sexta-feira, maio 29, 2026

Chegou Sonhanças e suas poesias em banzeiro

Lancei ontem, 28 de maio de 2026, Sonhanças, meu nono livro, meu mais novo livro de poesias. 





Sonhanças é uma soma de banzeiros. Cinco tipos de banzeiros, escreveu o pescador e jornalista Timóteo Camargo, prefaciador e responsável por colocá-los na ordem em que estão na obra.





Tem banzeiro suave, com uma pegada amazônica-tranquila-sem pressa. Tem banzeiro com balanço de desejo.  O outro tipo é introspectivo. O quarto banzeiro é denso, feito de silêncios e cansaços. A quinta onda é puro desamor, continuidade, ambivalência e esperas. 





Sonhanças.  Inventei essa palavra para fechar e titular um dos poemas. Gosto dessa liberdade da escrita literária. Quem inventa poesia não liga para as normas da ABNT e afins.  

Gostei também de conversar com quem apareceu por acaso, com quem apareceu para ver outras coisas e aproveitou para pegar o seu exemplar. Mas gostei mesmo de conversar com quem foi ao Teatro Jaber Xaud do Sesc Mecejana focado em ter um Sonhanças para si. Muito agradecido pelo carinho. 






Sonhanças é dedicado aos meus filhos: a pequena libélula Lalai e meu menino grandão Edgarzinho. Também aos meus avós maternos: seu Edgar e dona Maria José. Pensando nos leitores, também lhes dediquei a obra, escrevendo assim: para todos aqueles que se fazem poesia no dia a dia.







Sonhemos e poetizemos sempre que possível. 

Sejamos todos sonhanças. 

Aproveitando, vejam esta entrevista com o Wirismar Ramos sobre o livro: 

quinta-feira, maio 28, 2026

Uma conversa sobre poesia com alunos do Colégio Militarizado Senador Hélio da Costa Campos

Estive nesta quinta (28/05) no Colégio Militarizado Senador Hélio da Costa Campos, bairro Silvio Leite, para conversar com os estudantes sobre poesia,  minha trajetória como escritor, ler poemas, sortear livros entre os participantes e doar uma de minhas obras para a escola. 



A atividade foi uma ação do Coletivo Caimbé, do qual faço parte desde 2009, e  teve participação de cerca quase 50 alunos e professores, com alguns lendo poemas e fazendo questionamentos sobre o fazer literário.  

Em abril já havíamos visitado a escola e promovido uma edição do Sarau da Lona Poética com a participação dos escritores Zanny Adairalba e Willy Rilke, além do rapper 7Niggaz. 


As duas ações na escola foram resultado de uma parceria articulada entre os Pontos de Cultura Coletivo Caimbé e Anarriê Amazônia, fazendo parte da chamada 01/2026 do @pontaororaima , com propostas voltadas à Meta de Articulação e Mobilização.

Na primeira visita deixamos várias obras como doação para o acervo da sala de leitura da escola: Manhãs e Ventanias e Invernos e Cafés (de minha autoria); Palavras em Preto e Branco (de Zanny Adairalba); e Entre Prosas e Risos – Rabiscos do Cotidiano e Poemas, além de Poemetos e outros rabiscos poéticos (de Willy Rilke).

Hoje fiz o sorteio de exemplares dos livros Manhãs e Ventanias, Invernos e Cafés (ambas de poesia) e Bilhetes de Amores Perdidos, (contos). A pedido dos estudantes, também deixei um exemplar desta obra para o acervo da sala de leitura. 

terça-feira, maio 26, 2026

Livros e literatura na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura

Participei semana passada no Espírito Santo da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, organizada pelo Ministério da Cultura. Fui representando o Coletivo Caimbé, grupo que criamos em 2019 para trabalhar com literatura, leitura e artes integradas. Levei na mala alguns livros de minha autoria para ver se trocava por outros lá no evento. Deu certo. 

O primeiro intercâmbio rolou com o rapper, pesquisador e produtor cultural Dudu de Morro Agudo, quem conheci em 2013 no Fórum Onda Cidadã 10, promovido pelo Instituto Itaú Cultural na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE). Entreguei exemplares de Invernos e Cafés, Manhãs e Ventanias e Bilhetes de Amores perdidos para fortalecer o acervo do Instituto Enraizados, lá em São Gonçalo (RJ). Dudu me presentou com uma copia da Cartografia do hip hop de Nova Iguaçu. 

 Outra troca bacana rolou com o poeta e editor Mano Zeu, da editora Kapivara Kartonera, sediada em Foz de Iguaçu (PR). Passei cópias dos meus livros e ele me presenteou com as obras Cinquentinha, de sua autoria; Sorria,... a grana de seu vizinho não é mais verde. É a sua miopia, de Perla Gomes; e Colcha de Retalhos, de Wesley Denlio. 

Outra troca bacana foi o poeta cearense Reginaldo Figueiredo, que me autografou a obra Apaziguá-la e levou Manhãs e Ventanias para o sertão.

Por fim, encontrei Márcia Cavalcante, do Instituto Cirandar, pessoa que não via desde os tempos que fizemos parte do Colegiado Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ainda na gestão Dilma Rousseff, e lhe passei cópias de Invernos e Cafés e Manhãs e Ventanias para incrementar o acervo de sua biblioteca em Porto Alegre. 

Assim, entre trocas e presentes, botei meus livros para voarem Brasil afora. 

Sobre a teia: Com o tema "Pontos de Cultura pela Justiça Climática", a Teia reuniu agentes comunitários, povos tradicionais e gestores públicos de todo o país para celebrar a diversidade e debater cultura e emergência climática. 


Os pontos são os grupos e entidades culturais que desenvolvem ações artísticas e comunitárias em seus territórios. 

Passaram a ser reconhecidos pelo Ministério da Cultura em 2004, com a criação do Programa Cultura Viva, que se tornou a Política Nacional de Cultura Viva com a Lei nº 13.018/2014. Hoje, já são mais de 16 mil pontos certificados país afora.

O Coletivo Caimbé é um destes pontos de cultura certificado pelo MinC. 

O evento teve a presença do presidente Lula e da ministra da Cultura Margareth Menezes.  Eles assinaram o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.



Além disso, também foram assinadas as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.

Saiu essa matéria no site Informe Popular listando todos os participantes de Roraima na 6a Teia: 

Delegação de Roraima participa do V Fórum Nacional Cultura Viva durante a 6ª TEIA Nacional


Roraima terá representação no V Fórum Nacional Cultura Viva, realizado nos dias 19 e 20 de maio, em Aracruz (ES), dentro da programação da 6ª TEIA Nacional. A delegação reúne representantes de pontos e pontões de cultura, coletivos culturais, agentes e articuladores da rede Cultura Viva no estado.

O principal foco da delegação será a participação no V Fórum Nacional

Cultura Viva, espaço de debate e construção coletiva de propostas para a Política Nacional Cultura Viva (PNCV). Nesta edição, o tema será “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, com discussões sobre cultura, território, sustentabilidade e fortalecimento das políticas culturais comunitárias.

Delegados e Representações de Roraima no Fórum Nacional

● Pontão Grande Roda de Boa Vista — Arlisson Sousa

● Pontão Cultura Roraima — Beatriz Brooks

● Ponto de Cultura Ambiental Comunidade Encena — Orlando Moreno

● Coletivo Confluência Roda de Prosa — Catarina Ribeiro

● ASIMUTRR — Meiry Sherlock

● Comissão Nacional de Pontos de Cultura (representação estadual) — Mário Moura

● Ponto Anarie Amazônia (Escola Forrozão) — Thayla Moura

● Ponto Xamego na Roça — Sabá Moura

● Associação Canoa Cultural — Manoel Rolla

● Ponto Afatabe — Emília Alzira

● Ponto Coletivo Ritmizando — Dorsyrene Sanchez

● Ponto Erupção Crew — Marcos Pereira

● Ponto Raízes Brasileira – Escola de Capoeira — Dagoberto Caimbé

● Ponto Coletivo Caimbé — Edgar Borges

● Ponto Grupo Folclórico Coração do Sertão — João da Cruz

● Ponto IRDESC — Magdiel Araújo

● P.C Traviarca — Ghenn Wapichana

● Ponto Ulisses Manaças — Job Martins

● Ponto Grupo Cruviana — Gabriel Pinheiro

● Ponto Associação Harmonia e Ritmo — Telmira Santos

● Ponto Criart Teatral — Elivelton Lima

Participação de Roraima na Mostra Cultura Viva

Além da participação no Fórum, representantes de Roraima também integrarão outros espaços da programação da 6ª TEIA Nacional.

As agentes culturais Anna Kely Macuxi e Lillyan Cadete participarão do Encontro Agente Cultura Viva. Já a comunicadora Fernanda Brito, coordenadora da Meta de Comunicação e Divulgação do Pontão Cultura Roraima e do Pontão Grande Roda Boa Vista, foi selecionada por edital para compor a equipe de Comunicação Colaborativa da TEIA Nacional.

Cristina Andrade, integrante da equipe do Pontão Cultura Roraima, participará do Encontro Nacional dos Pontões de Cultura.

Na Mostra Artística, Roraima será representada pela Cia de Dança Afro Nganga Nzila, do Ponto de Cultura Afatabe, selecionada por edital para integrar a programação cultural do evento.

O estado também terá participação na área de Economia Criativa e Exposição de Produtos com a Colab Cruviana, iniciativa vinculada ao Ponto Grupo Cruviana e selecionada por edital.

Outro destaque será a participação de Jacildo Bezerra, representante do Governo de Roraima, no Fórum dos Secretários, espaço de articulação entre gestores públicos de cultura de diferentes estados e municípios.

A programação da 6ª TEIA Nacional reúne representantes de todo o país em atividades culturais, rodas de conversa, apresentações artísticas e encontros temáticos voltados ao fortalecimento da Cultura Viva no Brasil.

sexta-feira, maio 15, 2026

Meia-idade, literatura e (in)satisfações

Mês que vem completo 50 anos. 

É tempo que só. Nunca me vi nessa idade. Fui vivendo cada dia com a leveza de que poderia ser o último e tudo bem, o que como lado bom não gerou estresse com a idade e como ruim findou em não ter me preparado bem para as novas demandas etárias.

50 anos são cinco décadas. Tinha menos de uma e meia quando viemos para Roraima. Quem convive comigo sabe dos detalhes. Resumidamente: queria chances de estudar algo que me poupasse de trabalhar debaixo do sol depois que concluísse o ensino médio.

Consegui. Com certeza não aguentaria trabalhar fazendo esforço físico diário. Não aguento sequer fazer esforço mental todo dia no ar condicionado.

Sou um homem de meia-idade, vivendo o que chamam de “maturescência”, vulga fase das reflexões e arrependimentos. Para alguns, já sou um senhorzinho. Para outros, não pareço ter esta idade. “Parece bem mais”, argumentam e acredito.

Sou um escritor de meia-idade com autismo recém-diagnosticado. 

Oito livros de prosa e poesia publicados, mais um de poemas saindo final deste mês publicado pelo Sesc. Não vivo da literatura, mas a literatura vive em mim desde que era apenas um leitor nas casas onde vivi nas calles Progreso e Salias de Guasipati, a metrópole do sul venezuelano.

Para não ser esconde-jogo, já vivi coisas muito legais graças à literatura. Tanto pelas sensações que as leituras me trouxeram como nas atividades que desenvolvi ou participei desde 1997, 1998, quando comecei a participar de ações literárias. Ganhei dinheiro, troféus, lanchinhos, viajei por Roraima e pelas cinco regiões do Brasil, convivi com pessoas que nunca teria conhecido, beijei gente empolgada pelo que escrevo ou faço... Enfim, ampliei meu repertório de vivências de uma forma que só a arte poderia ter me permitido, incluindo a lida com escritores incomodados com as minhas realizações pessoais.  

Sou um escritor feliz, apesar de insatisfeito. Não sei bem o que quero, mas entre o que sei está publicar uns três livros a mais e viajar por e com eles. 

Em um quero tentar parecer bem-humorado. Percebi que na poesia sou, mesmo quando feliz, predominantemente melancólico e meio sombrio. Até tento escrever coisas engraçadas, mas não consigo. Consigo falar, mas não lembro de nada alegre quando vou redigir.

Sou um escritor taciturno de meia-idade com uma missão autoinfligida: tentar fazer um livro de poemas alegres e/ou engraçados. Não disse que será para todas as idades, mas que será mais leve. Também não disse que será censura livre.

Sou um escritor cansado. Só de pensar em direcionar energia para um tipo específico de poesia, cansei e a meia-idade já bateu com tudo.

quinta-feira, maio 07, 2026

Correndo no Distrito Industrial no 1º de Maio

No dia primeiro de maio fui até o Distrito Industrial de Boa Vista bem cedo para correr 10 km.

Deixei uns pedaços  de pulmão por lá, senti dores de quem engordou e perdeu mais massa muscular, senti calor, cansaço e arrependimento por estar forçando o corpo apenas para ganhar uma medalha, segui e terminei abaixo de 53 minutos, exatamente a meta para a prova: a 2a Corrida Nacional do Sesi, edição Boa Vista. Um dia depois saiu o resultado oficial com as colocações e descobri que fiquei em quarto lugar na categoria 50-59 anos.

 

Dormi mal na véspera, acordei bem antes de 3h50 e 5h10 estava na largada, que seria às 6h mas o povo atrasou quase meia hora o começo.  Sorte que estava um pouco nublado, o que não significa frio jamais. O sol queimou, mas de leve, só avermelhando.

Durante a prova me perguntei várias vezes se valia a pena o esforço de largar o pulmão na pista. Isso de não participar mais de tantas provas, de ainda estar ruim do pé e dos valores altos das inscrições me tira o ânimo de sofrer.

Enfim, deu bom o objetivo do dia, apesar do tanto de ladeirinha que teve no trajeto para atrapalhar.


Fora o atraso, foi bacana o final: havia água, banana, sorvete e isotônico para a turma dos 10 km repor a alma.

quinta-feira, abril 30, 2026

E teve Sarau da Lona Poética na escola Hélio Campos

Depois de algum tempo sem ter, ontem (29/04) finalmente teve uma edição do Sarau da

Lona Poética. Junto com a turma do Coletivo Caimbé, fui para o Colégio Militarizado Senador Hélio da Costa Campos levar poesia e música com os escritores Zanny Adairalba e Willy Rilke e o rapper 7Niggaz.

Os alunos da escola também participaram, lendo poemas de sua própria autoria e dos livros que expusemos no auditório da escola.  Eu fiquei feliz voltando a exercer minha função clássica de MS, vulgo Mestre de Saraus.


Pro 7niggaz deixei o trabalho de ser MC. =)


Doamos várias obras para a escola: Manhãs e Ventanias e Invernos e Cafés (de Edgar Borges); Palavras em Preto e Branco (de Zanny Adairalba); e Entre Prosas e Risos – Rabiscos do Cotidiano e Poemas, além de Poemetos e outros rabiscos poéticos (de Willy Rilke).


(Se estiver interessado (a) em ler meus livros, tenho vários disponíveis na Amazon a preços bem em conta. É só clicar)


 Esta Lona Poética foi resultado de uma parceria entre os Pontos de Cultura Coletivo Caimbé e Anarriê Amazônia.


No dia 28 de maio haverá outra atividade na escola, desta vez somente comigo, fazendo uma roda de conversa sobre literatura, arte e ativismo cultural.

As ações integram a Chamada 01/2026 do Pontão Roraima, com propostas voltadas à Meta de Articulação e Mobilização.