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segunda-feira, julho 20, 2026

Uma l indeza de nevoeiro em Boa Vista

 Poucas coisas me emocionam mais em Boa Vista do que acordar e ver as ruas tomadas por nevoeiro/neblina/névoa. 

Fico bobo, sorrindo e vou logo pra rua fotografar como se sempre fosse a primeira vez. 





Sábado (18/7), depois de muito tempo, vi novamente as ruas cobertas por nuvens. Sai pra correr e o bosque dos Papagaios estava todo sumido, cena de filme, coisa mais linda. 

Depois da ponte nova da Ville Roy, já com o sol aparecendo ainda vi e senti as nuvens batendo no rosto enquanto trotava. Só não registrei porque corro sem celular. Mas aproveitei a singeleza do momento e levei isso o dia todo.

(Buscando nos arquivos do blog, percebi que pouco postei aqui dos nevoeiros que registrei. Ficou muito mais coisas nas redes sociais. No blog mesmo só tem as fotos desta postagem, feitas quando a avenida Minas Gerais ainda era de barro.)



segunda-feira, julho 13, 2026

Mais uma 9 de Julho sofrida e concluída

5a participação na Corrida 9 de Julho. 10 km sofridos, com mais sol, mais peso, mais machucados e menos treinos do que no ano passado. 



Caminhei umas 3 vezes, pensei muito sobre a razão de voluntariamente pagar para correr às 17h nas ladeiras da Ville Roy e segui, pois já estava lá e ainda havia fôlego. 

Custei a terminar essa prova. Foi bem extenuante. Ainda bem que consegui sempre pegar dois copos de água para jogar sobre a cabeça e baixar a temperatura do corpo. Era isso ou pifar por esquentamento.

Corri seguindo e sendo seguido pelo meu colega Dalcides Junior, o mais veloz do Doutorado Educanorte; Na Ville Roy fui ultrapassado facilmente pelos bem treinados Márcio Rosa e Edson Negão (este, inclusive sempre deixa para fazer isso na ladeira da Amoca e vai embora como se estivesse passeando). 


No sprint final, Charlenny Gomes apareceu voando na chegada e entrou no meu vídeo feito pela Lis.

Pelo meu aplicativo e pelo relógio da chegada, Dalcides e eu terminamos com um tempo de 56 minutos e alguns segundos, mas o resultado da Fetec disse que foi com 59 minutos. Botou praticamente 3 minutos a mais na nossa conta. Na nossa e na de muitos outros corredores. 

No outro dia corrigiram o resultado: fiz a prova em 56min27seg. Dalcides chegou cinco segundos à frente.



Além da cronometragem mal feita, o lanche de chegada foi o pior de todos os anos: uma banana e uma barra de chocolate ruim. Pelo menos tinha água no trajeto. O mínimo foi feito. Amém. 

O melhor do dia foi finalmente ter recebido minha caneca de café da equipe Desafiando Limites RR . Meu momento de glória chegou e foi melhor que pódio. Valeu, Mingal, Lizandra e Marcos. É muito bom ser reconhecido. 




quinta-feira, julho 09, 2026

Um bate-papo com as crianças do Espaço Saber

Estive na terça-feira (7/7) conversando sobre poesia com as crianças atendidas pelo Espaço Saber. Além de contar sobre minha trajetória pessoal e artística, falei sobre Manhãs e Ventanias, livro de haicais que lancei no começo do ano. 








A conversa fez parte das atividades das Férias Literárias, iniciativa que o Espaço Saber promove durante esta semana e a próxima. 

Fui acompanhado pelo meu filho, Edgar Bisneto, quem falou sobre as ilustrações que fez para Manhãs e Ventanias  e explicou seu processo criativo.

Depois da conversa, as crianças receberam páginas de Manhãs e Ventanias para que incluíssem as suas próprias ilustrações e as colorissem, acrescentando novas interpretações aos poemas. 

Também teve doação de Manhãs e Ventanias  e de Sonhanças, outra obra de poemas meus, publicada pelo Sesc Roraima, para o acervo do espaço.

Muito obrigado pelo convite à professora Celina de Assis, coordenadora do Espaço Saber. 

Para quem quiser conhecer, O Espaço Saber fica na rua João Evangelista Pereira de Melo, 376, Tancredo Neves.


As fotos são de Lis Barreto.


quinta-feira, junho 11, 2026

Pegando chuva na corrida da Femarh

Domingo (7/6) foi dia de acordar de madrugada para participar da 7a edição da Corrida da Femarh,com saída no estacionamento do estádio Canarinho e subidinhas na avenida Getúlio Vargas.

Fui com a meta de fazer 5 km em até 27 minutos. Deu certo, mesmo sentindo o corpo bem pesado e fechei em 26'07''. Fui o 59° dos 557 da categoria geral.

Prevista para começar às 6h, a corrida largou por volta das 6h20. A chuva que começou a cair ainda entre o primeiro e segundo km ajudou a controlar a temperatura corporal (mesmo assim joguei água fria da garrafinha várias vezes no rosto para refrescar ainda mais). 

A chuva também fez aparecer um monte de poças na pista e na área de concentração, trazendo aquele medo de escorregar ou cair em um buraco. 

Quando cheguei só fiz tirar fotos com o povo da minha equipe, a Desafiando Limites RR, e fui embora comprar um mungunzá, colocar uma roupa seca e enfiar os pés no gelo. 

O kit da corrida foi presente de minha amiga Meire Souza. Nos conhecemos desde 1991, quando cheguei em Boa Vista. Como eu, Meire virou corredora depois dos 40. Já fez várias meias maratonas e não deixa passar uma prova em Boa Vista.

Esta foi a minha quinta prova no ano e a 85ª desde março de 2022.

quinta-feira, maio 07, 2026

Correndo no Distrito Industrial no 1º de Maio

No dia primeiro de maio fui até o Distrito Industrial de Boa Vista bem cedo para correr 10 km.

Deixei uns pedaços  de pulmão por lá, senti dores de quem engordou e perdeu mais massa muscular, senti calor, cansaço e arrependimento por estar forçando o corpo apenas para ganhar uma medalha, segui e terminei abaixo de 53 minutos, exatamente a meta para a prova: a 2a Corrida Nacional do Sesi, edição Boa Vista. Um dia depois saiu o resultado oficial com as colocações e descobri que fiquei em quarto lugar na categoria 50-59 anos.

 

Dormi mal na véspera, acordei bem antes de 3h50 e 5h10 estava na largada, que seria às 6h mas o povo atrasou quase meia hora o começo.  Sorte que estava um pouco nublado, o que não significa frio jamais. O sol queimou, mas de leve, só avermelhando.

Durante a prova me perguntei várias vezes se valia a pena o esforço de largar o pulmão na pista. Isso de não participar mais de tantas provas, de ainda estar ruim do pé e dos valores altos das inscrições me tira o ânimo de sofrer.

Enfim, deu bom o objetivo do dia, apesar do tanto de ladeirinha que teve no trajeto para atrapalhar.


Fora o atraso, foi bacana o final: havia água, banana, sorvete e isotônico para a turma dos 10 km repor a alma.

sexta-feira, abril 17, 2026

Haicais e conversas no colégio Maria Sônia de Brito Oliva

Estive nesta quinta (16/04) conversando sobre haicais e arte com alunos do 9⁰ ano do Colégio Estadual Militarizado Maria Sônia de Brito Oliva, localizado no bairro Senador Hélio Campos, zona oeste de Boa Vista. 



A conversa serviu como encerramento das atividades de contrapartida de um projeto que aprovei em um edital da Fetec/Prefeitura de Boa Vista, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal. 

O projeto previu lançar um livro de haicais chamado Manhãs e Ventanias, doar 100 exemplares para a Fetec distribuir em escolas e espaços culturais, realizar uma live no Instagram e fazer rodas de conversa sobre literatura em três locais da zona oeste da capital. 

A intenção era promover as ações literárias em áreas nas quais não são tão comumente realizadas, descentralizando e democratizando o acesso dos leitores à obra. 

Deu certo: fiz o lançamento no espaço Café com Paz (@cafe.compaz), estive na escola municipal Pingo de Gente (aqui foi numa parceria com a Biblioteca Pública Municipal Professor Eloy Gomes, onde, assim como na Bibliteca Estadual, já tem exemplares da obra para leitura da comunidade) e, finalmente, fui na Maria Sônia de Brito. Todas as atividades tiveram a parceria do Coletivo Caimbé.

A visita à Maria Sônia foi articulada com o professor Haroldo de Freitas, coordenador pedagógico da escola, que envolveu a professora Silvia de Oliveira, de Língua Portuguesa. 

Antecipadamente, doei 10 unidades para a escola. Assim, as crianças saberiam do que se tratava a minha ida. Ontem deixei cópias de outros livros de minha autoria.

A professora Silvia botou as turmas para ler o Manhãs e Ventanias e montaram um projeto chamado Curadores de Haicais. A culminância foi ontem, com exposição de nuvem de palavras e cartazes nos quais estavam os poemas que cada grupo havia escolhido, suas análises e ilustrações feitas por eles mesmos. 

(Cada coisa linda escrita e desenhada, minha gente. Que escola cheia dos talentos essa).

Fazia anos que não conversava com meninos dessa faixa etária. É bem difícil manter a atenção deles, mas acho que consegui mais ou menos. Falei de meus livros, recitei dois poemas, distribui moedas de chocolate para adoçar a tarde e ouvi o que deu de ouvir. 

Para não perder o hábito, contei histórias (desta vez sobre a fundação do bairro e sobre como era antes a BR-174 sentido norte) e falei sobre a importância da leitura em nossas vidas. 

Espero que a maioria tenha gostado. 

(Lembrei que foi com a idade deles que cheguei no Brasil, lá no começo dos anos 1990. Foi num domingo à tarde. Na segunda à tarde estava indo para a minha primeira aula, na escola Vitória Mota Cruz).

Obrigado aos professores envolvidos e obrigado à escola pelo lindo certificado de gratidão e reconhecimento que ganhei. Gostei muito. 

O livro Manhãs e Ventanias tem ilustrações de Ed Alicates, prefácio do @poetajoakimantonio , design de Carol Alcoforado @c4rulina e assessoria editorial de @zannyadairalba e Timóteo Camargo (@batepoeta).

Pode ser adquirido em formato físico comigo ou na Banca Playboy, centro de Boa Vista, ou em formato digital na Amazon.

segunda-feira, março 30, 2026

Retornei aos 12 km

Domingo passado, 29 de março de 2026,, depois de 14 meses de estar com uma fascite plantar insuportável, corri 12 km novamente. Gostoso demais, numa manhã nublada (não disse com menos calor) voltar a percorrer essa distância. 


Meu retorno Foi na Live Run Boa Vista, com uma inscrição que ganhei de cortesia por ser jornalista
😍, cancelei porque depois apareceu uma viagem nesta data 😵💫 e refiz quando a viagem foi adiada 🤪

Fui com a meta de fazer em até 1h05. Completei em 1h02min35seg. Fiquei orgulhoso de mim, principalmente porque senti que se tivesse mais um km poderia fazê-lo de boas.

O melhor de tudo é que nesta segunda a patinha quebrada não amanheceu pior do que no sábado. Isso me deixa muito contente porque talvez seja finalmente a cura chegando.  



191 homens participaram da prova nessa distância. Fui o sexto dos 16 inscritos na categoria 50-54 anos e o 72º a atravessar o portal da chegada, montado na avenida Capitão Ene Garcez, de onde saímos rumo ao Paraviana pela Brigadeiro Eduardo Gomes, depois indo e voltando pela praça do Chico do Carneiro com uma parte na avenida Minas Gerais, Brigadeiro novamente e retorno na rotatória do aeroporto.

Apesar de ser uma manhã fresquinha, a temperatura corporal aumentou muito e só aguentei porque vinha jogando muita água no corpo.





Achei engraçado o tanto de gente que me ultrapassou, demonstrando total desrespeito com os senhores de idade machucados. 🫠

No final até consegui dar um tiro, mas um Pantera Negra novinho dos pernão 🐈
passou direto por mim e reivindicou seu Wakanda. 

Peguei minha medalha, socializei com o meu povo da minha equipe Desafiando Limites RR e voltei logo com a Lis pra casa. Para me acompanhar nos preparativos e nos pós-prova, a bichinha acordou 3h30, estragando seu sono domingueiro. 

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Terça de trotinho carnavalesco

6h15 mais ou menos. Estou quase no primeiro quilômetro do trotinho desta terça carnavalesca. Vento frio e gostoso no rosto. O bar automatizado no bairro Caçari está cheio de jovens bebendo e conversando alto, naquela energia que essa idade ainda permite ter depois de passarem a noite acordados. 

Começam a falar comigo e a me imitar correndo, dizendo que vão me acompanhar. Sorrio, gesticulo para que me sigam e um deles grita: eu vou e do


jeito do senhor: sem camisa!

Sorrio novamente e vejo que o menino, realmente sem camiseta, vem atrás de mim e emparelha:

— Bora correr!

— Bora, mas de chinelo tu pode se machucar.

— Machuco nada!

— Então bora.

— Acho que não vou mais não. Tenho que ir ali beber, fumar e usar nóia.

— Vai lá. Boa sorte! — respondo, rio e sigo meu rumo, invejando a disposição desse povo para festejar. 

Lembrei de uns dois anos atrás, quando acordei bem cedo para um treino de 22 km e decidi que iria tomar água na casa de minha mãe, no Cinturão Verde. 

(11 km para ir, 11 km para voltar. Facinho, pensei. Saudades desse tempo) 

Quando estava na  Glaycon de Paiva, do lado do IFRR, uns 8 km percorridos, o sol bem longe de nascer, passou um carro com o som bem alto, o pessoal começou a buzinar, um dos rapazes botou a cabeça para fora e gritou:

— Para que correr tão cedoooooo?

Fui rindo e me questionando sobre isso o restante do percurso.

Voltando a esta terça, passei depois em frente a outro bar automatizado, desta vez no final da Ville Roy, e a turma não estava tão tranquila como no primeiro: tinha um camburão da CIPA parado e os policiais do lado de fora olhando para um rapaz gritando e sentado no chão, visivelmente transtornado. 

Quando fiz o retorno, o SAMU havia chegado e estava com o jovem pronto para ser levado ao hospital. 

Nesses casos não tem sorriso. Só pensamentos sobre os exageros noturnos.

segunda-feira, novembro 24, 2025

Uns presos, outros correndo: circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista

E no sábado (22/11/25),  dia em que o Bolsonaro foi preso preventivamente por tentar se livrar da tornozeleira eletrônica, eu participei do Circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista. 

Largamos logo depois das 18h. Foram 5 km, saindo da frente do estádio Canarinho e subindo e descendo ladeiras no calor da avenida Getúlio Vargas. O que ajudou a sobreviver ao calor noturno foram os três pontos de hidratação e muita água no rosto e pescoço. 

Corri graças à lindona de minha amiga Meire Souza, quem gentilmente me presenteou com um kit. 

Muito agradecido demais da conta, moça mais rápida da turma VMC 91. 

A falta de participação em provas neste ano (a do Sesc foi a 10ª) me fez cometer um erro de iniciante e pausei o relógio na saída. Só percebi quando os aparelhos de todos ao meu redor começaram a bipar no primeiro km, menos o meu. Deu uma zanga, mas enfim... acontece.

Até o 3,5 km senti muita dor no calcanhar do pé direito. O restante da distância foquei em tentar não caminhar mesmo com o fôlego faltando. 

Comecei pensando em concluir num tempo entre 32 e 35. Fechei em 29'52. Achei bom para meu atual estágio de pessoa há quase um ano sofrendo de fascite plantar. Chegando em casa alonguei e enfiei o pé no gelo para ajudar a diminuir a inflamação do dia seguinte. Deu certo, mas ainda assim amanheci mal. 

Estou postando isto na segunda. A inflamação está dentro do de sempre, mas sinto uma dor no calcanhar. Essa é nova e apareceu na prova. 

É isso. Sigo no alongamento, na massagem diária do pé e no gelo. Sigo dolorido, mas posso sair pra correr, diferentemente dum povo com histórico de atleta por aí, que vai amanhecer vendo o sol quadrado.