Sábado, 7 de fevereiro, acordei 3h30 para me arrumar e começar a correr às 5h52 o percurso de 10 km na Maratona Internacional de Boa Vista 2026.
A meta era terminar no máximo em 55 minutos. Fiz melhor.
Apertei o passo logo desde o começo, faltou ar desde o começo, vi gente passartranquila por mim, tive dor desviada, suei muito apesar do horário e do ventinho gostoso da manhã quando batia de frente, pensei na vida, em como dormir é melhor do que correr, caminhei alguns segundos para poder retomar, dei um tiro para ultrapassar quase na linha de chegada um novinho que havia me ultrapassado sem eu perceber e consegui fechar a prova em 52min47seg, conquistando meu primeiro pódio: o terceiro lugar na categoria dos cabeça branca, quer dizer nos véio de 50 a 59 anos.
Meu pace médio foi de 5'17 por km, segundo o resultado oficial. Para quem nos treinos corre a 7' para evitar pancada forte na pata quebrada, acho que foi ótimo.
Fiquei muito contente com a chegada de meu momento de glória corredora.
Meu primeiro troféu veio depois de quase conseguir um pódio em duas ocasiões na prova Tepequém UP, logo uma das mais difíceis do estado.
Na primeira parei para caminhar uns 20 segundos na última ladeira antes da reta final, já a menos de um km da chegada, e perdi o terceiro lugar para um atleta que vinha tranquilo e sem parar.
Na segunda vez não sei como ficou a distância, mas perdi para o Ricardo, que tinha acabado de completar 40 anos (ou ia completar nesse ano) e pegou a terceira posição. Lembro que falei para ele: poxa, tu tinha tanto tempo para ficar velho e foi escolher logo este? Rimos e ele foi receber, merecidamente, pois corre muito e há mais tempo do que eu, o seu troféu.Bem, é isso: em duas provas neste ano ganhei dois destaques. Na da Runnner Team fiquei no Top 100 da categoria 7 km e nesta peguei o pódio. Se não fosse a fascite plantar, até sonharia em novas premiações, mas vou melhor seguir despacito nos meus treinos para ao menos conseguir terminar de boas e pegar minhas medalhinhas de participação.




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