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segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Um pódio nos 10 km da maratona de Boa Vista (OU: meu momento de glória chegou)

Sábado, 7 de fevereiro, acordei 3h30 para me arrumar e começar a correr às 5h52 o percurso de 10 km na Maratona Internacional de Boa Vista 2026. 

A meta era terminar no máximo em 55 minutos. Fiz melhor. 

Apertei o passo logo desde o começo, faltou ar desde o começo, vi gente passartranquila por mim, tive dor desviada, suei muito apesar do horário e do ventinho gostoso da manhã quando batia de frente, pensei na vida, em como dormir é melhor do que correr, caminhei alguns segundos para poder retomar, dei um tiro para ultrapassar quase na linha de chegada um novinho que havia me ultrapassado sem eu perceber e consegui fechar a prova em 52min47seg, conquistando meu primeiro pódio: o terceiro lugar na categoria dos cabeça branca, quer dizer nos véio de 50 a 59 anos.

Meu pace médio foi de 5'17 por km, segundo o resultado oficial. Para quem nos treinos corre a 7' para evitar pancada forte na pata quebrada, acho que foi ótimo. 

Fiquei muito contente com a chegada de meu momento de glória corredora. 

Meu primeiro troféu veio depois de quase conseguir um pódio em duas ocasiões na prova Tepequém UP, logo uma das mais difíceis do estado. 

Na primeira parei para caminhar uns 20 segundos na última ladeira antes da reta final, já a menos de um km da chegada, e perdi o terceiro lugar para um atleta que vinha tranquilo e sem parar. 

Na segunda vez não sei como ficou a distância, mas perdi para o Ricardo, que tinha acabado de completar 40 anos (ou ia completar nesse ano) e pegou a terceira posição. Lembro que falei para ele: poxa, tu tinha tanto tempo para ficar velho e foi escolher logo este? Rimos e ele foi receber, merecidamente, pois corre muito e há mais tempo do que eu, o seu troféu. 



Bem, é isso: em duas provas neste ano ganhei dois destaques. Na da Runnner Team fiquei no Top 100 da categoria 7 km e nesta peguei o pódio. Se não fosse a fascite plantar, até sonharia em novas premiações, mas vou melhor seguir despacito nos meus treinos para ao menos conseguir terminar de boas e pegar minhas medalhinhas de participação. 



domingo, janeiro 11, 2026

Edgarzinho chegou aos 18

 Meu menino fez 18.

Eu fiz 18 vivenciando o menino.


Errando, acertando, rindo, estressando.

Levando e trazendo, criando e quebrando expectativas.

Tentando acompanhar, mostrando possibilidades, conversando, aconselhando, brigando, ouvindo, gargalhando.

O menino fala pouco e fala bem.

Me surpreende. O surpreendo.

De tão pequeno cresceu tanto. Puxou à família da mãe. Pela minha, seria baixinho. Também teria menos pelos. Isso o deixaria feliz.

Seu tornozelo no banco de trás cabia na mão que lhe estendia enquanto dirigia. Não cabe mais há uma era e uma pandemia.

O menino era zinho, virou zão.

Tanta coisa a fazer ainda e o futuro é uma incógnita, caminhos de encruzilhadas.

O menino é meu supremo amor, minha angústia, voz e silêncio, cansaço e fôlego.

Somos silenciosos e ele ainda mais. 

Somos também piadas condenáveis, sarcasmo e minha-nossa-senhora-de-onde-tu-tira-esses-comentarios?-se-tiver-céu-acabou-de-perder-de-novo-a-tua-vaga.

O menino tem seu jeito e eu espero que ache seu lugar neste mundo cada vez mais difícil de viver.


segunda-feira, novembro 24, 2025

Uns presos, outros correndo: circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista

E no sábado (22/11/25),  dia em que o Bolsonaro foi preso preventivamente por tentar se livrar da tornozeleira eletrônica, eu participei do Circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista. 

Largamos logo depois das 18h. Foram 5 km, saindo da frente do estádio Canarinho e subindo e descendo ladeiras no calor da avenida Getúlio Vargas. O que ajudou a sobreviver ao calor noturno foram os três pontos de hidratação e muita água no rosto e pescoço. 

Corri graças à lindona de minha amiga Meire Souza, quem gentilmente me presenteou com um kit. 

Muito agradecido demais da conta, moça mais rápida da turma VMC 91. 

A falta de participação em provas neste ano (a do Sesc foi a 10ª) me fez cometer um erro de iniciante e pausei o relógio na saída. Só percebi quando os aparelhos de todos ao meu redor começaram a bipar no primeiro km, menos o meu. Deu uma zanga, mas enfim... acontece.

Até o 3,5 km senti muita dor no calcanhar do pé direito. O restante da distância foquei em tentar não caminhar mesmo com o fôlego faltando. 

Comecei pensando em concluir num tempo entre 32 e 35. Fechei em 29'52. Achei bom para meu atual estágio de pessoa há quase um ano sofrendo de fascite plantar. Chegando em casa alonguei e enfiei o pé no gelo para ajudar a diminuir a inflamação do dia seguinte. Deu certo, mas ainda assim amanheci mal. 

Estou postando isto na segunda. A inflamação está dentro do de sempre, mas sinto uma dor no calcanhar. Essa é nova e apareceu na prova. 

É isso. Sigo no alongamento, na massagem diária do pé e no gelo. Sigo dolorido, mas posso sair pra correr, diferentemente dum povo com histórico de atleta por aí, que vai amanhecer vendo o sol quadrado.

sexta-feira, novembro 21, 2025

Na TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura de Roraima

Participei nesta quarta e quinta (19 e 20/11/25) da TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura do estado.



Fui, juntamente com a escritora Zanny Adairalba, representando o Coletivo Caimbé, grupo que criamos em 2009 para trabalhar com literatura e artes e que se tornou ponto certificado há alguns anos.




O fórum deliberou 10 ações prioritárias, sendo uma referente ao tema central da TEIA nacional (“Pontos de Cultura pela Justiça Climática”) e nove ações distribuídas nos seguintes eixos temáticos: Plano Nacional Cultura Viva +10 e Estratégia Brasil 2050; Governança da Política Nacional Cultura Viva; e Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.




As atividades aconteceram na Universidade Federal de Roraima e no prédio da Secretaria Estadual de Educação. Foram dois dias de debates e trocas interessantes com os demais ponteiros de Roraima.

Além de discutir as propostas, também foram eleitos 22 delegados estaduais para a TEIA nacional, prevista para março de 2026 no Espírito Santo. Sou um deles.

A última TEIA aconteceu em 2014, no Rio  Grande do Norte. À época não éramos ponto de cultura no Coletivo Caimbé, mas eu era integrante do Colegiado Setorial de Literatura, LIvro, Leitura e Bibliotecas e participei como convidado. 

É um encontro potente. Lembro que nele conheci a produtora cultural e doutora das artes Deni Argenta, iniciando uma amizade que existe até hoje. 

quarta-feira, outubro 29, 2025

Outubro de muitas atividades culturais e literárias, outubro fora de casa

 O mês de outubro foi um mês culturalmente agitado para mim. Quer dizer, não é que o mundo ficou de ponta cabeça, mas como não costumo fazer muitas coisas fora de casa ultimamente, considero agitado.

Tudo começou com a realização do VIII Encontro de Professores e Intérpretes de Línguas Indígenas de Roraima, o Epilirr. As atividades foram de 1º a 3 de outubro, no Centro Amazônico de Fronteira e no Instituto Insikiran da Universidade Federal de Roraima (UFRR). No último dia foi lançado um livro com artigos e depoimentos relacionados às edições passadas. Ajudei a professora Ananda Machado a organizar a obra, além de ter colaborado na produção e realização do evento.





Na segunda semana do mês, especificamente de 6 a 9, estive em quatro escolas fazendo rodas de conversa com estudantes sobre literatura, a poesia e meu livro mais recente, "Invernos e Cafés".

A programação foi aberta na Escola Estadual Ayrton Senna e seguiu com visitas às escolas Olavo Brasil Filho, Gonçalves Dias e ao campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (IFRR).














Durante os encontros, os estudantes recitaram poemas do Invernos e Cafés e poemas de sua própria autoria. Além de ter deixado livros para os acervos de cada escola, fiz sorteio de exemplares para os participantes. Postei algumas das performancesdos alunos da escola Gonçalves Dias no Youtube.

As conversas foram a contrapartida social do projeto de impressão de "Invernos e Cafés", selecionado no edital da Lei Paulo Gustavo 2024, da Secretaria Estadual de Cultura. Também como contrapartida, doei 300 exemplares da obra para a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo (Secult), que fará a distribuição em escolas e bibliotecas públicas do estado.

(Portanto, se você é de Roraima e quer fortalecer a biblioteca de sua escola com os meus livros e de outros autores de Roraima, entre em contato com a Secult para receber sua doação.)

No dia 18 estive na Cidade Santa Cecília, município do Cantá, participando da pré-TEIA, um encontro dos pontos de cultura de Roraima. Fui representando o Coletivo Caimbé. A atividade serviu como preparação para a TEIA, que será na segunda quinzena de novembro durante dois dias.




Finalmente, na sexta-feira, 24 de outubro, passei a manhã na Biblioteca Estadual de Roraima conversando com estudantes do 6o ao 8o ano do Colégio Estadual Militarizado Professora Maria Nilce Macedo Brandão, bairro Cauamé. O encontro foi a 13ª edição do projeto Autor na Biblioteca (aqui tem um vídeo). Falei um pouco de mim, sobre as obras que já publiquei, perguntei muitas coisas deles, li uns dois poemas, eles leram vários do livro Invernos e Cafés, rimos um pouco e no final todo mundo que participou da atividade pegou um autógrafo deste autor.






No instagram e no facebook tem mais fotos de tudo o que que falei antes. Se quiserem ver, cliquem aqui e naveguem lá.

No meio destas, para mim, muitas atividades, retomei a redação da tese, que andou enfrentando uma fase de abandono enquanto terminava de fazer as entrevistas programadas na metodologia; voltei a fazer fisioterapia para dar conta das dores da fascite plantar (que parece ter ido parar também no pé esquerdo); terminei de preencher e enviei à Secult meu relatório do projeto do livro Invernos e Cafés; consegui colocar a obra para venda na Amazon (para comprar é só acessar este link); e continuo sendo pai motorista do Edgarzinho no leva e traz de seus cursos de inglês e agora Libras. Ah, e dei uma folga dos treinos de corrida para ver se reduzia a inflamação enquanto não começava a fisio.

Ah, quase esquecia: também fui prestigiar os lançamentos das obras dos escritores Jeane Xaud, que lançou seu primeiro livro de poemas, chamado Ancoragem, e Willy Rilke, que lançou sua segunda obra, Entre prosas e risos: rabiscos do cotidiano.