terça-feira, janeiro 27, 2026

Na 3a corrida Runners Team 2026

Domingo (25/01) fui para a minha primeira prova do ano. 


Amanheceu nublado e gostoso. Bom para acordar às 3h30 e ir fazer 7 km na estrada de barro e areia molhada do haras, do outro lado do rio Branco.

Fui pensando em 42 minutos. Fiz em 37'47 pelo aplicativo. Gostei.


O resultado oficial não foi liberado no dia por que deu a internet deu bug, conforma a organização avisou depois. Estou postando na terça e ainda não se sabe quem ganhou nas categorias e quem ficou nos TOP 100.


Voltando a falar da prova em si: apesar de nublado, o que ajudou a não sofrer com o sol, a umidade deixou a prova um pouco abafada na ida. Na volta foi vento contra, refrescando um pouco junto com a água do copinho que jogava na cabeça a cada momento.  


Não senti o calcanhar doer, só a dor de todo dia no meio do pé. Botei no gelo ao chegar em casa. Na segunda amanheceu com a dor normal de todo dia. As pernas pesaram pelo esforço. Correr na piçarra é bom, mas suga.











Quase dei bobeira:  não escutei a largada do povo dos 14 km e por pouco perco a dos 7 km. Por sorte decidi parar de aquecer e ir no pórtico perguntar o motivo de tanto atraso. Aí vi que estava já todo mundo posicionado e tentei não sair tão atrás, junto com o povo que sai filmando e sem pressa.


Deu meio certo e depois de atravessar a lombada da cronometragem o jeito foi driblar geral para avançar logo.

É a falta de costume de ir participar de provas. Outra mancada foi esquecer em casa os óculos de corrida.



Encontrei os amigos de meu grupo Desafiando Limites e outros, como o Silvio, a Mariane e a Meire.




domingo, janeiro 11, 2026

Edgarzinho chegou aos 18

 Meu menino fez 18.

Eu fiz 18 vivenciando o menino.


Errando, acertando, rindo, estressando.

Levando e trazendo, criando e quebrando expectativas.

Tentando acompanhar, mostrando possibilidades, conversando, aconselhando, brigando, ouvindo, gargalhando.

O menino fala pouco e fala bem.

Me surpreende. O surpreendo.

De tão pequeno cresceu tanto. Puxou à família da mãe. Pela minha, seria baixinho. Também teria menos pelos. Isso o deixaria feliz.

Seu tornozelo no banco de trás cabia na mão que lhe estendia enquanto dirigia. Não cabe mais há uma era e uma pandemia.

O menino era zinho, virou zão.

Tanta coisa a fazer ainda e o futuro é uma incógnita, caminhos de encruzilhadas.

O menino é meu supremo amor, minha angústia, voz e silêncio, cansaço e fôlego.

Somos silenciosos e ele ainda mais. 

Somos também piadas condenáveis, sarcasmo e minha-nossa-senhora-de-onde-tu-tira-esses-comentarios?-se-tiver-céu-acabou-de-perder-de-novo-a-tua-vaga.

O menino tem seu jeito e eu espero que ache seu lugar neste mundo cada vez mais difícil de viver.


quarta-feira, novembro 26, 2025

Falando na escola São Vicente de Paula sobre o papel da leitura na formação social e profissional

Nesta terça-feira (25.11.25) estive na escola São Vicente de Paula conversando com alunos do 9⁰ ano sobre a relevância da leitura para a integração social e para o desenvolvimento profissional.

Falei com os estudantes sobre a minha trajetória estudantil desde a chegada da Venezuela em 1991 e de como a leitura me ajudou a superar barreiras idiomáticas e a tornar-me jornalista, escritor, produtor cultural e pesquisador.

Ressaltei que ao chegar em Boa Vista já falava, lia e escrevia um pouco em português e que este conhecimento era fruto de leituras de histórias em quadrinhos, livros, filmes e músicas que ouvia tanto quando vinha passar as férias como quando estava na Venezuela.

Como entre os alunos havia muitos migrantes venezuelanos, lhes recomendei que aumentassem o volume de leituras para dominar o máximo possível do idioma de seu novo país, a exemplo do que eu mesmo fiz quando vim morar no Brasil.

A visita à escola foi um convite feito pelas professoras Jacilene Cruz e Gicelma Andrade.

 

segunda-feira, novembro 24, 2025

Uns presos, outros correndo: circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista

E no sábado (22/11/25),  dia em que o Bolsonaro foi preso preventivamente por tentar se livrar da tornozeleira eletrônica, eu participei do Circuito Sesc de Corridas - etapa Boa Vista. 

Largamos logo depois das 18h. Foram 5 km, saindo da frente do estádio Canarinho e subindo e descendo ladeiras no calor da avenida Getúlio Vargas. O que ajudou a sobreviver ao calor noturno foram os três pontos de hidratação e muita água no rosto e pescoço. 

Corri graças à lindona de minha amiga Meire Souza, quem gentilmente me presenteou com um kit. 

Muito agradecido demais da conta, moça mais rápida da turma VMC 91. 

A falta de participação em provas neste ano (a do Sesc foi a 10ª) me fez cometer um erro de iniciante e pausei o relógio na saída. Só percebi quando os aparelhos de todos ao meu redor começaram a bipar no primeiro km, menos o meu. Deu uma zanga, mas enfim... acontece.

Até o 3,5 km senti muita dor no calcanhar do pé direito. O restante da distância foquei em tentar não caminhar mesmo com o fôlego faltando. 

Comecei pensando em concluir num tempo entre 32 e 35. Fechei em 29'52. Achei bom para meu atual estágio de pessoa há quase um ano sofrendo de fascite plantar. Chegando em casa alonguei e enfiei o pé no gelo para ajudar a diminuir a inflamação do dia seguinte. Deu certo, mas ainda assim amanheci mal. 

Estou postando isto na segunda. A inflamação está dentro do de sempre, mas sinto uma dor no calcanhar. Essa é nova e apareceu na prova. 

É isso. Sigo no alongamento, na massagem diária do pé e no gelo. Sigo dolorido, mas posso sair pra correr, diferentemente dum povo com histórico de atleta por aí, que vai amanhecer vendo o sol quadrado.

sexta-feira, novembro 21, 2025

Na TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura de Roraima

Participei nesta quarta e quinta (19 e 20/11/25) da TEIA Roraima, o Fórum Estadual da Rede de Pontos de Cultura do estado.



Fui, juntamente com a escritora Zanny Adairalba, representando o Coletivo Caimbé, grupo que criamos em 2009 para trabalhar com literatura e artes e que se tornou ponto certificado há alguns anos.




O fórum deliberou 10 ações prioritárias, sendo uma referente ao tema central da TEIA nacional (“Pontos de Cultura pela Justiça Climática”) e nove ações distribuídas nos seguintes eixos temáticos: Plano Nacional Cultura Viva +10 e Estratégia Brasil 2050; Governança da Política Nacional Cultura Viva; e Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.




As atividades aconteceram na Universidade Federal de Roraima e no prédio da Secretaria Estadual de Educação. Foram dois dias de debates e trocas interessantes com os demais ponteiros de Roraima.

Além de discutir as propostas, também foram eleitos 22 delegados estaduais para a TEIA nacional, prevista para março de 2026 no Espírito Santo. Sou um deles.

A última TEIA aconteceu em 2014, no Rio  Grande do Norte. À época não éramos ponto de cultura no Coletivo Caimbé, mas eu era integrante do Colegiado Setorial de Literatura, LIvro, Leitura e Bibliotecas e participei como convidado. 

É um encontro potente. Lembro que nele conheci a produtora cultural e doutora das artes Deni Argenta, iniciando uma amizade que existe até hoje. 

quarta-feira, novembro 05, 2025

Meus livros, minha poética

29 de outubro se comemora o Dia Nacional do Livro e 31 de outubro é o Dia Nacional da Poesia.

Sou poeta publicado tanto em coletâneas como sozinho.

Escrevo contos, crônicas e poemas.

Estes são 5 dos 7 livros que já lancei individualmente. Os outros dois são digitais.



As obras são estas: Roraima Blues (2008, microcontos e poemas), Sem Grandes Delongas (2011, microcontos), Incertezas no meio do mundo (2021, poesia), Flores do Ano Passado (2022, contos, poesias e crônicas), Há sol em nossos olhos (2024, poesia), Invernos e Cafés (2025, poesia) e Bilhetes de Amores Perdidos (2025, contos).

A versão digital de Sem Grandes Delongas está disponível gratuitamente clicando aqui.

As cópias digitais de Incertezas, Flores, Invernos e Bilhetes podem ser adquiridas aqui, na Amazon.

Escrevo porque gosto, porque preciso, porque é o que curto fazer. É a minha forma de expressão.

Escrevo sobre a vida na Amazônia urbana e rural. 

A Amazônia da dureza e encantamentos cotidianos, do asfalto e da mata, do riso e das tristezas, dos muitos sóis e tantas chuvas.

Essa é a minha poética e estas obras são a minha contribuição à cultura e arte de Roraima, da Amazônia e do Brasil.

Viva a literatura, leiam autores de Roraima.

quarta-feira, outubro 29, 2025

Outubro de muitas atividades culturais e literárias, outubro fora de casa

 O mês de outubro foi um mês culturalmente agitado para mim. Quer dizer, não é que o mundo ficou de ponta cabeça, mas como não costumo fazer muitas coisas fora de casa ultimamente, considero agitado.

Tudo começou com a realização do VIII Encontro de Professores e Intérpretes de Línguas Indígenas de Roraima, o Epilirr. As atividades foram de 1º a 3 de outubro, no Centro Amazônico de Fronteira e no Instituto Insikiran da Universidade Federal de Roraima (UFRR). No último dia foi lançado um livro com artigos e depoimentos relacionados às edições passadas. Ajudei a professora Ananda Machado a organizar a obra, além de ter colaborado na produção e realização do evento.





Na segunda semana do mês, especificamente de 6 a 9, estive em quatro escolas fazendo rodas de conversa com estudantes sobre literatura, a poesia e meu livro mais recente, "Invernos e Cafés".

A programação foi aberta na Escola Estadual Ayrton Senna e seguiu com visitas às escolas Olavo Brasil Filho, Gonçalves Dias e ao campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (IFRR).














Durante os encontros, os estudantes recitaram poemas do Invernos e Cafés e poemas de sua própria autoria. Além de ter deixado livros para os acervos de cada escola, fiz sorteio de exemplares para os participantes. Postei algumas das performancesdos alunos da escola Gonçalves Dias no Youtube.

As conversas foram a contrapartida social do projeto de impressão de "Invernos e Cafés", selecionado no edital da Lei Paulo Gustavo 2024, da Secretaria Estadual de Cultura. Também como contrapartida, doei 300 exemplares da obra para a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo (Secult), que fará a distribuição em escolas e bibliotecas públicas do estado.

(Portanto, se você é de Roraima e quer fortalecer a biblioteca de sua escola com os meus livros e de outros autores de Roraima, entre em contato com a Secult para receber sua doação.)

No dia 18 estive na Cidade Santa Cecília, município do Cantá, participando da pré-TEIA, um encontro dos pontos de cultura de Roraima. Fui representando o Coletivo Caimbé. A atividade serviu como preparação para a TEIA, que será na segunda quinzena de novembro durante dois dias.




Finalmente, na sexta-feira, 24 de outubro, passei a manhã na Biblioteca Estadual de Roraima conversando com estudantes do 6o ao 8o ano do Colégio Estadual Militarizado Professora Maria Nilce Macedo Brandão, bairro Cauamé. O encontro foi a 13ª edição do projeto Autor na Biblioteca (aqui tem um vídeo). Falei um pouco de mim, sobre as obras que já publiquei, perguntei muitas coisas deles, li uns dois poemas, eles leram vários do livro Invernos e Cafés, rimos um pouco e no final todo mundo que participou da atividade pegou um autógrafo deste autor.






No instagram e no facebook tem mais fotos de tudo o que que falei antes. Se quiserem ver, cliquem aqui e naveguem lá.

No meio destas, para mim, muitas atividades, retomei a redação da tese, que andou enfrentando uma fase de abandono enquanto terminava de fazer as entrevistas programadas na metodologia; voltei a fazer fisioterapia para dar conta das dores da fascite plantar (que parece ter ido parar também no pé esquerdo); terminei de preencher e enviei à Secult meu relatório do projeto do livro Invernos e Cafés; consegui colocar a obra para venda na Amazon (para comprar é só acessar este link); e continuo sendo pai motorista do Edgarzinho no leva e traz de seus cursos de inglês e agora Libras. Ah, e dei uma folga dos treinos de corrida para ver se reduzia a inflamação enquanto não começava a fisio.

Ah, quase esquecia: também fui prestigiar os lançamentos das obras dos escritores Jeane Xaud, que lançou seu primeiro livro de poemas, chamado Ancoragem, e Willy Rilke, que lançou sua segunda obra, Entre prosas e risos: rabiscos do cotidiano.