quinta-feira, abril 30, 2026

E teve Sarau da Lona Poética na escola Hélio Campos

Depois de algum tempo sem ter, ontem (29/04) finalmente teve uma edição do Sarau da

Lona Poética. Junto com a turma do Coletivo Caimbé, fui para o Colégio Militarizado Senador Hélio da Costa Campos levar poesia e música com os escritores Zanny Adairalba e Willy Rilke e o rapper 7Niggaz.

Os alunos da escola também participaram, lendo poemas de sua própria autoria e dos livros que expusemos no auditório da escola.  Eu fiquei feliz voltando a exercer minha função clássica de MS, vulgo Mestre de Saraus.


Pro 7niggaz deixei o trabalho de ser MC. =)


Doamos várias obras para a escola: Manhãs e Ventanias e Invernos e Cafés (de Edgar Borges); Palavras em Preto e Branco (de Zanny Adairalba); e Entre Prosas e Risos – Rabiscos do Cotidiano e Poemas, além de Poemetos e outros rabiscos poéticos (de Willy Rilke).


(Se estiver interessado (a) em ler meus livros, tenho vários disponíveis na Amazon a preços bem em conta. É só clicar)


 Esta Lona Poética foi resultado de uma parceria entre os Pontos de Cultura Coletivo Caimbé e Anarriê Amazônia.


No dia 28 de maio haverá outra atividade na escola, desta vez somente comigo, fazendo uma roda de conversa sobre literatura, arte e ativismo cultural.

As ações integram a Chamada 01/2026 do Pontão Roraima, com propostas voltadas à Meta de Articulação e Mobilização.

 


segunda-feira, abril 27, 2026

Meus livros na exposição “Literatura roraimense em destaque”

 A biblioteca do Sesc Roraima está promovendo a exposição “Literatura roraimense em destaque” para os alunos da escola da instituição, ali no bairro Mecejana. Separaram livros de autores estaduais, colocaram cartazes com perfis dos escritores e também microcontos que haviam sido expostos durante a Semana Literária de 2025. Três dos meus livros estão lá no meio do material, além de um conto e uma fotinha mostrando meu charme.







Inclusive, se quiser comprar meus e-books,é só clicar neste link.


quinta-feira, abril 23, 2026

No Dia do Livro, memórias de leitor

 Hoje é o Dia Mundial do Livro, seja impresso ou digital. Eu já publiquei oito e em maio virá o nono.  Quantas obras li ao longo da vida? Ufff....muitas. Centenas, no mínimo. 

Ler foi sempre a minha diversão preferida. Não apenas livros, mas também quadrinhos e revistas do tipo que fosse. Muito do que li me ajudou a virar gente. E como gostava muito de ler, acho que em algum momento, sem perceber, pensei que seria natural escrever. E depois disso veio a vontade de publicar.



Comecei participando de concursos ali pelos 18 anos. Queria apresentar ao mundo a minha prosa e poesia. Se desse para ganhar um troféu, brinde, certificado ou dinheiro, melhor ainda. 

Daí vieram as primeiras participações em coletâneas de poesia, contos e crônicas. A partir de 2008 comecei a ter a sorte de lançar meus livros solo. Enquanto isso, seguia lendo. Sigo, na verdade, em um ritmo bem mais lento do que na distante juventude, mas sigo.

Toda vez que falo sobre a minha trajetória de autor, gosto de lembrar o papel de minha mãe, dona Gracineide, nesse processo. Moradores de um pueblito bem afastado dos grandes centros da Venezuela, nunca deixou que me faltassem livros. 

Lembro que até fez assinatura de revista que trazia livros como encarte, além de dicionários e enciclopédias. Assim li os grandes clássicos da literatura venezuelana. 

Nossa estante na sala era pequenina, mas cabia muita coisa. Até um Cem anos de solidão, que apareceu nela e foi lido e relido muitas vezes antes que eu completasse 13 anos.

Um dia descobri que numa das salas de um galpão próximo à pracinha da cidade funcionava a biblioteca pública de Guasipati. Comecei a ir sempre que podia. Depois mudou para um prédio próprio, ao lado da quadra central de esportes, e lá fui eu, seguindo os livros da seção infanto-juvenil.  

Do Brasil, resumindo muito, lia nessa época as HQs, revistas de variedades e livros para crianças que meus avôs e tios me mandavam ou presenteavam quando vinha passar as férias. Tudo isso antes dos 14 anos.

Quando viemos morar em Roraima, continuei leitor de livros  e de tudo o que caísse na mão, para ser sincero), ora comprando, ora emprestando de amigos ou de bibliotecas, principalmente a que funcionava no primeiro prédio do Sesc. 

Tanto a frequentei no ensino médio e nos dois primeiros anos da universidade que as pessoas achavam que trabalhava lá. Inclusive, depois de bem adulto, muitas continuavam pensando isso.

Poderia fazer um livro sobre minha vida como leitor de livros: dos que perdi emprestando, dos que ganhei, dos que comprei e nunca abri, da fila de leitura que tenho mesmo depois de ter decidido ser mais regulado na compra deles. Mas o tempo é curto e agora preciso ler coisas acadêmicas para produzir textos acadêmicos. Não é nada gostoso comparado ao prazer da leitura e escritas literárias, mas é necessário. Não tanto como navegar nas linhas de uma boa prosa ou poesia, claro. 

Viva o livro, viva a leitura, viva quem lê e viva quem escreve.

sexta-feira, abril 17, 2026

Haicais e conversas no colégio Maria Sônia de Brito Oliva

Estive nesta quinta (16/04) conversando sobre haicais e arte com alunos do 9⁰ ano do Colégio Estadual Militarizado Maria Sônia de Brito Oliva, localizado no bairro Senador Hélio Campos, zona oeste de Boa Vista. 



A conversa serviu como encerramento das atividades de contrapartida de um projeto que aprovei em um edital da Fetec/Prefeitura de Boa Vista, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal. 

O projeto previu lançar um livro de haicais chamado Manhãs e Ventanias, doar 100 exemplares para a Fetec distribuir em escolas e espaços culturais, realizar uma live no Instagram e fazer rodas de conversa sobre literatura em três locais da zona oeste da capital. 

A intenção era promover as ações literárias em áreas nas quais não são tão comumente realizadas, descentralizando e democratizando o acesso dos leitores à obra. 

Deu certo: fiz o lançamento no espaço Café com Paz (@cafe.compaz), estive na escola municipal Pingo de Gente (aqui foi numa parceria com a Biblioteca Pública Municipal Professor Eloy Gomes, onde, assim como na Bibliteca Estadual, já tem exemplares da obra para leitura da comunidade) e, finalmente, fui na Maria Sônia de Brito. Todas as atividades tiveram a parceria do Coletivo Caimbé.

A visita à Maria Sônia foi articulada com o professor Haroldo de Freitas, coordenador pedagógico da escola, que envolveu a professora Silvia de Oliveira, de Língua Portuguesa. 

Antecipadamente, doei 10 unidades para a escola. Assim, as crianças saberiam do que se tratava a minha ida. Ontem deixei cópias de outros livros de minha autoria.

A professora Silvia botou as turmas para ler o Manhãs e Ventanias e montaram um projeto chamado Curadores de Haicais. A culminância foi ontem, com exposição de nuvem de palavras e cartazes nos quais estavam os poemas que cada grupo havia escolhido, suas análises e ilustrações feitas por eles mesmos. 

(Cada coisa linda escrita e desenhada, minha gente. Que escola cheia dos talentos essa).

Fazia anos que não conversava com meninos dessa faixa etária. É bem difícil manter a atenção deles, mas acho que consegui mais ou menos. Falei de meus livros, recitei dois poemas, distribui moedas de chocolate para adoçar a tarde e ouvi o que deu de ouvir. 

Para não perder o hábito, contei histórias (desta vez sobre a fundação do bairro e sobre como era antes a BR-174 sentido norte) e falei sobre a importância da leitura em nossas vidas. 

Espero que a maioria tenha gostado. 

(Lembrei que foi com a idade deles que cheguei no Brasil, lá no começo dos anos 1990. Foi num domingo à tarde. Na segunda à tarde estava indo para a minha primeira aula, na escola Vitória Mota Cruz).

Obrigado aos professores envolvidos e obrigado à escola pelo lindo certificado de gratidão e reconhecimento que ganhei. Gostei muito. 

O livro Manhãs e Ventanias tem ilustrações de Ed Alicates, prefácio do @poetajoakimantonio , design de Carol Alcoforado @c4rulina e assessoria editorial de @zannyadairalba e Timóteo Camargo (@batepoeta).

Pode ser adquirido em formato físico comigo ou na Banca Playboy, centro de Boa Vista, ou em formato digital na Amazon.

terça-feira, abril 14, 2026

No Pro-LEEI com professores do Cantá

Participei no sábado passado (11/04) de um ciclo de atividades formativas do Pro-LEEI (Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil) com  professores do município do Cantá. 

Falei sobre literatura indígena e regional, sobre minha trajetória de escritor, li poemas de vários dos meus livros e contei duas histórias do povo Macuxi que tem os demiurgos Ani'ke e Inxikiran como personagens. 

Foi bacana. Havia 10 anos que não contava histórias. A última vez foi em novembro de 2016, em uma atividade organizada pelo escritor Cristino Wappichana no Sesc Pinheiros, lá em São Paulo.

Tive que reler novamente o livro "Onças, Antas e Raposas: mitos do povo Makuxi" para lembrar do roteiro que montei à época. 

Não fui tão mal na performance: recebi até convites para ir nas escolas do município contá-las, mas deixei todo acordo somente para o segundo semestre, quando  espero estar mais adiantado na redação da tese.

O convite e a articulação para ir ao Cantá foi da professora Luciane, a quem agradeço pela recepção na escola municipal Tia Ercília.

Obrigado também aos professores que compraram exemplares dos meus livros de prosa e poesia. 

O Pro-LEEI é uma iniciativa do MEC, integrada ao compromisso nacional Criança Alfabetizada, voltada à formação continuada de professores da educação infantil. O programa busca aprimorar práticas pedagógicas, focando na oralidade, leitura e escrita.

domingo, abril 05, 2026

Haicais do Manhãs e Ventanias no espaço Café com Paz

 Meu livro de haicais Manhãs e Ventanias chegou neste sábado ao espaço Café 


com Paz, ali no bairro Caimbé, reunindo amigos e leitores em torno de uma conversa sobre a vida e a literatura roraimense.

Do lado de fora, as chuvas de abril. Dentro, leitura de poemas, a escrita coletiva de uma poesia sobre o nosso amigo Café e uma roda de conversa que abrangeu o mundo: bandeiras dos estados, história de Roraima, discussão sobre identidades e identificações, significados dos haicais e das ilustrações, quadrinhos latino-americanos,  autismo e as histórias dos povos originários da região.

Tudo isso com sorrisos, sorteio de livros e um clima frio que a partir de agora será o novo normal por alguns meses aqui no meio do mundo.

Obrigado à Márcia, dona do Café com Paz, pela recepção, obrigado a todos os que apareceram para esta manhã tão bonita de trocas e lançamento de minha oitava obra.




Obrigado também à escritora Mariane Level pela gentileza em trocar a sua nova obra, intitulada O parque, pela minha.


Continuando a divulgação de Manhãs e Ventanias, no dia 8 de abril, às 19h30, farei uma live no meu perfil no Instagram para leitura de poemas e interação com o público.

Depois estarei na escola estadual Maria Sônia de Brito Oliva, com as atividades voltadas apenas para os alunos. 

Todas as atividades têm a parceria do Coletivo Caimbé.

O livro Manhãs e Ventanias tem ilustrações de Ed Alicates, prefácio do poeta Joakim Antônio , design de Carol Alcoforado e assessoria editorial de Zanny Adairalba e Timóteo Camargo.


O poema coletivo que o pessoal montou. Quem estava na hora da redação fez um verso. O meu é o final

Pode ser adquirido em formato físico comigo ou na Banca Playboy, centro de Boa Vista, ou em formato digital na Amazon. 

Lis Barreto e o poema que lhe fiz

A obra é resultado de um projeto aprovado em edital da Fetec e a Prefeitura de Boa Vista, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Ministério da Cultura e Governo Federal.