No começo de agosto (de 5 a 10, especificamente) larguei a tese e fui passear em Manaus com a Lis.
Pegamos a BR-174 às 19h, num semi-leito da Eucatur, entramos em Manaus lá pelas 6h, mas só conseguimos chegar na rodoviária mesmo já quase sendo 8h.
Fomos para o hotel, na arborizada avenida Getúlio Vargas (que descobri em algum museu ou postagem que antes era algo como um pântano), deixamos as malas na recepção e começamos uma série de passeios que resultou em uma média de, no mínimo, 10 km andados por dia.
Foi uma viagem concentrada no Centro, com algumas saídas para ver outras coisas:
Teve Largo de São Sebastião; Teatro Amazonas (na primeira tentativa estava fechado por motivos de Manaus estar toda com água cortada); livraria e teatro da Valer (aqui com os amigos jornalistas Rosário e Wilson Nogueira, também escritor, pais da querida Dassuen Nogueira; bar do Armando e do Caldeira; sorveteria que não sei o nome; Galeria do Largo; passeios pelas ruas próximas ao teatro; visitas a sebos como o Alienígena e o Art Vinil; safari amazônico e seu encontro das águas; rolês pelas lojas do Centro para comprar roupa e badulaques; almoços no mercado municipal Adolpho Lisboa e no Alô Café, bacana espaço para quem gosta de ver coleções de tudo (fica na rua Bernardo Ramos, a mais antiga da cidade); visita ao mirante; Bosque da Ciência do INPA, MUSA, MUMA, Palacete Provincial; feiras na praça Heliodoro Balbi e na Eduardo Ribeiro; jogo do Nacional 1 X 2 ABC na Arena Amazônia; roda de capoeira angola com mestres e alunos do Amazonas e de Roraima (inclusive, do nada aleatório, encontrei na noite anterior o mestre Ongira, quem treinou comigo lá na década de 1990, passeando no largo. Fazia anos que não o via, mesmo os dois morando em Boa Vista).
A Lis gostou muito, principalmente por ter tido a chance de subir na torre do MUSA (a bichinha tem medo de altura e da primeira vez que foi não conseguiu) e de ver um jogo na Arena da Amazônia (obrigado, moço do Uber que ficou empolgado em conversar conosco depois que falei algo sobre mata derrubada e cidade crescendo desordenadamente e acabou chegando no tema do jogo, avisando que no outro dia teria série D)
Enfim, passeamos muito. A parte ruim é que Manaus está infernalmente acima do comum no quesito calor. Teve dias com sensação térmica acima dos 40 graus.
Isso, para gente que nem eu, que fica de mal humor no sol, é terrível. Mas nada que molhar o rosto, nuca e braços a todo momento não resolvesse.
Além de passear por ruas que já conhecia, andei em áreas novas, comprei edições bem antigas, dos anos 1980 e 1990, de revistas da DC e do Conan em uma banca da avenida Eduardo Ribeiro; peguei na feira da praça Heliodoro estátuas em impressão 3D do Boto, do Mapinguari e do Curupira; imãs novos pra geladeira; e coisas pro Edgarzinho.
Resumindo: agora sou quase um profissional em parte do Centro de Manaus e até entendi a posição do centro da cidade em relação a Boa Vista. Se fosse um retão, a BR 174 terminaria na beira do rio Negro. Por isso que na minha cabeça tudo era longe da parte central, mas na verdade foi o caminho da expansão urbana.
Valeu, Manaus 2026. Um dia eu volto.









































