domingo, janeiro 11, 2026

Edgarzinho chegou aos 18

 Meu menino fez 18.

Eu fiz 18 vivenciando o menino.


Errando, acertando, rindo, estressando.

Levando e trazendo, criando e quebrando expectativas.

Tentando acompanhar, mostrando possibilidades, conversando, aconselhando, brigando, ouvindo, gargalhando.

O menino fala pouco e fala bem.

Me surpreende. O surpreendo.

De tão pequeno cresceu tanto. Puxou à família da mãe. Pela minha, seria baixinho. Também teria menos pelos. Isso o deixaria feliz.

Seu tornozelo no banco de trás cabia na mão que lhe estendia enquanto dirigia. Não cabe mais há uma era e uma pandemia.

O menino era zinho, virou zão.

Tanta coisa a fazer ainda e o futuro é uma incógnita, caminhos de encruzilhadas.

O menino é meu supremo amor, minha angústia, voz e silêncio, cansaço e fôlego.

Somos silenciosos e ele ainda mais. 

Somos também piadas condenáveis, sarcasmo e minha-nossa-senhora-de-onde-tu-tira-esses-comentarios?-se-tiver-céu-acabou-de-perder-de-novo-a-tua-vaga.

O menino tem seu jeito e eu espero que ache seu lugar neste mundo cada vez mais difícil de viver.