Olhaí, turma, o Coletivo Arteliteratura Caimbé, do qual faço parte, comemora três anos anos de atividades
neste mês.
Para celebrar, realizaremos de 14 a 17 de março a I
Semana Caimbé de Poesia, com eventos literários e audiovisuais abertos a
toda a comunidade. A programação tem a parceria do Sesc Roraima e da
Livraria Saber.
I Semana Caimbé de Poesia
14 de março de 2012 – Quarta-Feira
19h30 -
I Mostra de Vídeos Poéticos do Coletivo Caimbé
Abertura das exposições de contos e poemas “Curt@s histórias e poesias”
(Edgar Borges) e “Sete pecados” (Elimacuxi e Kalyua Vasconcelos)
Microfone aberto para declamações
Local: CineSesc Mecejana
16 de março de 2012 – Sexta-feira
17h - Sessão de autógrafos do livro “Repoetizando”, de Zanny Adairalba
18h - Diálogos literários com os escritores Rodrigo Mebs e Alexia Linke
Local: Livraria Saber, avenida Ville Roy, 4896, Aparecida (Em frente à Femarh)
OBS: Haverá certificado de participação para universitários. Basta que doem um livro de prosa ou poesia ou um gibi.
17 de março de 2012 - Sábado
19h30
Poesia na Praça (Varal poético, declamações, venda de livros, música e teatro); Exposição 50 mm de olhar, de Tana Halú
Local: Praça das Águas
Realização: Coletivo Arteliteratura Caimbé
Parceiros: Sesc Roraima e Livraria Saber
...................
O Coletivo convida os amantes da literatura e participantes das
atividades da semana de poesia a colaborar com a campanha permanente de
arrecadação de histórias em quadrinhos e livros de prosa e poesia para
instalação de bibliotecas comunitárias no Interior do Estado.
Para saber como foi o I Poesia na Praça, clique aqui.
Veja AQUI um vídeo veiculado no quadro Outro Olhar da TV Brasil, mostrando um pouco da primeira edição do Poesia na Praça:
Para saber como foi o II Poesia na Praça, clique aqui.
A Cufa (Central Única das Favelas) entregou no dia 28 de fevereiro o prêmio Anu Dourado a 27 representantes de projetos sociais desenvolvidos nos estados e no Distrito Federal. Estive lá, representando o Coletivo Arteliteratura Caimbé.
Aproveite as poucas horas da tarde que fiquei na antiga capital e visitei o Real Gabinete Português de Leitura (sugestão de meu colega escritor Rodrigo Domit), que fica bem atrás ou na frente do Teatro João Caetano, passei em alguns sebos e numa exposição sobre o Nelson Rodrigues no Teatro Glauce Rocha, olhei com calma as exposições na Biblioteca Nacional (poderiam ser melhores na parte explicativa) e encontrei com o escritor Cristino Wapichana, que me levou para conhecer a rua onde se concentram os bares da Lapa.
Lá, batemos um papo com o Rodrigo Domit, que doou exemplares de seu livro Colcha de Retalhos para a Caminhada Arteliteratura.
Tudo isso no maior calor do mundo. Infelizmente não levei minha máquina fotográfica. Portanto, se você achar que estou mentindo, não posso contestar.
Agora, se quiser conferir algumas fotos da entrega do prêmio Anu Dourado, olhaí (é só clicar que aumentam):
O texto a seguir foi produzido pela equipe da Cufa e fala sobre a noite da premiação. Leia e saiba como foi:
Uma noite cheia de expectativas e animação para encerrar o carnaval Carioca
Para apresentar o Prêmio Anu 2012, contamos com a irreverente e marcante presença da apresentadora Regina Casé e do jornalista humorístico e apresentador Marcelo Tas, que fizeram um show à parte conduzindo esta premiação tão esperada por todos.
Para abrir a grande noite, o grupo Batuk D’Gueto entrou cantando Favela e a grande surpresa foi quando o grande poeta Chico Buarque de Hollanda, Chico para os íntimos, dividiu o palco com o grupo e emocionou a platéia cantando “O Meu Guri”. Sem dúvidas um dos momentos mais marcantes da noite.
O entanto, chega o momento em que nossos olhos se voltam para o principal motivo por estarmos todos reunidos: os agentes transformadores espalhados pelo Brasil inteiro se reuniram no Teatro João Caetano para receberem o Anu Dourado.
Os primeiros estados foram: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas e Bahia seguidos por Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O grupo de Reggae Ponto de Equilíbrio, também marcou presença na premiação e embalou à todas as gerações com a musica “Aonde vai chegar?”.
Também tivemos uma apresentação do grupo Paparutas formado por mulheres do interior da Bahia, mais precisamente do Recôncavo Baiano, agitaram a platéia com suas cores e danças e tachos de comida na cabeça. Além das danças, percursionistas deram tom e mais gingado para o evento. Além de dançarinas, são todas cantoras. E uma surpresa: todas são parentes do homenageado da noite, Lázaro Ramos. Surpresa dupla e super bem vinda no Prêmio Anu 2012.
Um dos momentos mais animados da noite foi protagonizando pelo samba do Arlindo Cruz que cantando “Madureira” e teve o público como segunda voz nesta grande noite no Teatro João Caetano. Todos aplaudiram entusiasmados ao final da apresentação que marcou a noite dos presentes.
Mostrando a excentricidade do evento, que já passou pelo samba, bossa nova e reggae, não podíamos deixar de fora o Rock Alternativo. E para isso contamos com a presença do grupo Detonautas Roque Clube. Eles agitaram os presentes com os sucessos “Um cara de Sorte” e “Outro Lugar”.
No entanto, o ápice da noite, foi quando o público e todas as ações premiadas conheceram as 3 melhores ações do Brasil, e foram elas: Piauí com Cineperiferia, Santa Catarina e as Cozinhas Comunitárias e o Rio de Janeiro e o projeto Voz das Comunidades. Estas ações ganharam o Anu Preto.
Para finalizar o evento com grande estilo Djavan, o último entregador da noite, romanceou a platéia e os fez cantar um de seus sucessos “Flor de Lis”, juntamente com o Bloco da CUFA formado pelas crianças que fazem parte do projeto da ONG em Senador Camará. Caetano Veloso e Crioulo encerraram a noite com muita festa com a música “É hoje”.
Hoje foi realmente um dia de sorte e reconhecimento para aqueles que fazem a diferença na vida de muitas pessoas.
Para celebrar, realizaremos de 14 a 17 de março a I Semana Caimbé de Poesia.
Entre
as atividades, faremos, em parceria com o Sesc Roraima, no dia 14 de
março, data em que celebra o dia nacional da poesia, a I Mostra de
Vídeos Poéticos do Coletivo Caimbé.
Este será o evento de abertura da Semana e gostaríamos muito de contar com as suas produções audiovisuais.
Para
participar da mostra, devem entregar até o dia 8 de março o seu vídeo
poético no Setor de Cultura do Sesc Mecejana, aos cuidados de Felipo
Abreu. A temática é livre, a linguagem é livre, a inspiração é aberta.
A única exigência é que o vídeo seja entregue identificando o nome e título da obra e gravado em DVD, nos formatos AVI ou MP4.
A mostra será realizada no Cine Sesc Mecejana, no dia 14/03, às 20h.
Toda vez que chego na maloca, o Edgarzin se esconde. Eu finjo que nunca sei onde ele está e que me assusto quando surge de seus esconderijos e faz, bem alto, "BUUUU!!!!". Somente depois desse ritual lúdico é que conversamos, nos abraçamos, beijamos etc.
Numa noite dessas, após todo o ritual, ele veio:
- Papai, o que você trouxe?
- Nada, filho. Só o meu amor por você.
- Amor?
- É, filho, meu amor por você.
- Hum...
Deu um tempinho, olhou por cima da mochila, fez cara de pesquisador e mandou ver no questionamento:
- Papai, mas é amor de brinquedo ou amor de amor só?
- Filho...filho...papai...Ed...Edgarzinho...Filho...acorda, filho...papai...filho, tá na hora de ir pra escola...Ediiiiii...filho...acorda, papai, tá na hora...
(Ideia genial)
- Filho, hoje é dia de levar brinquedos pra escolinha, lembra? O dragão verde de duas cabeças já acordou, tomou banho, escovou os dentes e está na mesa, te esperando. Você quer levá-lo?
(Edgarzin, olhos fechados, sorri e balança a cabeça, arrastando-a sobre o travesseiro)
- Então levanta, filho, que está na hora...Ed? Papai? Edgarzinho...Edgarzinho...levanta, bebê...filho...bora, filho, vamos nos atrasar. Ed?..
Em anos passados produzi alguns vídeos para o quadro Outro Olhar, veiculado na TV Brasil. Foi sobre isso que falei em janeiro para o programa O Público na TV, que passa toda quinta-feira às 20h, horário de Brasília, na TV Brasil.
Te convido a ver o programa número 20, com o tema "As estratégias para contemplar a diversidade cultural do país". Olha a sinopse:
Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Este é o mapa do Brasil que alguns
telespectadores dizem ver na TV pública. Nesta edição do programa da
Ouvidoria, o público vai saber como o Jornalismo trabalha para ampliar a
visibilidade das diversas regiões do Brasil e quais as dificuldades que
tem que superar.
Em uma reportagem, os bastidores do quadro de
jornalismo colaborativo "Outro Olhar", do Repórter Brasil, que mostra a
notícia pelo olhar do cidadão. Na programação, as estratégias para
contemplar a diversidade cultural do país. A pluralidade das regiões na
TV Brasil será tema desta e da próxima edição de O Público na TV.
A editora Geração Editorial fez em 2011 um concurso de minicontos e dois textos meus foram escolhidos para parte da antologia em e-book Geração em 140 caracteres.
Confere aí o livro, que coloquei no Issuu para leitura. Depois tem o link para baixar o pdf.
Os meus textos, "Expediente produtivo" e "Compaixão", estão na página 62.
Interessados em comprar o meu livro de minicontos Sem Grandes Delongas, o primeiro do gênero publicado na região Norte, podem fazer seus pedidos no e-mail edgarjfborges@gmail.com. Já com o envio pelos Correios sai a R$ 20,00 a unidade.
23 dias sem escrever no blog. Talvez ninguém tenha sentido falta. Afinal, ninguém reclamou...
O fato é que só criei coragem para sentar e digitar algo por conta de meu próximo aniversário de moradia em terras brasileiras. Dia 3 de fevereiro, nesta sexta-feira, completo 21 anos fora da Venezuela.
Lembro que cheguei de Guasipati em um domingo quente, como todas as segundas, terças, quartas, quintas , sextas e domingos de fevereiro. A rua da nossa casa ainda não era pavimentada (isso aconteceria um ano depois, com a prefeitura primeiro colocando paralelepípedos. O asfalto só veio em 2010), e a poeira invadia todos os espaços da casa, da alma, da vida.
Acho que em alguma postagem já falei sobre isso, mas não consegui achá-la. As dores nas costas também não ajudam na concentração necessária para buscar com calma esse material para colocar o link de referência. E vamos combinar, inexistente leitor, que você não ia clicar nele.
Inexistente leitor é um termo interessante, né? Talvez seja errado. Talvez seja melhor inexistente leitor comentarista. Não que eu possa ser a palmatória do mundo. Quando posso/consigo/me lembro de visitar blogs dos conhecidos e desconhecidos, nem sempre comento.
Bom, mas o foco hoje é falar dos 21 anos de minha vida em Roraima. Ando de mau humor com a vida e a vida me retribui da mesma forma. Devo esclarecer que o problema começou com ela. Eu sempre a aceitei do jeito que vinha, acreditando que o amor à vida começa achando que tudo poderia ficar pior mas está bom mesmo assim.
A vida, no entanto, tem sido sacana. Sabe aquela namorada ou namorado que você, inexistente leitor ou leitora, curte pra caramba mas ele ou ela só te bota guampa (bá, termos gaúchos saindo, tchê!) e mesmo assim você continua babando? Então...esses somos eu e a vida. Eu ali, quieto, fazendo de tudo para querê-la e ela ali, fazendo mal a quem só lhe quer bem.
“Ai, como estás dramático!”, pensarás, caro inexistente. “Vai ser feliz, olha o que você conseguiu, o que você é, o que você tem e tals”, acrescentarás, explicitando e denunciando tuas leituras de livros de autoajuda.
A conta não se equilibra, respondo-te, seco, com vontade de aceitar como válida a máxima “a grama do vizinho é sempre mais verde”.
Para resumir minha decepção com vida, fico com a parte financeira. Afinal, o bolso e o cartão são as partes do corpo, depois da coluna, pescoço e braços, que mais doem em mim há uns dois anos. E como o corpo é uma organicidade, a dor de um vai gerando dor no outro, em um ciclo vicioso que só não me joga na depressão porque não tenho tempo nem espírito para ficar depressivo.
Ok, o foco são os 21 anos de Roraima...já contei como foi a viagem da Venezuela para cá? Nunca? Não vai ser hoje também. Minha coluna já começou a chiar, reclamando dessa história de fazer postagens longas em um computador que não está ergonomicamente ajustado para minha situação de portador de três hérnias, lordose e outro troço que agora esqueci.
Vou desafiar a dor e continuar, mas em tópicos, citando algumas coisas boas que fiz nestes 21 anos.
1.Terminei o ensino fundamental, médio (com uma reprovação e várias recuperações), duas graduações e uma especialização. 2.Escrevi um livro digital, outro impresso, publiquei em vários países, em vários jornais, revistas, sites e blogs. 3.Amei algumas mulheres de bem e de mal, não todas as que gostaria, não todas as que me atribuem, não todas as que poderia. 4.Tive um filho que me surpreende com suas frases poéticas e assusta quando tem crises respiratórias.
(Vou mudar o foco da lista, enfiando coisas ruins também.)
5.Estudei muito mas não me foquei em coisas mais produtivas, como um concurso público para um emprego que pagasse bem. Ou capacitação para abrir um negócio. 6.Ganhei em 2010 o diagnóstico de 3 hérnias e outras coisas ruins na coluna. Isso me deixou com pouca margem para trabalhar tranquilo e ganhar grana afim de bancar o elemento do item número 4. 7.Viajei para alguns lugares interessantes. 8.Pedalei em alguns lugares interessantes. 9.Fiz trilha em alguns lugares interessantes. 10.Conheci algumas pessoas interessantes e muita gente com a qual não vale a pena conviver (passo mal só de estar no mesmo espaço). 11.Virei representante da turma da literatura da região Norte junto ao Ministério da Cultura, integrei o sindicato dos jornalistas de Roraima, fui do Diretório Central do Estudantes da UFRR, montei um coletivo literário, fiz teatro. 12.Nesses 21 anos sofri muito com o calor de Roraima. Essa foi uma constante. Calor me irrita. Neste fevereiro, além da alta temperatura, apareceu a poeira de vários meses sem chuva. A cidade está horrível. 13.Senti muito tédio. 14.Abri este blog, no qual é possível, para o desocupado leitor inexistente, achar boa parte de minha vida registrada em fotos, comentários, links, matérias de jornal e postagens. 15.Fiz o bem como ativista da cultura e da literatura. Quero fazer mais, mas fazer o bem custa caro em tempo e em dinheiro. 16.Ganhei alguns prêmios literários, de jornalismo e até de cinema. 17.Ganhei muitos desafetos. 18.Escrevi para ti, meu leitor inexistente.
Bem, podeira falar de outras coisas mas não estou com vontade, tempo e concentração. O lance era apenas deixar registrado no blog que sexta-feira, 3 de fevereiro, completo 21 anos de Roraima. Vou comemorar indo pro samba, pro rock e para onde os (poucos mas seguros) amigos me levarem.
O Coletivo Arteliteratura Caimbé pode conquistar o prêmio Anu de Ouro, concedido pela Central Única das Favelas
O projeto Caminhada Arteliteratura, desenvolvido em comunidades indígenas de Roraima, foi escolhido a melhor iniciativa social desenvolvida no ano passado em nosso estado. A indicação foi da própria comunidade, que votou na ação e ajudou o Coletivo Arteliteratura Caimbé a conquistar o prêmio Anu de Ouro, concedido pela Central Única das Favelas (Cufa).
A Caminhada Arteliteratura agora está concorrendo na categoria destaque nacional do prêmio Anu. A escolha é por votação on-line até 28 de janeiro e qualquer pessoa pode ajudar o projeto roraimense. O processo é simples: após acessar o site www.votenopremioanu.com.br, aparecerá uma relação em ordem alfabética de todos os estados do Brasil. Localize “Roraima”, selecione “Caminhada Arteliteratura” e vote. Tudo isso demora menos de um minuto e contribui para a boa imagem do Estado.
“Conseguir ser escolhidos como destaque nacional será importante para todas as pessoas que trabalham com cultura, literatura, comunidades indígenas e desenvolvimento social. Vai mostrar que somos um estado com projetos e ações positivas focadas nas minorias étnicas, exibindo positivamente a imagem de Roraima lá fora. Por isso, pedimos a todos que votem em nossa ação”, afirma o jornalista e escritor Edgar Borges, integrante do coletivo Caimbé e coordenador do projeto.
A Caminhada Arteliteratura começou no ano passado, levando escritores, artistas e centenas de livros para implantação de bibliotecas comunitárias nas comunidades indígenas Campo Alegre, Vista Alegre (em Boa Vista), Boca da Mata, Sorocaima I e Sorocaima II (em Pacaraima). Além delas, as atividades foram realizadas em Palmares (Pernambuco), Novo Lino (Alagoas) e as comunidades ribeirinhas Carmo do Macacoari, São Tomé e Foz do Macacoari (Amapá). Todo esse trabalho beneficiou mais de 1.000 crianças, jovens e adultos e está registrado no blog www.caminhadaarteliteratura.blogspot.com.
A Caminhada Arteliteratura implementa bibliotecas comunitárias nas comunidades indígenas
“Distribuímos livros de autores roraimenses e nacionais, fizemos oficinas de artes e montamos uma caravana com escritores locais, interiorizando a literatura produzida no Estado de uma forma que nunca havia sido feita nas comunidades de Roraima. Este ano daremos continuidade às ações. Para isso já estamos conversando com as lideranças, com organizações indígenas e órgãos públicos”, diz Edgar. Além dele, participaram das atividades a poeta Zanny Adairalba, o contador de histórias Tana Halú e a ativista cultural Heloísa Brito, todos integrantes do Coletivo Caimbé.
O prêmio Anu de Ouro reconhece não apenas a Caminhada Arteliteratura, mas todo o trabalho voluntário
O projeto teve a participação especial do artista plástico José Napoleão (de Minas Gerais) e do arte-educador Jonas Banhos (Amapá). De Roraima, viajaram às comunidades Roberto Mibielli (poeta e professor universitário de Letras), Eroquês Gaudério (poeta), Bebeco Pojucan (produtor musical), Alexia Linke (escritora e contadora de histórias), Pablo Albernaz (músico e antropólogo), Marcelo Seixas (fotógrafo) e Adilson Brilhante (fotógrafo), ambos integrantes do Fotoclube Roraima.
“O prêmio Anu de Ouro reconhece não apenas a Caminhada Arteliteratura, mas todo o trabalho voluntário focado em arte e literatura que iniciamos em 2009, realizando ações em diversos municípios de Roraima. É uma honra que dividimos com os amigos e parceiros que encontramos ao longo desses anos”, encerra Edgar. O blog do Coletivo, com registro desses trabalhos, é o www.caimbe.blogspot.com e o perfil no Twitter é o www.twitter.com/coletivocaimbe.
Quero agradecer o teu voto, caro amig@, parceir@ e caminhante literári@.
Agradeço também aos companheiros de imprensa, que sempre nos ajudam a divulgar as nossas ações. Vocês são muito legais e bacanas!
Conforme o site da Cufa, a entrega do prêmio Anu será no dia 28 de fevereiro de 2012 no Theatro Municipal do estado do Rio de Janeiro.
Antes disso tem outra etapa, a nacional:
“Os vencedores estaduais estarão automaticamente participando da etapa Nacional. Nesta fase, que se inicia em 07 de Janeiro de 2012, através de voto popular pelo site www.premioanu.com.br, onde cada um dos internautas poderão votar em três das vinte e sete iniciativas concorrentes, e as 3 ações que obtiverem o maior número de votos serão considerados os 'Projetos destaques de 2011' .”
Quer dizer, estamos bem mas podemos chegar ainda mais longe. Para isso, contamos novamente com o teu voto e o de teus amigos, amores, conhecidos e afins. Anota aí na agenda:
“Dia 7 de janeiro: entrar no site www.premioanu.com.br para votar na Caminhada Arteliteratura e mais dois projetos”.
Abraços gerais e que 2012 seja do bem, de janeiro a dezembro!
Vamos lá, fazer o tradicional balanço das coisas que me lembro que aconteceram neste ano que parecia não ter fim.
Diferentemente de 2010, não vai rolar mês a mês (clica aqui para ver como foi no ano passado).
Vou dividir no bloco das coisas boas e das coisas ruins/estressantes e encher de links para quem ler e quiser mais detalhes.
Antes de começar, dá play nessa música do Engenheiros do Hawaii. Ela representa um pouco das motivações para a jornada literária que fiz este ano. Vai lendo e ouvindo que lá embaixo vamos mudar a batida, certo?
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
(A poesia completa pode ser lida neste blog, chamado Poesia Latina. A parte que me interessa é essa, já que 2012 tá vindo e a caminhada da vida deve continuar.)
Chegaram nesta segunda-feira (12) os exemplares da antologia resultante do II Concurso de poesias da Revista Literária, uma promoção do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal apoiada pela editora Scortecci.
Foram mais de 1.600 participantes, segundo a apresentação feita por Elias Daher, organizador do concurso e presidente do sindicato.
Desse total, ficaram 40 para publicação. Do Norte, conforme leitura dos perfis dos autores, ficamos eu, dona Zanny Adairalba (ambos de Roraima) e Maíra Fé Maia Soares, de Rondônia. A seleção fico por conta de Cintihia Kriemler, Marcos Antunes, Nena Medeiros e Soraya Albuquerque. Esta é minha oitava antologia de poemas. A próxima participação deve sair em breve. Será um e-book da Geração Editorial com dois microcontos.
Estas são minhas #PequenasFelicidades, responsáveis por alegrar a vida no deserto que está virando Roraima neste final de ano.
Boa Vista está quente, muiiiitoooo quente, mas de manhãzinha é a cidade perfeita. Dá até vontade de ficar suando mais um pouco na cama.
Foi isso o que rolou nesta segunda, essa vontade doida de dormir mais. Entretanto, compromisso marcado com a imprensa se respeita e lá fui eu acordar 6 da madrugada para estar às 7h na TV Cidade. A entrevista era para falar da indicação do projeto Caminhada Arteliteratura para o Prêmio Anu (Você já votou na gente? Clica aqui que o prazo está acabando).
O papo com a Mariângela Marinho foi bacana. Se não fosse o meu sono teria sido bem melhor. Acordar cedo não faz o meu estilo. Até esqueci de levar a máquina comigo para o estúdio.
Depois da entrevista passei no Centro da Cidade e deixei lá na Banca Playboy exemplares de meu livro de micronarrativas Sem Grandes Delongas. Está à venda por R$ 15.
Aproveitei o embalo e deixei com o senhor Pierre, novo administrador da banca, exemplares do Micropoemas e dos quatro cordéis escritos por dona Zanny Adairalba. Somos os primeiros escritores a colocar livros locais para ele vender.
Para os interessados que vivem em Boa Vista, a banca Playboy, uma das mais antigas da cidade, fica no cruzamento das avenidas Jaime Brasil e Getúlio Vargas.
Se você, caro leitor, não mora em Boa Vista mas tem interesse em comprar o livro, faz assim: manda um e-mail para edgarjfborges@gmail.com que aí te passo meus dados bancários. Incluindo despesas de envio, o livro sai a R$ 20. Ou então me liga no 95-9111 4001.
Continuando o quente dia, 12h40 estive na Tropical FM, para uma conversa deliciosa com a radialista Consuelo Oliveira. O tema? Meu livro e a indicação da Caminhada Arteliteratura ao prêmio Anu. O legal do papo no rádio é que a gente passeia por todos os assuntos que o tempo permitir, conta piada, esquece das coisas e sempre pode voltar para o tema principal. Adora visitar a Consuelo.
As fotos são do Cleiton, operador de áudio da Tropical (excluindo a dele, claro, feita por mim):
Depois da Consuelo foi casa, calor, RPG e uma passada numa das livrarias da cidade para discutir a possibilidade de deixar o livro lá. Vai ser enrolado, pois precisam de nota fiscal avulsa. Ou seja, é um custo que precisa ser repassado para o consumidor...mas nisso vou pensar só depois.
Fechando o quente dia, fui parar na Fundação Bradesco. Lá, convidado pelo meu amigo, guitarrista da banda Iekuana e professor de química Rhayder Abensour, falei no evento Musicofilia com as turmas do ensino médio sobre literatura, meu livro e como tudo se mistura com a internet.
Para mostrar como é o processo criativo do escritor, mandei fecharem os olhos e montarem cenas mentais a partir de descrições do começo do livro Cem Anos de Solidão, do Gabriel Garcia Márquez, e de uma viagem pelo rio Amazonas (lembrando de minha passagem neste ano pelo Amapá, durante a Pororoca Cultural com o palhaço ribeirinho Jonas Banhos). Depois alguns descreveram a cena para os colegas.
A mesa foi legal. Falamos um tanto sobre internet, melindres no jornalismo cultural, relação das bandas com a imprensa, modo de trabalho da mídia tradicional e como ocupar espaços nelas garantindo-se também nas redes sociais.
O pessoal da música, maioria dos presentes, não é muito chegado a fazer perguntas. Mesmo assim, foi bacana. Os meus colegas da mesa sem mesa mandaram bem. Aliás, só tinha fera experiente. Posso dizer que o menos rodado na área era eu. Lá no Facebook, alguém me disse que faltou "pimenta" na conversa.
Acho que ele falou isso por conta das opiniões convergentes em muitos pontos. Pode ter sido isso mesmo, mas como botar pimenta se a plateia estava tímida e tão atenciosa que nem contestar a gente contestava?
Mesmo assim, se as bandas gravaram mentalmente metade do que falamos, os caras vão dar um pulo em seu modo de fazer mídia. Consultoria gratuita geral.
Olha aqui algumas fotos do Pablo Felippe, assessor de imprensa do coletivo Canoa, organizador da parada:
Se liga no Lampião, direto lá de Olinda!
Essa foto aqui parece de gente fazendo coreografia, né?
Estive na região sul de Roraima semana passada. BR 174 perfeita até Caracaraí. Via de primeiro mundo. Passou da cidade, o asfalto muda de cor, aparecem buracos, trechos sem acostamento, barro batido (a cara de Boa Vista, cada dia mais suja e esburacada).
Piora quando se atravessa a ponte sob o Rio Branco. Há operários trabalhando, verdade, mas o ritmo, para quem encara essa rota, é muito lento.
Não vou falar do trecho que fica entre o Km 500, ou a rotatória, como é mais conhecido o local, e a cidade de São Luiz (antigamente conhecida/chamada de São Luiz do Anauá). É vergonhoso. Quem sofre de enjoo, como eu, pena. É um buraco atrás do outro. Ou melhor, um buraco integrado que tem uns 50 km de distância. É tão ruim a estrada que demoramos uma hora para fazer o trecho. E isso de picape e um motorista muito bom.
Desse jeito não tem desenvolvimento que chegue. Fiquei pensando numa pessoa que precise ser trazida a Boa Vista para receber atendimento médico. Imagina o sofrimento com os solavancos na ambulância.
O foco da postagem não é a estrada podrona (e cabe lembrar que ela sempre foi assim, não é coisa recente), mas sim um momento em Rorainópolis, cidade encravada no meio da selva e bem pertinho da Linha do Equador. Se Boa Vista é quente, lá é beeeeem pior. Para quem não é de Roraima, pega um mapa e vais ver: é mais fácil ir a Manaus do que vir a Boa Vista. O Amazonas fica tão perto que a TV Globo local passa Vts da prefeitura de Manaus e do Governo do Amazonas.
Bom, estava eu lá no sul, fazendo meu trabalho, quando decidi fotografar a fachada do prédio da Universidade Estadual de Roraima. Fiz uma de ladinho, aproximei mais e embiquei para uma foto frontal.
Foi então que vi um papel jogado no chão. Curioso, fui ler o que estava escrito nele. Era uma poesia. Agora imagina: literalmente no meio do mundo, sol rachando às 9h da matina e encontrar uma poesia jogada no chão. Achei fantástico. Bati a foto sem mexer em nada. Ou seja, o papel, a pedra, a localização, tudo está no original, sem “mãophotoshop”.
Acho que momentos assim podem ser incluídos nas listas “pequenas surpresas agradáveis”.
Dessas boas notícias vistas com atraso, chega mais uma pequena felicidade: três minicontos meus estão na revista eletrônicas de micronarrativas Veredas.
Para saber do que trata cada um, basta clicar nos links que te levam direto aos textos.
IV Festival TomaRRock debaterá Mídia 2.0: Comunicação e Cultura Digital
Dentro da programação do Festival TomaRRock, mas com um enfoque
diferente dos shows de rock, o coletivo Canoa Cultural realiza nesta
quinta feira, 8, as 19h, no Cine Sesc, uma mesa redonda sobre Mídia 2.0:
Comunicação e Cultura Digital.
Temas como redes sociais,
cultura do norte, políticas públicas e plataformas de divulgação com
coberturas colaborativas serão abordados e vão aprofundar a discussão a
respeito da produção cultural e sua relação com as novas tecnologias da
informação e comunicação.
Os debatedores serão os jornalistas
Humberto Finatti (SP), Sandro Nine (AM), Cyneida Correia (RR), Edgar
Borges (RR) e o Gestor Cultural Hudson Romério (RR).
O evento é
voltado para alunos e profissionais de jornalismo e todos aqueles que
consomem informações culturais e gostariam de aprender mais sobre o
assunto. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do
evento.
Mais programação
Na
tarde da sexta-feira (9), Ana Morena, da banda Camarones (RN), Manoel
Vilas Boas, da Banda Mr. Jungle, e o Jornalista Murilo Basso (PR) farão
uma palestra sobre Gestão de Carreiras musicais, também no Cine Sesc. Na
noite do mesmo dia a música volta ao Festival TomaRRock com as
apresentações das bandas Johnny Manero (RR), Nicotines (AM), Garden
(RR), Iekuana (RR), Nekrost (AM) e Dr. Sin (SP), no Ginásio do Sesc
Mecejana.
No sábado (10) Boa Vista recebe o show mais esperado do
ano, Hopes (RR), Arthur de Jesus (RR), AltF4(RR), Ostin (RR), Camarones
(RN), JamRock (RR), se apresentam junto dos cariocas da Banda ForFun,
também no Ginásio do Sesc Mecejana.
Os ingressos para os shows do
IV Festival TomaRRock estão sendo vendidos na Chilli Beans, na avenida
Ville Roy, ao preço de R$10, inteira, e R$ 5, meia, antecipado, para o
dia da Dr. Sin. E R$ 50, inteira, e R$ 25, meia, o primeiro lote do show
do ForFun.
O Hard Rock da banda Dr. Sin será a atração principal
da penúltima noite do IV Festival TomaRRock. O Festival TomaRRock é
realizado pelo Coletivo Canoa Cultural e Circuito fora do Eixo, com
patrocínio da Oi, apoio cultural da Oi Futuro, SESC, Sebrae, Folha de
Boa Vista, vereadora Janice Coelho, Cerveja Devassa, Publicolor.
O
Coletivo Arteliteratura Caimbé concorre em Roraima ao Prêmio Anu
2012, ofertado pela Central Única das Favelas, com o projeto
Caminhada Arteliteratura, coordenado por mim, e realizado em comunidades
indígenas e ribeirinhas de Roraima e Amapá, além de Pernambuco e
Alagoas, neste ano.
Para
conquistar o Prêmio Anu em Roraima, precisamos que o maior número
de pessoas participe votando na Caminhada Arteliteratura.
É preciso
apenas acessar este link e fazer um pequeno cadastro no site (nome, e-mail e cpf somente).
Depois, o eleitor recebe uma senha, volta pro site da Cufa
e vota na Caminhada.
Bem
simples, né? Não leva mais que um minuto tudo isso.
Conto com
a sua colaboração, seu voto e sua campanha para que seus outros
amigos votem na gente. Quanto antes você votar, melhor.