segunda-feira, março 30, 2026

Conversa poética sobre haicais na escola Pingo de Gente

Na sexta passada (27/03) tive uma manhã muito bonita com as turmas dos quintos anos A e B da escola municipal Pingo de Gente, no bairroTancredo Neves, zona oeste de Boa Vista.

Conversei com os cerca de 50 alunos sobre o livro que estou lançando: "Manhãs e Ventanias", lendo e falando sobre o que inspirou alguns dos haicais


No final as crianças montaram grupos e fizeram novas ilustrações para os textos.

Havia meninos brasileiros e venezuelanos nas turmas. Falei um pouco em espanhol para que ficassem mais à vontade e, quem sabe, inspirá-los a ler e escrever mais.

A visita foi possível graças à parceria com a Biblioteca Pública Municipal Prof. Eloy Gomes, com ajuda do bibliotecário Roberto Cunha na articulação com a escola.

No dia 4 de abril estarei no espaço Café com Paz, na rua Hercílio Cidade, 448 – 1,  Caimbé, das 9h às 11h30, para falar sobre o livro e meu processo criativo. A atividade é aberta à comunidade.


No ia 8 de abril, às 19h30, farei uma live em meu perfil do Instagram para leitura de poemas e interação com o público.

Depois estarei na escola estadual Maria Sônia de Brito Oliva, com as atividades voltadas apenas para os alunos.

O Coletivo Caimbe é parceiro nas ações.

O livro Manhãs e Ventanias tem ilustrações de Ed Alicates, prefácio do Joakim Antônio ( @poetajoakimantonio ) , design de Carolina Alcoforado (@alcoforadocarol616 ) e assessoria editorial de Zanny Adairalba (@zannyadairalba ) e Timóteo Camargo ( @timcamargo )

Pode ser adquirido em formato físico comigo ou na Banca Playboy, centro de Boa Vista, ou em formato digital na Amazon, assim como outras obras minhas: linktr.ee/borgesedgar

A obra é resultado de um projeto aprovado em edital da Fetec e a Prefeitura de Boa Vista, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Ministério da Cultura e Governo Federal.

Retornei aos 12 km

Domingo passado, 29 de março de 2026,, depois de 14 meses de estar com uma fascite plantar insuportável, corri 12 km novamente. Gostoso demais, numa manhã nublada (não disse com menos calor) voltar a percorrer essa distância. 


Meu retorno Foi na Live Run Boa Vista, com uma inscrição que ganhei de cortesia por ser jornalista
😍, cancelei porque depois apareceu uma viagem nesta data 😵💫 e refiz quando a viagem foi adiada 🤪

Fui com a meta de fazer em até 1h05. Completei em 1h02min35seg. Fiquei orgulhoso de mim, principalmente porque senti que se tivesse mais um km poderia fazê-lo de boas.

O melhor de tudo é que nesta segunda a patinha quebrada não amanheceu pior do que no sábado. Isso me deixa muito contente porque talvez seja finalmente a cura chegando.  



191 homens participaram da prova nessa distância. Fui o sexto dos 16 inscritos na categoria 50-54 anos e o 72º a atravessar o portal da chegada, montado na avenida Capitão Ene Garcez, de onde saímos rumo ao Paraviana pela Brigadeiro Eduardo Gomes, depois indo e voltando pela praça do Chico do Carneiro com uma parte na avenida Minas Gerais, Brigadeiro novamente e retorno na rotatória do aeroporto.

Apesar de ser uma manhã fresquinha, a temperatura corporal aumentou muito e só aguentei porque vinha jogando muita água no corpo.





Achei engraçado o tanto de gente que me ultrapassou, demonstrando total desrespeito com os senhores de idade machucados. 🫠

No final até consegui dar um tiro, mas um Pantera Negra novinho dos pernão 🐈
passou direto por mim e reivindicou seu Wakanda. 

Peguei minha medalha, socializei com o meu povo da minha equipe Desafiando Limites RR e voltei logo com a Lis pra casa. Para me acompanhar nos preparativos e nos pós-prova, a bichinha acordou 3h30, estragando seu sono domingueiro. 

terça-feira, março 24, 2026

Vou lançar um livro pelo Sesc Roraima

Gente, tenho uma notícia para alegrar a semana e ela vem do Sesc RR, que em breve

publicará o meu nono livro. 

É que fui o autor selecionado na categoria poesia da segunda edição do Concurso Literário Primeiras Linhas 2026 e o prêmio é a impressão da obra, que se chamará Sonhanças. 😀😊☺️

 


Os textos foram analisados por comissão composta por escritores, especialistas em literatura e críticos literários, selecionados em curadoria realizada por profissionais do Sesc.


Diz lá no resultado que o “critério para análise e seleção das obras inscritas foi o mérito literário reconhecimento da criatividade, originalidade e habilidade de um escritor em transmitir ideias e emoções por meio da palavra escrita”.

 

Estou muito contente. Fazia tempo, por conta das demandas de tempo do fucking doutorado, que não me inscrevia em concursos literários.


Quando soube deste, pensei que autores já publicados não poderiam concorrer, não li o edital, deixei de lado e já quase no encerramento passei pra Lis se inscrever. Ela declinou e apontou: “você pode sim participar mesmo já tendo publicações. Leia lá que está escrito”.


 

Duvidei, li, fiquei agoniado porque já estava quase no final do prazo, atrasei a tese atrás de poemas bacanas ainda não publicados, mandei, fiquei na expectativa e deu bom.











 

Estou bem feliz. É como sempre digo: o "não" está garantido e só ganha quem concorre.

 


terça-feira, fevereiro 17, 2026

Terça de trotinho carnavalesco

6h15 mais ou menos. Estou quase no primeiro quilômetro do trotinho desta terça carnavalesca. Vento frio e gostoso no rosto. O bar automatizado no bairro Caçari está cheio de jovens bebendo e conversando alto, naquela energia que essa idade ainda permite ter depois de passarem a noite acordados. 

Começam a falar comigo e a me imitar correndo, dizendo que vão me acompanhar. Sorrio, gesticulo para que me sigam e um deles grita: eu vou e do


jeito do senhor: sem camisa!

Sorrio novamente e vejo que o menino, realmente sem camiseta, vem atrás de mim e emparelha:

— Bora correr!

— Bora, mas de chinelo tu pode se machucar.

— Machuco nada!

— Então bora.

— Acho que não vou mais não. Tenho que ir ali beber, fumar e usar nóia.

— Vai lá. Boa sorte! — respondo, rio e sigo meu rumo, invejando a disposição desse povo para festejar. 

Lembrei de uns dois anos atrás, quando acordei bem cedo para um treino de 22 km e decidi que iria tomar água na casa de minha mãe, no Cinturão Verde. 

(11 km para ir, 11 km para voltar. Facinho, pensei. Saudades desse tempo) 

Quando estava na  Glaycon de Paiva, do lado do IFRR, uns 8 km percorridos, o sol bem longe de nascer, passou um carro com o som bem alto, o pessoal começou a buzinar, um dos rapazes botou a cabeça para fora e gritou:

— Para que correr tão cedoooooo?

Fui rindo e me questionando sobre isso o restante do percurso.

Voltando a esta terça, passei depois em frente a outro bar automatizado, desta vez no final da Ville Roy, e a turma não estava tão tranquila como no primeiro: tinha um camburão da CIPA parado e os policiais do lado de fora olhando para um rapaz gritando e sentado no chão, visivelmente transtornado. 

Quando fiz o retorno, o SAMU havia chegado e estava com o jovem pronto para ser levado ao hospital. 

Nesses casos não tem sorriso. Só pensamentos sobre os exageros noturnos.

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Um pódio nos 10 km da maratona de Boa Vista (OU: meu momento de glória chegou)

Sábado, 7 de fevereiro, acordei 3h30 para me arrumar e começar a correr às 5h52 o percurso de 10 km na Maratona Internacional de Boa Vista 2026. 

A meta era terminar no máximo em 55 minutos. Fiz melhor. 

Apertei o passo logo desde o começo, faltou ar desde o começo, vi gente passartranquila por mim, tive dor desviada, suei muito apesar do horário e do ventinho gostoso da manhã quando batia de frente, pensei na vida, em como dormir é melhor do que correr, caminhei alguns segundos para poder retomar, dei um tiro para ultrapassar quase na linha de chegada um novinho que havia me ultrapassado sem eu perceber e consegui fechar a prova em 52min47seg, conquistando meu primeiro pódio: o terceiro lugar na categoria dos cabeça branca, quer dizer nos véio de 50 a 59 anos.

Meu pace médio foi de 5'17 por km, segundo o resultado oficial. Para quem nos treinos corre a 7' para evitar pancada forte na pata quebrada, acho que foi ótimo. 

Fiquei muito contente com a chegada de meu momento de glória corredora. 

Meu primeiro troféu veio depois de quase conseguir um pódio em duas ocasiões na prova Tepequém UP, logo uma das mais difíceis do estado. 

Na primeira parei para caminhar uns 20 segundos na última ladeira antes da reta final, já a menos de um km da chegada, e perdi o terceiro lugar para um atleta que vinha tranquilo e sem parar. 

Na segunda vez não sei como ficou a distância, mas perdi para o Ricardo, que tinha acabado de completar 40 anos (ou ia completar nesse ano) e pegou a terceira posição. Lembro que falei para ele: poxa, tu tinha tanto tempo para ficar velho e foi escolher logo este? Rimos e ele foi receber, merecidamente, pois corre muito e há mais tempo do que eu, o seu troféu. 



Bem, é isso: em duas provas neste ano ganhei dois destaques. Na da Runnner Team fiquei no Top 100 da categoria 7 km e nesta peguei o pódio. Se não fosse a fascite plantar, até sonharia em novas premiações, mas vou melhor seguir despacito nos meus treinos para ao menos conseguir terminar de boas e pegar minhas medalhinhas de participação. 



terça-feira, janeiro 27, 2026

Na 3a corrida Runners Team 2026

Domingo (25/01) fui para a minha primeira prova do ano. 


Amanheceu nublado e gostoso. Bom para acordar às 3h30 e ir fazer 7 km na estrada de barro e areia molhada do haras, do outro lado do rio Branco.

Fui pensando em 42 minutos. Fiz em 37'47 pelo aplicativo. Gostei.


O resultado oficial não foi liberado no dia por que deu a internet deu bug, conforma a organização avisou depois. Estou postando na terça e ainda não se sabe quem ganhou nas categorias e quem ficou nos TOP 100.


Voltando a falar da prova em si: apesar de nublado, o que ajudou a não sofrer com o sol, a umidade deixou a prova um pouco abafada na ida. Na volta foi vento contra, refrescando um pouco junto com a água do copinho que jogava na cabeça a cada momento.  


Não senti o calcanhar doer, só a dor de todo dia no meio do pé. Botei no gelo ao chegar em casa. Na segunda amanheceu com a dor normal de todo dia. As pernas pesaram pelo esforço. Correr na piçarra é bom, mas suga.











Quase dei bobeira:  não escutei a largada do povo dos 14 km e por pouco perco a dos 7 km. Por sorte decidi parar de aquecer e ir no pórtico perguntar o motivo de tanto atraso. Aí vi que estava já todo mundo posicionado e tentei não sair tão atrás, junto com o povo que sai filmando e sem pressa.


Deu meio certo e depois de atravessar a lombada da cronometragem o jeito foi driblar geral para avançar logo.

É a falta de costume de ir participar de provas. Outra mancada foi esquecer em casa os óculos de corrida.



Encontrei os amigos de meu grupo Desafiando Limites e outros, como o Silvio, a Mariane e a Meire.




domingo, janeiro 11, 2026

Edgarzinho chegou aos 18

 Meu menino fez 18.

Eu fiz 18 vivenciando o menino.


Errando, acertando, rindo, estressando.

Levando e trazendo, criando e quebrando expectativas.

Tentando acompanhar, mostrando possibilidades, conversando, aconselhando, brigando, ouvindo, gargalhando.

O menino fala pouco e fala bem.

Me surpreende. O surpreendo.

De tão pequeno cresceu tanto. Puxou à família da mãe. Pela minha, seria baixinho. Também teria menos pelos. Isso o deixaria feliz.

Seu tornozelo no banco de trás cabia na mão que lhe estendia enquanto dirigia. Não cabe mais há uma era e uma pandemia.

O menino era zinho, virou zão.

Tanta coisa a fazer ainda e o futuro é uma incógnita, caminhos de encruzilhadas.

O menino é meu supremo amor, minha angústia, voz e silêncio, cansaço e fôlego.

Somos silenciosos e ele ainda mais. 

Somos também piadas condenáveis, sarcasmo e minha-nossa-senhora-de-onde-tu-tira-esses-comentarios?-se-tiver-céu-acabou-de-perder-de-novo-a-tua-vaga.

O menino tem seu jeito e eu espero que ache seu lugar neste mundo cada vez mais difícil de viver.


quarta-feira, novembro 26, 2025

Falando na escola São Vicente de Paula sobre o papel da leitura na formação social e profissional

Nesta terça-feira (25.11.25) estive na escola São Vicente de Paula conversando com alunos do 9⁰ ano sobre a relevância da leitura para a integração social e para o desenvolvimento profissional.

Falei com os estudantes sobre a minha trajetória estudantil desde a chegada da Venezuela em 1991 e de como a leitura me ajudou a superar barreiras idiomáticas e a tornar-me jornalista, escritor, produtor cultural e pesquisador.

Ressaltei que ao chegar em Boa Vista já falava, lia e escrevia um pouco em português e que este conhecimento era fruto de leituras de histórias em quadrinhos, livros, filmes e músicas que ouvia tanto quando vinha passar as férias como quando estava na Venezuela.

Como entre os alunos havia muitos migrantes venezuelanos, lhes recomendei que aumentassem o volume de leituras para dominar o máximo possível do idioma de seu novo país, a exemplo do que eu mesmo fiz quando vim morar no Brasil.

A visita à escola foi um convite feito pelas professoras Jacilene Cruz e Gicelma Andrade.

 

segunda-feira, novembro 24, 2025

Uns presos, outros correndo: circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista

E no sábado (22/11/25),  dia em que o Bolsonaro foi preso preventivamente por tentar se livrar da tornozeleira eletrônica, eu participei do Circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista. 

Largamos logo depois das 18h. Foram 5 km, saindo da frente do estádio Canarinho e subindo e descendo ladeiras no calor da avenida Getúlio Vargas. O que ajudou a sobreviver ao calor noturno foram os três pontos de hidratação e muita água no rosto e pescoço. 

Corri graças à lindona de minha amiga Meire Souza, quem gentilmente me presenteou com um kit. 

Muito agradecido demais da conta, moça mais rápida da turma VMC 91. 

A falta de participação em provas neste ano (a do Sesc foi a 10ª) me fez cometer um erro de iniciante e pausei o relógio na saída. Só percebi quando os aparelhos de todos ao meu redor começaram a bipar no primeiro km, menos o meu. Deu uma zanga, mas enfim... acontece.

Até o 3,5 km senti muita dor no calcanhar do pé direito. O restante da distância foquei em tentar não caminhar mesmo com o fôlego faltando. 

Comecei pensando em concluir num tempo entre 32 e 35. Fechei em 29'52. Achei bom para meu atual estágio de pessoa há quase um ano sofrendo de fascite plantar. Chegando em casa alonguei e enfiei o pé no gelo para ajudar a diminuir a inflamação do dia seguinte. Deu certo, mas ainda assim amanheci mal. 

Estou postando isto na segunda. A inflamação está dentro do de sempre, mas sinto uma dor no calcanhar. Essa é nova e apareceu na prova. 

É isso. Sigo no alongamento, na massagem diária do pé e no gelo. Sigo dolorido, mas posso sair pra correr, diferentemente dum povo com histórico de atleta por aí, que vai amanhecer vendo o sol quadrado.

sexta-feira, novembro 21, 2025

Na TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura de Roraima

Participei nesta quarta e quinta (19 e 20/11/25) da TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura do estado.



Fui, juntamente com a escritora Zanny Adairalba, representando o Coletivo Caimbé, grupo que criamos em 2009 para trabalhar com literatura e artes e que se tornou ponto certificado há alguns anos.




O fórum deliberou 10 ações prioritárias, sendo uma referente ao tema central da TEIA nacional (“Pontos de Cultura pela Justiça Climática”) e nove ações distribuídas nos seguintes eixos temáticos: Plano Nacional Cultura Viva +10 e Estratégia Brasil 2050; Governança da Política Nacional Cultura Viva; e Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.




As atividades aconteceram na Universidade Federal de Roraima e no prédio da Secretaria Estadual de Educação. Foram dois dias de debates e trocas interessantes com os demais ponteiros de Roraima.

Além de discutir as propostas, também foram eleitos 22 delegados estaduais para a TEIA nacional, prevista para março de 2026 no Espírito Santo. Sou um deles.

A última TEIA aconteceu em 2014, no Rio  Grande do Norte. À época não éramos ponto de cultura no Coletivo Caimbé, mas eu era integrante do Colegiado Setorial de Literatura, LIvro, Leitura e Bibliotecas e participei como convidado. 

É um encontro potente. Lembro que nele conheci a produtora cultural e doutora das artes Deni Argenta, iniciando uma amizade que existe até hoje.