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domingo, janeiro 11, 2026

Edgarzinho chegou aos 18

 Meu menino fez 18.

Eu fiz 18 vivenciando o menino.


Errando, acertando, rindo, estressando.

Levando e trazendo, criando e quebrando expectativas.

Tentando acompanhar, mostrando possibilidades, conversando, aconselhando, brigando, ouvindo, gargalhando.

O menino fala pouco e fala bem.

Me surpreende. O surpreendo.

De tão pequeno cresceu tanto. Puxou à família da mãe. Pela minha, seria baixinho. Também teria menos pelos. Isso o deixaria feliz.

Seu tornozelo no banco de trás cabia na mão que lhe estendia enquanto dirigia. Não cabe mais há uma era e uma pandemia.

O menino era zinho, virou zão.

Tanta coisa a fazer ainda e o futuro é uma incógnita, caminhos de encruzilhadas.

O menino é meu supremo amor, minha angústia, voz e silêncio, cansaço e fôlego.

Somos silenciosos e ele ainda mais. 

Somos também piadas condenáveis, sarcasmo e minha-nossa-senhora-de-onde-tu-tira-esses-comentarios?-se-tiver-céu-acabou-de-perder-de-novo-a-tua-vaga.

O menino tem seu jeito e eu espero que ache seu lugar neste mundo cada vez mais difícil de viver.


sexta-feira, setembro 19, 2025

Recebi a comenda Orgulho de Roraima - Me chamem de comendador

A manhã desta quinta-feira (18/09/25) foi especial: recebi a comenda Orgulho de Roraima, concedida pela Assembleia Legislativa de Roraima, pelos serviços desenvolvidos na área do jornalismo.






Fiquei muito contente quando soube que seria um dos jornalistas homenageados, fruto de uma indicação da deputada Angela Portella. Confesso que havia anos queria receber um título desse tipo.


Atuo na área da comunicação desde 1998, quando ainda estava no terceiro ano do curso na Universidade Federal de Roraima.


Já fui repórter de jornal impresso, correspondente de revista, cronista e colunista cultural de sites e jornais locais e nacionais, professor universitário, assessor de comunicação de artistas, da Prefeitura de Boa Vista, da Universidade Estadual de Roraima e da Universidade Federal de Roraima.


Entre os homenageados havia muitos amigos, ex-colegas de trabalho, gente que conheço desde os seus primeiros empregos e inclusive alguns que foram meus estagiários.



Todos, com certeza, merecedores de serem considerados Orgulhos de Roraima.
Parabéns pra mim, parabéns pra gente. Que venham outras comendas, principalmente na área cultural. 🙃😊







Ah, e agora só respondo se me chamarem de Senhor Dom Comendador Edgar. hahahaha

Aqui você pode me ver recebendo a homenagem. O vídeo vai começar no momento em que começam a chamar os jornalistas, logo após os discursos da mesa.


Abaixo, texto da reportagem publicada no portal da Asembleia Legislativa falando da homenagem. No final tem a relação dos homenageados.

RECONHECIMENTO Jornalistas são homenageados com Comenda Orgulho de Roraima
Postado em 18/09/2025 Por Supervisão de Comunicação


A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) realizou uma sessão especial em homenagem aos jornalistas do estado, com a entrega da Comenda Orgulho de Roraima. A solenidade, proposta pela deputada Angela Águida Portella (Progressistas), reconheceu a importância dos profissionais na defesa da liberdade de expressão, dos direitos fundamentais e na consolidação da democracia.

A deputada Angela Águida destacou a relevância da homenagem aos profissionais da comunicação. “Essa homenagem está sendo feita pela passagem do Dia do Jornalista, e é uma alegria para mim, tendo em vista que essa é uma missão muito nobre: comunicar, trazer informação e também ajudar as pessoas. Assim, elas têm a possibilidade de construir suas próprias opiniões. O jornalista chega em todas as casas, seja pela televisão, pela internet, e a gente está fazendo isso como reconhecimento”, afirmou.

Grazy Maia, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, destacou o papel essencial dos jornalistas em momentos críticos

A vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Roraima (Sinjoper), Grazy Maia, enfatizou a dedicação dos homenageados. “É uma grande satisfação estar aqui hoje, principalmente nesta data tão simbólica, em que se reconhece a luta diária de tantos profissionais da comunicação. São pessoas que acompanham o dia a dia da sociedade, exercendo um papel fundamental com senso crítico e compromisso com a verdade”, ressaltou.

Professor Maurício Zouein recebeu a homenagem na Casa Legislativa

O jornalista e professor Maurício Zouein também foi homenageado e ressaltou o significado da honraria. “Na academia, nos dedicamos a formar profissionais comprometidos com a ética e o bem comum. O jornalismo é uma profissão marcada pela doação constante, e quando somos reconhecidos dessa forma pelo povo e, em uma casa que representa o povo, o significado é imenso. Cheguei a Roraima em 1974 e receber essa homenagem da Assembleia Legislativa é um momento de profunda gratidão”, disse emocionado.

Luciano Abreu, homenageado, enfatizou o trabalho coletivo no jornalism

Outro jornalista homenageado, Luciano Abreu, valorizou o trabalho coletivo por trás da produção jornalística. “É muito bacana você receber um reconhecimento de anos de trabalho. Ainda mais porque não é um reconhecimento só do Luciano Abreu, é um reconhecimento de tanta gente. A gente que faz jornalismo faz com toda uma equipe, desde aquele cara que trabalha na limpeza até o diretor-geral. Hoje estou recebendo uma homenagem, todos eles também estão recebendo. Quero agradecer à Assembleia por esse reconhecimento”, frisou.


A solenidade contou também com a presença de autoridades e representantes de instituições ligadas à comunicação e à cultura. Participaram da sessão o vereador Bruno Perez (MDB), a vereadora Bárbara Falcão (Progressistas), o coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), professor Felipe Collar Berni, o gerente de Jornalismo da Rede Amazônica, Marcos Cadidé, e a presidente da Academia Roraimense de Letras, Cecy Brasil.

Homenageados

Foram homenageados com a Comenda Orgulho de Roraima: 

In Memoriam à jornalista Alexssandra Vaneza Ribeiro Targino (representada por sua irmã Michella), 

Antonia Costa da Silva (representada pela filha Aynara), 

Cyneida Menezes Correia, 

Edgar Jesus Figueira Borges, 

Élissan Paula Rodrigues, 

Érica Patrícia Rodrigues Figueredo, 

Etiene Travassos Barbosa, 

Gustavo Abreu Vieira, 

Iara Regina Bednarczurk, 

Isabela Schwarz Mainardi, 

Janini Vieira Marques, 

José Gilvan Costa, 

Karla Andreia da Silva Pinheiro,

Loide Gomes da Costa, 

Luciano Cunha de Abreu Rodrigues, 

Marleide Socorro Cavalcante Inácio, 

Marta Gardênia Barros, 

Maurício Elias Zouein, 

Rodrigo de Almeida Baraúna, 

Rosicleide Silva Martins, 

Sandra Maria de Morais Gomes, 

Sheneville Cunha de Araújo, 

Vanderleia Ferreira e 

Vângela Maria Isidoro de Morais.

 

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Nonato Sousa/ Marley Lima/Alfredo Maia

SupCom ALE-RR




domingo, julho 27, 2025

Um sarau online para (vamos ver se) voltar às atividades do Coletivo Caimbé

No dia 25 de julho se comemora o Dia Nacional do Escritor. 

Para celebrar a data, o Coletivo Caimbé, do qual sou um dos articuladores, promoveu uma edição on-line do Sarau da Lona Poética, atividade que realizamos desde 2014. 

 Era para ser no instagram do grupo, mas tivemos um problema no começo, quando fomos pegos de surpresa com a informação de que contas no IG com menos de 1.000 não podem fazer transmissões ao vivo. 

Devido a isso transferimos as atividades para o meu perfil e tentamos avisar as pessoas via grupos de Whatsapp.

Fica inclusive um pedido a você que está chegando por aqui: divulga nosso perfil para que mais pessoas saibam das atividades: www.instagram.com/coletivocaimbe 

Teve participação também da articuladora Zanny Adairalba e de Kelsen Bravos (Ceará) e Joakin Antônio (São Paulo), além de Joseani Vieira, Janaína Sousa, Jeane Xaud e Timóteo, Graziela e Liz Camargo, todos de Roraima. 











Abaixo, algumas publicações que saíram na imprensa: 








Foi bonito, foi legal. Espero ter disposição para novas edições.

segunda-feira, março 13, 2023

12 meses bancando o corredor de rua (e de trilhas também)

Hoje faz um ano de minha primeira corrida.
Foi em janeiro ou começo de fevereiro de 2022 que perguntei ao professor e

multiatleta Marcos Silva se ele sabia quando haveria uma competição com premiação, pois queria começar a participar e iniciar uma coleção de medalhas esportivas. Queria juntar 12, uma por mês, até dezembro.
Ele avisou dessa que haveria a do Detran RR, marcando o retorno às competições desta modalidade depois de estarem parados quase toda a pandemia de Covid-9. Comecei a tentar aumentar a minha quilometragem nos treinos. Já fazia mais ou menos tranquilo uns 3 km e agora a meta era fazer os 5 km sem caminhar.
Até o dia da corrida não consegui, mas no dia da corrida fui sem parar uma única vez, o que me deixou muito contente.
A segunda corrida foi a do Catre, num trecho de areia e piçarra de 6 km nas matas e trilhas perto do banho do Caçari. Senti as coxas fraquejarem, mas cheguei de boas. Aqui me deram a dica de sempre dar uma acelerada no final para tentar baixar o tempo e passar um espírito, mesmo que fosse fake, de guerreiro da velocidade.
A terceira corrida foi na zona rural do Monte Cristo, no aniversário de seis anos do clube Jabuti do Lavrado. Fechei os 5 km de piçarra e calor em 30 minutos, com direito a um pseudo-sprint no final. Nesta confirmei que adoro competição com melancia no final. Acho que nessa corrida já fazia parte do grupo Desafiando Limites RR, que reúne gente do pedal, da natação e da corrida. O Marcos que me convidou, todo animado com o coleguinha neo-atleta.
Fui subindo a resistência física, chegando a fazer duas provas de cinco km em único dia e aumentando a minha nova coleção. A fome tava tanta que em 4 de junho, dia de meu aniversário, fiz uma antes de reunir os amigos em casa para comemorar. Por má sinalização do trecho todo mundo foi pela rua errada e quase me atropelam, vale contar. Teria sido ruim cancelar a festa...
Lá por abril ou maio olhei pro segundo semestre e decidi que ia fazer os 10 km da Corrida Internacional 9 de Julho. O foco era completar em 60 minutos. Fiz abaixo disso com a estratégia e acompanhamento do Timóteo Camargo, que foi monitorando o nosso ritmo para evitar que morresse nas ladeiras da Getúlio Vargas. A 9 de Julho foi a décima medalha.

Em setembro, buscando a 12a peça da coleção, fui pro município de Amajari com o Timóteo para fazer os 10 km serra acima e serra abaixo da Tepequem  Up 2022. Completei feliz a prova, mas amanheci com os tornozelos inchados, início de uma lesão que me levou a algumas sessões de fisioterapia, a parar de correr e a sentir dor ao caminhar por quase dois meses.
Em novembro, só porque já estava paga a inscrição, fui pro Parque Nacional do Viruá para: 1. Caminhar os 10 ou 11 km da última etapa da Trail Run Séries. 2. Talvez caminhar e trotar. 3. Dane-se. Já estou aqui, bora dá-lhe até estourar tudo de vez. Se não for a dor, que o fôlego de tanto tempo parado me pare.
Largada feita, fui feito jabuti, cansei só na metade da prova, os tornozelos não reclamaram, peguei minha medalha e ainda caminhei mais sete quilômetros até um mirante meio sem graça no meio da selva, mas bonito de se ver se a gente não estivesse tão esgotado e com sede.
Tem muito mais história, mas podemos resumir tudo assim: comecei dia desses e já corri em quatro municípios de Roraima e em Manaus (AM), lesionei, voltei, estou de olho numa meia maratona, entrei na academia para fortalecer as perninhas (não exatamente nesta ordem), já dou dicas para gente mais novata que eu, teve dias em que fiz uma corrida de 7 km na areia pela manhã e mais 7 no asfalto à tarde e sempre, sempre sinto preguiça de ir treinar.
Sim, preguiça o tempo todo (ou muitas vezes). E se algum corredor dizer que “ain, comigo não é assim. Sempre estou disposto” pode crer que está mentindo. A gente só vai porque montou meta e sabe que é de passada em passada que se chega lá, seja lá onde for. As minhas metas são ganhar de mim a cada vez que for correr.

Ah, importante, muito importante, é lembrar do apoio incondicional e cuidados de minha preta-poeta Zanny Adairalba, que me garantem a tranquilidade necessária para poder brincar de atleta amador em paz. Sem ela na retaguarda seria muito complicado estar no esporte. O amor caminha perto de quem corre. Valorizem seus apoios, façam carinho, paguem lanchinho e, se forem disso, façam cafuné.
Ah, sobre a meta das medalhas: a ideia eram 12. Terminei o ano com 19.


 

quinta-feira, março 17, 2022

Publicaram uma peça teatral minha de 1995

Tive uma peça escrita por mim e pela professora Chaguinha em 1995 lançada em um livro digital do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Roraima


O lançamento aconteceu de forma on-line no dia 3 de março. Aqui é possível ver como foi: 


No texto abaixo, extraído do site da Universidade Federal de Roraima, é possível  ver todas as informações sobre este trabalho, além de uma fala minha na matéria: 

Roda de conversa marca lançamento de livro que destaca a produção teatral de Roraima

O Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Roraima (PPGL/UFRR) promove nesta quinta-feira (3/3) uma roda de conversa on-line com os organizadores e autores do livro “Teatro do norte brasileiro: coletânea de peças teatrais de Roraima”.

A roda de conversa começará às 17h30, com transmissão pelo canal do PPGL no

 YouTube. O livro faz parte da coleção "Teatro do Norte Brasileiro" e pretende colaborar com a produção teatral local, regional e nacional, ao fornecer material de trabalho para os atores e instigar a continuidade dos estudos nele iniciados. A proposta deste projeto é voltada para o registro da dramaturgia existente na Amazônia.
Lançado em versão digital, numa parceria do PPGL com o Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGARTES/UFPA), o livro está disponível gratuitamente em https://livroaberto.ufpa.br/jspui/handle/prefix/1010.
O livro é formado por 14 peças escritas entre os anos 1994 e 2020. A organização é dos professores Ananda Machado, Francisco Alves, ambos da UFRR, e Bene Martins, da UFPA.
Os autores que tiveram suas obras publicadas no livro são Nonato Chacon, Catarina Ribeiro e Chico Cardoso; Márcio Sergino; Edgar Borges e Francisca Chagas de Oliveira; Francisco Alves; Zanny Adairalba; Ricardo Dantas; Alex Zantelli; turma do curso de Teatro no Ensino de Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana; Hander Frank; Élder Torres; Aldenor Pimentel; Vanessa Brandão e Marcelo Perez.
Conforme a organizadora Ananda Machado, além da divulgação do material produzido por dramaturgos amazônidas, este lançamento enfatiza a expressão teatral como produção literária, além de divulgar informações sobre contextos históricos e traços identitários dos povos que habitam Roraima.
“A proposta deste projeto é voltada para o registro da dramaturgia existente na Amazônia. Iniciaremos em breve a organização da Coletânea do Teatro do Acre volume I. Estas publicações fazem parte então desse movimento de escrita da memória que esperamos continuar fazendo aqui no extremo norte do país”, afirma Ananda.
O escritor e jornalista Edgar Borges, um dos autores com peças no livro, conta que o seu texto foi escrito em 1995, em parceria com a professora de artes Francisca Chagas de Oliveira, mais conhecida como Chaguinha.
“Estava no último ano da escola Gonçalves Dias e fizemos a peça para participar do antigo Festival de Teatro Estudantil de Roraima. Falamos sobre corrupção na política, educação e cuidados com a infância. Guardei uma cópia durante todos estes anos e quando comentei com o professor Francisco Alves sobre esse trabalho ele me convidou para particiar. Estou muito contente de fazer parte deste trabalho de resgate e valorização da memória artística e cultural de nosso Estado", afirma Edgar.