Participei semana passada no Espírito Santo da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, organizada pelo Ministério da Cultura. Fui representando o Coletivo Caimbé, grupo que criamos em 2019 para trabalhar com literatura, leitura e artes integradas. Levei na mala alguns livros de minha autoria para ver se trocava por outros lá no evento. Deu certo.
O primeiro intercâmbio rolou com o rapper, pesquisador e produtor cultural Dudu de Morro Agudo, quem conheci em 2013 no Fórum Onda Cidadã 10, promovido pelo Instituto Itaú Cultural na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE). Entreguei exemplares de Invernos e Cafés, Manhãs e Ventanias e Bilhetes de Amores perdidos para fortalecer o acervo do Instituto Enraizados, lá em São Gonçalo (RJ). Dudu me presentou com uma copia da Cartografia do hip hop de Nova Iguaçu.
Outra troca bacana rolou com o poeta e editor Mano Zeu, da editora Kapivara Kartonera, sediada em Foz de Iguaçu (PR). Passei cópias dos meus livros e ele me presenteou com as obras Cinquentinha, de sua autoria; Sorria,... a grana de seu vizinho não é mais verde. É a sua miopia, de Perla Gomes; e Colcha de Retalhos, de Wesley Denlio. Outra troca bacana foi o poeta cearense Reginaldo Figueiredo, que me autografou a obra Apaziguá-la e levou Manhãs e Ventanias para o sertão.Por fim, encontrei Márcia Cavalcante, do Instituto Cirandar, pessoa que não via desde os tempos que fizemos parte do Colegiado Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ainda na gestão Dilma Rousseff, e lhe passei cópias de Invernos e Cafés e Manhãs e Ventanias para incrementar o acervo de sua biblioteca em Porto Alegre.Assim, entre trocas e presentes, botei meus livros para voarem Brasil afora.
Sobre a teia: Com o tema "Pontos de Cultura pela Justiça Climática", a Teia reuniu agentes comunitários, povos tradicionais e gestores públicos de todo o país para celebrar a diversidade e debater cultura e emergência climática.
Os pontos são os grupos e entidades culturais que desenvolvem ações artísticas e comunitárias em seus territórios.
Passaram a ser reconhecidos pelo Ministério da Cultura em 2004, com a criação do Programa Cultura Viva, que se tornou a Política Nacional de Cultura Viva com a Lei nº 13.018/2014. Hoje, já são mais de 16 mil pontos certificados país afora.
O Coletivo Caimbé é um destes pontos de cultura certificado pelo MinC.
O evento teve a presença do presidente Lula e da ministra da Cultura Margareth Menezes. Eles assinaram o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.
Além disso, também foram assinadas as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.
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