleia Legislativa de Roraima para gravar um poema meu sobre fazer poesia. 

Foi divertido. 

 Também participaram com trechos de suas obras os escritores Zanny Adairalba, Eliza Menezes, Francisco Alves e Aldenor Pimentel. 

 



 

sexta-feira, dezembro 02, 2022

Acessem “flores do ano passado”, meu e-book de contos, crônicas e poemas na Amazon

 Salve, pessoal. 

Tenho boas novidades: já está disponível na plataforma da Amazon o livro “flores do ano passado”, meu novo trabalho. Reunindo contos, poemas e crônicas,  a obra em formato e-book  foi publicada no mês de novembro e é composta por textos que foram selecionados em concursos, mostras culturais e revistas literárias em 2021. 

O e-book está disponível neste link: https://a.co/d/fM4CLXy.  

A edição ficou a cargo da escritora e produtora cultural Zanny Adairalba e a imagem da capa é o fragmento de uma das orquídeas pintadas por Leila Baptaglin, artista plástica e professora do curso de Artes Visuais da UFRR. 

Quem for assinante Kindle unlimited pode ler a obra gratuitamente. Não assinantes investem apenas R$ 4,99 para acessar os textos.

Este é o meu quarto livro solo. Os outros são os livros de contos Roraima Blues e Sem Grandes Delongas e a obra poética Incertezas no meio do mundo, lançada em 2021.


“flores do ano passado” é resultado de um ano literariamente produtivo.  Tive o prazer de ter em 2021 textos de vários gêneros literários sendo escolhidos por revistas, mostras e concursos literários. 

São essas as minhas flores do ano passado que decidi juntar neste buquê digital. Cada texto traz uma nota de rodapé referenciando o concurso ou mostra em que foi selecionado.

Espero que vocês gostem e compartilhem em seus círculos de leitura.

A fotinha minha é de autoria de meu bróder Pablo Felippe.