segunda-feira, fevereiro 25, 2019

#ÉguerraTáOk

Sexta-feira, véspera de carnaval. Pressionado pelos seus seguidores nas redes sociais, cansado de ouvir os filhos reclamando dessa história de não mandar tiro nos comunistas, chateado depois do último vídeo de seu filósofo preferido e, sobretudo, após ter sido repreendido por Trump nos bastidores, o presidente brasileiro anuncia logo cedo em seu perfil no Twitter: CABÔ! BASTA! VAMOS DEFENDER A DEMOCRACIA! O BRASIL COMEÇA HOJE DE TARDE A DEVOLVER A VENEZUELA AOS VENEZUELANOS! #ÉguerraTáOk. A mensagem é replicada por milhares de pessoas. Na sequência, ainda no Twitter, convoca o Estado Maior e os principais ministros para discutir como será a operação. Os militares não querem, lembram que há 149 anos não entram em guerra com ninguém, avisam que não tem munição para segurar a onda, mas o presidente não recua, ameaça incluir todo mundo na reforma da Previdência e assim consegue comandar a situação. 

Imediatamente após a mensagem, as bolsas de valores do mundo inteiro começam a flutuar perigosamente. Investidores retiram seu dinheiro do Brasil e as ações das empresas de armas começam a subir vertiginosamente. A OPEP não se pronuncia, marcando primeiro uma reunião com os diretores da Exxon e outras companhias petroleiras. Em Boa Vista e Pacaraima, internautas postam “Agora vai”, “Brasil acima de tudo”, “O mito vai acabar com o socialismo” e “Eu quero guerra contra o comunismo”, todos com a hastag #ÉguerraTáOk. Quem se pronuncia contra é linchado virtualmente e chamado de “traidor da pátria”. 
Às 11h30, o plano de guerra é anunciado pelo presidente, que veste novamente a camiseta falsificada do Palmeiras para falar sobre como vai acabar com os bandidos venezuelanos (A camiseta? Ah, tá. É verde, verde é a cor do Brasil e também a do Exército, justifica na coletiva).  

China e Rússia avisam: não apoiamos vocês. A ONU diz que não concorda com nada e Trump já despachou seus assessores especiais na área de guerra para o Brasil. A Colômbia não diz que sim nem que não, surpresa com o ato do governo brasileiro, que começa suas ações no sábado de Carnaval, aproveitando a ressaca da primeira noite do feriadão. Maduro avisa que seu governo vai reagir ao “imperialismo ianque-brasileiro com bravura e dignidade”. Ninguém leva fé, mas ele chama e avisa seus generais: “se eu cair, como ficam vocês e seus esquemas? Todos vamos nos dar mal”. Como ainda não há garantias concretas de anistia para os militares, todos juram lealdade e mobilizam suas tropas em direção a Santa Elena de Uairén. O mundo acredita que logo, logo, eles mudarão de ideia.

Os aviões que decolaram de Boa Vista atacam a infraestrutura de Santa Elena para imobilizar qualquer reação inicial. A ideia é tomar conta do país vizinho e aproveitar para tirar o foco dos laranjais e outros problemas. No whastapp, a população boa-vistense está eufórica. Muita gente aposta que vai ser fácil acabar com o governo do Maduro. “Daí, esse monte de venezuelano preto e pobre que veio para cá vai voltar rapidinho”, diz uma das mensagens no grupo “Unidos pela Venezuela”. Martins, cliente de uma boate no Buritis, começa a pensar: se todas as prostitutas voltarem de repente, os programas vão aumentar de preço. Não sei, não. Isso não está certo...

A primeira bomba brasileira cai no posto de combustível a poucos metros da fronteira. A população de Pacaraima fica estupefata e começa a xingar a falta de planejamento dos arquitetos da ação de paz (porra, e agora como é que a gente vai abastecer?) O medo e a revolta do lado de lá aumentam quando a segunda bomba é jogada no hospital de Santa Elena e outras mais são jogadas no quartel, no comando da Guarda Nacional e na subestação que manda energia para Roraima. O ataque inicial, padrão em casos de guerra, traz consequências: Boa Vista entra em alerta energético, o preço dos combustíveis dispara, milhares vão aos postos para abastecer antes que tudo acabe, a migração dos venezuelanos aumenta e incha Pacaraima. 

O governador roraimense é chamado às pressas para Brasília. Lá, anuncia que tudo agora será estado de exceção e calamidade. As aulas são adiadas mais uma vez e os pais com alunos na rede pública se desesperam ao pensar que o ano letivo de 2019 deve acabar só em 2020. Aquecendo a economia, diversos empresários já começam a mandar mensagens aos secretários oferecendo seus produtos.

O Exército da Venezuela reage à agressão brasileira, agora impulsionado também pelo ódio e tristeza dos soldados que perderam amigos e familiares nos primeiros ataques brasileiros. A ação inicial de Caracas é mandar seus caças de origem russa atacarem o quartel brasileiro em Pacaraima. Centenas morrem. Para evitar que cheguem reforços por terra, bombas são jogadas na BR-174, fazendo com que a parte da serra desmorone. Os habitantes de Pacaraima agora estão isolados completamente e há rumores de que hoje à noite vai ter saqueio nos supermercados. Os empresários contratam e armam ostensivamente seus seguranças. A comida quadruplica de preço na serra e duplica em Boa Vista. O Procon diz que não pode fazer nada, que é lei da oferta e da procura. Uma emissora de TV divulga matéria sobre como vestir-se em tempos de conflito e ensina a reaproveitar os restos de ontem para fazer uma deliciosa sopa “Venezuela libre”. 

Se as empresas que exploravam o turismo na Gran Sabana agora buscam alternativas para não fechar por falta de clientes, os hotéis e hosteis estão lotados: jornalistas do mundo inteiro estão chegando, interessados em cobrir a primeira guerra do continente americano em décadas. Romances começam a acontecer e, entre uma matéria e uma coletiva em Boa Vista, há gringos sendo levados para conhecer a beleza do por do sol nas praias Grande e dos Gnomos. Na Eletrobras, a direção da empresa se reúne para analisar de quanto será o reajuste na energia após a desconexão com a hidrelétrica  de Guri-Macágua. Na vila Três Corações, vulgo Km 100, seu João reclama que agora não tem mais gasolina da Venezuela para revender em seu postinho alternativo de combustível. “Isso tá errado. A guerra não era para nos fazer passar perrengue. Isso tá errado”, diz.   

De Brasília, vestindo camiseta florida e com o motorista já esperando para levá-lo ao aeroporto para poder noronhar-se, o ministro da Economia manda um recado ao povo: fiquem tranquilos. Isso não afetará os rumos da modernização do país. O Brasil continua atacando e, para suprir a falta de munição, dispensa licitações e compra milhões em munições e armas das empresas dos Estados Unidos e Iraque. Trump elogia o Brasil pela coragem de enfrentar a ditadura madurista e sugere acelerar as privatizações para que não falte cash na hora de renovar o estoque de armas. Moscou e Pequim continuam dizendo que a intervenção não é o caminho e já encaminharam seus porta-aviões para o Caribe para garantir seus interesses. Nos bastidores, discutem com Washington e Guaidó os horizontes econômicos pós-fim da Guerra da Venezuela. Ou, como alguns historiadores vão preferir contar, da Guerra do Brasil.

Novos ataques são registrados de lado a lado. Pacaraima agora está a escuras, sem internet e sem água. Santa Elena parece um deserto e as comunidades da etnia Pemón começam a servir de abrigo para quem deixou a cidade. As famílias dos jornalistas destacados para a fronteira estão desesperadas pela perca de comunicação com eles. Em Santa Elena as emissoras de rádio são atingidas por bombas. Milícias começam a surgir dos dois lados da fronteira. Brasília diz que as nossas são do bem e convoca extraoficialmente seus especialistas cariocas para assessorá-las. As facções criminosas aumentam o preço das drogas e os casos de assalto e furtos começam a aumentar em Boa Vista. O 5° DP transborda de tantas denúncias e há rumores de grupos paramilitares em ação. Os empresários locais começam a mandar seus familiares para outros estados, inflacionando o preço das passagens aéreas e terrestres. 

O mundo olha perplexo o povo brasileiro: o Carnaval toma conta das ruas do país e a guerra é cada vez mais comentada nos grupos do Whats e do Telegram. Em Boa Vista garantem que a festa não vai será suspensa para poder inspirar alegria aos hermanos: “é a nossa contribuição para nossos vizinhos neste momento tão difícil que enfrentam. Depois da tempestade sempre vem a bonança. Aproveitem que estamos com desconto no último lote dos abadás”, declara em seus stories o dono do maior bloco boa-vistense. No instagram, tudo continua em perfeita harmonia e as hastags #AlegriaNaFolia e #AlegreEAmorNoCarnaval são as mais utilizadas pelos digital influencers. 

O caos começa a ser melhor percebido na quarta-feira de Cinzas, quando se descobre o fim do estoque de paçoca em Roraima. Um produto químico jogado não se sabe ainda por quem provoca um novo efeito secundário. Conforme mensagens de áudio e texto que não param de chegar, parece que pessoas pálidas, ensanguentadas e em farrapos começaram a morder quem se aproxima delas. Por precaução, os remetentes pedem para espalhar em todos os grupos até alguma autoridade ler e fazer alguma coisa. 

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Fantasmas, tristezas o algo así



Eu aqui chorando, no por ti, ni por nadie, mas por tudo, por todos ao mesmo tempo.  É que a gente às vezes llora por nada, llora quando vê uma mala notícia, quando el pajarito canta mais lento en la mata.

Eu aqui, ojos mojados, como beira de lagoa, como poço en el tiempo de lluvias,
y lá fora tudo parece estar normal até onde la vista alcanza. Mas los ventos traen canciones, trazem vozes de lejos y essas vozes falam com a gente, se mostram para nosotros, contando histórias que quase nunca tienen final feliz.

Vejo fantasmas caminando en la calle, falam comigo que aqui não es o lugar de ellos, pero que se le va a hacer, si así es la vida (lembro duma antiga canção de los llanos e completo la frase) “y que le vamos a hacer”. Sorriem, hablan mais, pedem algo, peden atención o algo assim. Se van, espaldas al sol, cabeças baixas.

O final de semana é de esperar. Dizen que lejos vienen chegando mudanças. Mudanças exigem sacrifícios, exigem fechar a porta da zona de conforto, exigen llegar a la frontera de los que nos incomada y avanzar. Avanzar. Avanzar. A palavra una y otra vez suena em mi cabeça, martela incesamente, faz tudo queimar y pienso en gritar alto para ver si se fuga de mi mente y me deixa em paz. Esperar cansa, llorar también.

No tem mais lágrimas agora. No. No tem nada, para dizer la verdade. O que temos é um vazio que poderia ser saudade, que poderia ser hambre, quien sabe ganas de volar longe. Ou não. Quem sabe seja apenas uma tristeza escondida intentando salir de sua casa, quien sabe lo que hay dentro de uno sin que uno sepa, sin que uno le dê una miserable dose de atenção.

O relógio toca. É hora de parar de pensar y fazer algo da rotina, agir no automático. O cotidiano no tiene espácio para sonhar.

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Dias de café e você



Verga...lo que quiero hacer y lo que estoy haciendo. Não sei, não sei se é isso. Um poquitico de café con azúcar y nos vamos e voltamos e dios, que cansaço carrego...


Eu falo comigo em espanhol e sempre xingo.  Xingo mais do que quando falo sozinho em português. É como se fosse um diálogo mais cru, mais duro, seco. Eu tenho dores nas mãos, nos ombros, na vida. Las cargo porque, bueno, si no soy yo, quién será? Castaños, sus ojos eran castaños y...ay, papá... 

Não sei o que faço agora aqui, divagando. Poderia. Não, deveria estar focado na ciência, na pesquisa, no estudo, mas essa luz que vem da rua, meu cachorro pedindo carinho, essa caligrafia no bilhete que ganhei no bar com um recado convidativo, todo me saca de este lugar y me lleva a pasear. Y el sueño tambien convida a não fazer, que no se nos olvide. Hay sueño, pereza, ganas de un jugo bien frio en la lengua y tus lábios en mi boca. Ajá, me pillé. Lo que pasa es que te recuerdo como cuando venias desnuda, me jalabas hacia un lado, zumbavas mis cuadernos al suelo (que rabia, que rabia), tiravas minhas calças y pegabas tus muslos con los mios. 

Como era sabroso y como ibas y venias sobre mi hasta que el uno o el outro ou os dois llegábamos a donde debíamos llegar, algumas vezes gemendo baixinho, outras vezes soltando um palavrão, dois palavrões, coisas assim que traduziam melhor o nosso momento. Y entonces nos besávamos lentamente, tu te ibas meneando el culo como se fosse um convite para continuar (ay, dios mio, obrigado por este piazó e’ culo tán rico que me regalaste, pai amado), mas aí já era hora do almoço y o povo devia estar chegando já, então melhor ficar quieto, deixar repousar y quien sabe seguir más tarde estos juegos, esto de probarnos el gusto el uno ao outro, engolir nossas almas, compartilhar calor, salivas, risadas y una que otra mordida en el cuello.

Ainda há um pouco de café na xícara. Que cansaço feliz, que buena recordación de ti, mamita, pero ahora tudo é diferente, é quinta-feira e não temos tempo para brincadeiras assim. La responsabilidad nos llama, maltrata, ordena obediencia y nos castiga con sua rotina sem graça y muitas obrigações. Me duele pero...bueno, desse jeito es la vida.


sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Diário de um mestrando - 12o mês

09.01.19 Quarta


Janeiro chegou foi cedo. Não tem isso de folga, curtição e não sei mais o que...E...não há felicidade nenhuma nisso, acreditem.

Bem, estamos na ativa desde a sexta ou ou sábado passados, logo após a professora Leila ter enviado um e-mail com as demandas finais para fechar o texto da qualificação. Inicialmente pensei em somente começar a trabalhar na segunda, que seria o dia 6, mas me analisei, olhei no espelho, medi a barriga e cheguei à conclusão de que, conhecendo minha lerdeza como conheço, o lance era adiantar pelo menos uma demanda por dia.

Deu certo.

Acho que deu.




O concreto é que ontem á noite mandei o material de volta para professora Leila olhar. Estando tudo ok, faltará só numerar as páginas do sumário e dar uma nova olhada na formatação, sobretudo nas partes referentes a entrelinhamentos.

Foi tenso, digo-lhes. Tenso. Ontem, por exemplo, trabalhei de manhã, tarde e noite. Li artigo, dissertação, anuário, Wikipédia, matéria de jornal, um monte de coisas para conseguir informações e transformá-las em algo semelhante a um texto científico.

Tenso. Bem mais tenso que trabalhar no meu expediente normal.

É claro que se eu fosse o filho do vice-presidente Mourão e ganhasse uma promoção como a que ele ganhou, não tava nem aí pro mestrado. Só ia lá na presidência para receber meus 38 mil do Banco do Brasil de boas.

Mas não sou. Então vamos estudar para ver o que de bom o estudo nos traz.

Ah, ontem quem me assessorou foi o Hulk. Se liga:


Anteontem foi o Dr. Destino.


Só boas companhias verdes.

Falando em verde, que lembra alface, que lembra coisa para comer, tava com o mente tão cansada que não resisti e fui ver bobagens bem bobagentas na Netflix. Encarei o engraçado "Orgulho e Preconceito e Zumbis" e fui até tarde com ele. Sim, curto filme de zumbis. Me julguem. Ou não. Deixa a Glória Pires aparecer e fazer isso na minha banca:


12.01.19 sábado


Teve encontro com a orientadora na quinta. Tava tudo só para olhar, acertar as arestas de formatação e já mandar a cópia do trabalho para os professores que vão compor a banca.

Era só isso.

Mas o programa de edição de texto teve um piripaque, tive que reiniciar o computador e o arquivo B do texto final, onde havia feito sumário, correções e outras coisas, sumiu. Não. Sumiu não. O arquivo ficou la, mas o conteúdo evaporou.

Fiquei muito puto. Ops, quer dizer, chateado. Por sorte era pouca coisa e nada que envolvesse novo conteúdo.

Na sexta de manhã arrumei, a profe retornou pedindo só duas paradinhas mais, devolvi e já marcou a data da defesa da qualificação: 20 de fevereiro de 2019, às 9h.


Estou muito aliviado de ter conseguido fazer esse material. Pensar e escrever cientificamente é extenuante. Me exige muito: tempo, concentração, esforço... É sofrido.

Bem, agora me dei a sexta, sábado e domingo de folga. Segunda começo a focar no artigo que falta fazer para aprovar de vez todas as matérias do primeiro ano. Também já fiz uma listinha de material que achei interessantes, mas não tive tempo para ler antes. A ideia é manter o pique.

Hoje chega uns amigos da Venezuela. Se abrir o céu é capaz de ter praia à tarde.

18.01.19 sexta

Então...não fiz nada semana passada. Só pensei em fazer, mas tava com visitas, ajudando-os a resolver coisas e não fiz o que é do meu interesse. A batalha vai recomeçar hoje, ora pois. São 10h57 e já fiz algumas coisas de organização, entre elas anotar o que devo resolver com urgência. Uma delas é a renovação do afastamento. Vamos para isso e para definir sobre o artigo que devo entregar logo, logo.

21.01.19 segunda


Só há uma certeza: não tenho noção ainda de como e o que vai ser desse artigo. De toda forma, hoje faço o básico: salvar um arquivo para começar nem que seja a ver a página em branco.


Vou me esforçar para que meu texto não fique assim...

22.01.19 terça 9h47

Ontem consegui fazer uma sinopse de minha nova proposta. Fiz também um roteiro da abordagem dos temas. A ideia era fechar, pelo menos, uma página hoje, mas não consegui fazer o cabo do computador mandar energia para o aparelho. Geralmente consigo, mas o mestre mesmo nisso é o Edgarzinho. Resultado: a bateria acabou e fiquei sem fazer nada. Uma manhã meio perdida, já que tampouco fui pedalar.



Passarinhos me acompanham a menos de um metro quase todo dia 


28.01.19 segunda

Dia de fazer as vezes de representante discente da turma 2018 do mestrado em Letras da UFRR. Cá estamos na sala 133 do bloco I do campus Paricarana...

30.01.19 quarta

A vida de um servidor público afastado para fazer um mestrado implica em estar ligado nas datas da burocracia estatal. A mais importante é a do pagamento, quando rola um f5 brutal no aplicativo do banco para ver se a grana caiu na conta ou se despencou em outro lugar. A segunda data mais importante é a que diz respeito ao momento de ir na universidade renovar sua licença, levando vários documentos. Eu havia esquecido desse procedimento. Por sorte anotei em fevereiro do ano passado que deveria fazê-lo. O google agenda não me deixou na mão.



31.01.19 quinta

Pense num mês comprido este janeiro de 2019. Foi tanta coisa pesada lá no mundo extra-mestrado que meu Deus... Brumadinho e suas mais de cem mortes até o momento, quase tudo o que o governo Bolsonaro anunciou ou decretou (facilitação da posse de armas entre isso), umas intenções ruins voltadas para as IFES, a crise Guaidó presidente encarregado - Maduro não vou sair daqui na Venezuela...Tudo isso me afeta e ando me poupando de expor opiniões nas redes sociais. No máximo, compartilho algo nos status e stories da vida. Não é ficar em cima do muro, é que não tô afim de ficar rebatendo e discutindo com os manés que acreditam, por exemplo, que há algo de bom no atual governo.

E esse passarinho fofo que não me larga? Ou será uma gangue de passarinhos?


São 21h43 e estou encerrando as atividades por hoje. Passei a semana toda pensando e escrevendo análises para o artigo da disciplina Arte, Cultura e Identidade. O prazo de entrega é dia 15 de fevereiro, mas quero fechar isso até segunda. Daí é só imprimir e passar para a professora.


E esperar uma nota boa, claro.


Líquidos para não morrer desidratado no verão de Roraima




Fevereiro terá uma data importante: dia 20 defendo minha qualificação. Tenho que montar os slides da minha apresentação e fazer a banca acreditar que, de fato, fui eu o cara que escreveu o que estão lendo. Tomara que consiga (tanto montar o PPT como não dar mancada com a banca).



Para quem chegou até aqui, fica o convite: clique aqui para ler todas as edições do Diário de um mestrando.