sexta-feira, outubro 23, 2026

Distribuindo literatura pela Amazônia roraimense

Estive na quinta (22/10) no município do Cantá para dar continuidade às ações do projeto Caminhada Arteliteratura, uma iniciativa que vou realizar em 4 escolas de Roraima durante os próximos meses em parceria com o Coletivo Caimbé.


Destas vez entregamos 70 exemplares de livros de poesia na Escola Estadual Indígena Tuxaua Luiz Cadete, na comunidade indígena Canauanim, e na Escola Municipal Lecy Ribeiro Alves, no distrito Santa Cecília. 



Junto com o Edgar Bisneto, meu parceiro de Coletivo, conversei com as equipes das escolas e explicamos as etapas do projeto: a primeira é entregar as obras para que os estudantes tenham acesso a obras literárias produzidas em Roraima e as discutam em sala de aula com os professores. Depois, voltaremos para realizar rodas de conversa e oficinas de artes.

Na terça, Dia do Poeta, já havíamos entregue livros na escola estadual Olavo Brasil Filho, no bairro Jóquei Clube, zona oeste de Boa Vista. Nos próximos dias, será a vez da Escola Municipal Indígena Vovó Maria Madalena Ambrósio, na comunidade indígena Tabalascada, também receber livros de poesia doados pelo Coletivo Caimbé. 



Ao todo serão distribuídos gratuitamente 140 exemplares para as escolas.

Levar a poesia roraimense para dentro das comunidades e escolas públicas é um ato de fortalecimento da nossa própria identidade.

O projeto não busca apenas distribuir livros, mas ampliar o repertório cultural dos estudantes, mostrando que a literatura produzida aqui dialoga diretamente com a realidade e a história deles.

A Caminhada Arteliteratura é resultante de um projeto apresentado individualmente por mim no Edital 01/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), executado pelo Governo do Estado de Roraima, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Secult-RR), com recursos repassados pelo Ministério da Cultura do Governo Federal.

quinta-feira, outubro 22, 2026

Um papo sobre literatura e arte no projeto Autor na Biblioteca Estadual de Roraima

  Nesta quarta (21/10) fui à Biblioteca Pública Estadual de Roraima (BPE) falar de literatura amazônica e um monte de outras coisas com alunos dos terceiros anos da escola Fametro. 

Contei histórias sobre meus livros, respondi perguntas, recitei uns poemas, botei o Edgar Bisneto para explicar como criou as ilustrações para os haicais de meu livro Manhãs e Ventanias, ouvi a poesia linda da aluna Sophia e ainda chamei o autor Willy Rilke para ler os seus textos.


No final, autografei para os estudantes alguns exemplares de Sem Grandes Delongas, minha primeira publicação de contos (que inclusive pode ser lida gratuitamente clicando aqui). 

 De bônus, recebi meu certificado de Mérito Cultural Caimbé, concedido em 2017 pela então governadora Suely Campos e o Conselho Estadual de Cultura. 



Não peguei na época por preguiça de sair de casa e esqueci totalmente depois. Conversando com a diretora da biblioteca, ela comentou desse mérito, falei que havia sido convidado mas não tinha aparecido. Ela foi nos arquivos da biblioteca e encontro. 
Demorou, mas aconteceu a entrega. 😶‍🌫️🫣🤪


Esta foi a minha terceira participação no projeto Autor na Biblioteca, uma iniciativa da BPE. A primeira foi justamente há quase um ano, em 24 de outubro. 
A BPE funciona de manhã e tarde na avenida Capitão Júlio Bezerra, 1754, Aparecida, no prédio da Secretaria de Cultura. 
Obrigado aos professores Thulio @libras.minuto e @professora_eliza , coordenadores do projeto literário Raízes da Terra na Fametro, e @drummond_katia , diretora da BPE, pelo convite.

 

Obrigado também aos demais servidores da Biblioteca pelo carinho com que nos receberam, especialmente à @andreaestevamdias pelos registros.

segunda-feira, outubro 19, 2026

Mais 10 km para a conta deste homem idoso e cansado

 Totalmente desacostumado a participar das provas de corrida, calculei mal o tempo de acordar, tomar café, banhar e me deslocar do Paraviana até o loteamento Caburaí neste domingo. 

 Resultado: cheguei a apenas 17 minutos da largada dos 10 km da IV Meia Maratona Loteamento Caburaí, programada para as 5h40. 

 Logo eu, que gosto de chegar no mínimo uma hora antes. 

 Quase não deu tempo de fazer um xixizinho e fingir um aquecimento antes de garantir um lugar não tão pra trás entre os corredores. 

 Encontrei a foguetinho Susi Santos e lhe falei que mal tenho treinado e de minha expectativa de completar em pelo menos 1h06min a prova. 

 Ela riu, contou que ontem treinou na Serra do Tucano e que hoje era na manha, sem agonia. 

 De mansinho, a bicha fechou os 10 km em 50 minutos. 

 Eu, contrariando meu corpo cada vez mais lento nos treinos e machucado na vida, fiz em 55'42''02. 



 Acabei como o 58º colocado dos 485 participantes da categoria geral. 

Me filmaram no sprint final: 


Comemorei comendo um monte de melancia da organização. 

Depois tomei um cafezinho e fiz foto com meu povo bonito da minha equipe Desafiando Limites. 



 Esta foi a prova número 9 de 2026 e a 89ª desde março de 2022.




terça-feira, setembro 29, 2026

Conversando com os pontos de cultura no encontro da rede Cultura Viva de Roraima

Participei neste final de semana, representando o Ponto de Cultura Coletivo Caimbé, do Encontro da Rede Cultura Viva de Roraima. A atividade foi organizada pelo Pontão de Cultura Roraima e aconteceu na sede do grupo Malokombia, no município do Cantá, reunindo cerca de 15 organizações certificadas como pontos de cultura.  

Além de mim, Ed Bisneto também foi representar o Coletivo Caimbé. 

Eu e Ed Bisneto

Representantes dos Pontos Cultura (Foto: Pontão Roraima)

Representantes dos Pontos Cultura (Foto: Pontão Roraima)

A programação teve um café da manhã e uma roda de conversa com informes, a avaliação da participação na Teia Nacional (realizada em maio deste ano), encaminhamentos pós-Teia e discussão sobre o fortalecimento da política Cultura Viva no estado. 

Além disso, avaliamos os editais locais e encaminhamos propostas para o próximo ciclo da PNAB, além de avaliar a atuação do Pontão e discutir a construção da agenda da rede.




 “As pessoas trouxeram vários relatos sobre suas experiências na TEIA e nos editais do Cultura Viva no Estado. Elas são muito interessantes e ajudam a gente a refletir sobre nosso trabalho”, disse Ed Bisneto, que desde criança participa das atividades do Coletivo Caimbé, colaborando na organização, fotografando e também como expositor de artes visuais. 

Para mim, os encontros da rede estadual de pontos de cultura em Roraima são um momento de aprendizagem. Os demais grupos acumulam muitos saberes relacionados às demandas da Política Cultura Viva. Por isso é sempre bom ouvi-los e procurar absorver algo novo em cada atividade deste tipo.


domingo, setembro 27, 2026

Sofrendo e sorrindo na minha quinta Tepequém UP

No sábado 19 de setembro participei da Tepequém Up 2026. Foi a minha quinta vez na mais exaustiva prova de 10 km em Roraima. 

Saímos eu, Lis e Edgarzinho e mais um monte de gente da equipe Desafiando Limites na sexta à tarde de Boa Vista para a nossa casinha alugada a uns 2 km da Vila do Tepequém. 

No outro dia, almoçamos às 11h30, descemos de van até o pé da serra antes das 15h e largamos às 16h, com sensação térmica de 40 graus ou mais.

Quando digo descemos, me refiro aos corredores. Lis e Edgar ficaram na vila para acompanhar a chegada.

Corporalmente bem mais pesado do que no ano passado, aproveitei a prova para fazer muitas reflexões sobre o motivo de ter vindo encarar subidas infinitas, pouca sombra, dores desnecessárias na lombar e sensações novas em músculos desconhecidos.

Foi puxado. Por sorte não me faltou água para jogar no corpo após cada ponto de hidratação e por mais sorte ainda duas ou três famílias decidiram ligar a mangueira e jogar água nos corredores para baixar a nossa temperatura.

Eternos obrigados a elas por me ajudar a seguir. 

Na segunda parte da prova. Se liga no copinho na mão, sempre. 

Logo depois da ponte. A sequência dessas fotos é engraçada: mostra o outro atleta, que vinha dando trabalho, olhando com um pouco de surpresa para trás e me vendo passar

Logo depois do ponto de corte na pousada do Sesc

Atletas da Equipe Desafiando Limites momentos antes da largada

Dos 468 homens e mulheres participantes (excluindo os desclassificados), fui o 87º (18,59%) a cruzar a linha de chegada, com tempo de 1h13min13s.  

Entre os 222 homens categoria geral fui o 67º (30,18%) a chegar e entre os 56 senhores quase idosos da categoria 50-59 anos fui o 13º (23,21%).



E essa elavação?





A turma dos 50 e 60 +

Atletas e pessoal do apoio no final da corrida

Pensei que havia baixado o meu tempo em relação ao ano passado, mas foi quase igual:

Tepequém 2022: 1h12min49s

Tepequém 2023: 1h10min58s

Tepequém 2024: 1h06min19s

Tepequém 2025: 1h13min58s

Tepequém 2026: 1h13min13s

Esta é uma prova fácil? Jamais, nem sequer em 2024, quando, embalado nos treinos para a maratona de Brasília, tive meu melhor desempenho e conclui, inteiraço, os 10 km em 1h06min. 

É sofrida? Muito. Em 2022 senti forçar músculos que nem sabia existirem. 

Machuca? Sim, mas é para evitar e diminuir esse risco que vou na academia fortalecer o corpo. Dá certo? Não muito. Sempre fico com um inchaço nos tornozelos, mas aprendi a cuidar.

É barato? Não. Tem inscrição, transporte, alojamento, alimentação... mas é só economizar 3 inscrições em corridas de 5 km e já paga a do tepeka. O restante se articula dividindo custos com o pessoal da equipe.

É gostoso? Mermão...quando se atravessa a linha de chegada, a respiração volta ao normal e vem a descarga de serotonina, dopamina, endorfina e ocitocina duma só vez...Sabe aquela promessa de nunca mais fazer algo parecido? Já começa a ser questionada.

É fraterno? Sim. Eu pelo menos sou o tipo de inscrito que de verdade torce para que cada atleta concorrente termine a prova. E que termine em bom estado.

É alegre? Demais. No primeiro ano fui sozinho com o Timóteo Camargo.

Nas demais subi de bando com meus companheiros da Desafiando Limites (Morando fora em 2024, o Tim veio só para ir correr com a gente).

Em todas as vezes me diverti e quase ganhei troféu de 3º lugar na categoria em dois anos, mas quase na corrida não vale nada

Além disso, é lá que reencontro gentes que nunca vejo aqui no plano, como os velozes Haroldo Corre Macuxi, Susi Santos e Meire Souza, para refazer nossas fotos anuais de corredores 40+ e 50+.





É claro que além da corrida tem os passeios, as conversas, as fotos dos momentos além da prova.



Desta vez, como ficamos um pouco afastados da vila, logo depois da ponte, aproveitamos para passear em um poço chamado Esmeraldina. Do lado dele tinha um laguinho bem bonito e mais fácil de entrar.






Também fomos para a ponte sobre o igarapé Sobral. O verão está pegando forte e quase não tinha água. Indo para lá encontrei uma cobra morta ressecada. Dava para ver o esqueleto dela nas parte onde a pele havia se decomposto já. Parecia uma cobra zumbi.







Fora isso, fiz o passeio de sempre, indo visitar o ateliê do Edinel. Deixei exemplares de meus livros Sonhanças e Manhãs e Ventanias para a biblioteca desta grande artista roraimense que sempre me encanta com a sua criatividade. Por lá, quase na hora em que ia embora, apareceu Otávio, meu colega de trabalho na UFRR.







A medalha da Tepequém UP 2026

O sol visto nascendo no tepuy e indo embora na BR 174

No mais, o foco é voltar em setembro do ano que vem.