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quarta-feira, agosto 26, 2026

Um respiro da tese no calorão de Manaus

No começo de agosto (de 5 a 10, especificamente) larguei a tese e fui passear em Manaus com a Lis.


Pegamos a BR-174 às 19h, num semi-leito da Eucatur, entramos em Manaus lá pelas 6h, mas só conseguimos chegar na rodoviária mesmo já quase sendo 8h.




Fomos para o hotel, na arborizada avenida Getúlio Vargas (que descobri em algum museu ou postagem que antes era algo como um pântano), deixamos as malas na recepção e começamos uma série de passeios que resultou em uma média de, no mínimo, 10 km andados por dia.  

Foi uma viagem concentrada no Centro, com algumas saídas para ver outras coisas:















Teve Largo de São Sebastião; Teatro Amazonas (na primeira tentativa estava fechado por motivos de Manaus estar toda com água cortada); livraria e teatro da Valer (aqui com os amigos jornalistas Rosário e Wilson Nogueira, também escritor, pais da querida Dassuen Nogueira; bar do Armando e do Caldeira; sorveteria que não sei o nome; Galeria do Largo; passeios pelas ruas próximas ao teatro; visitas a sebos como o Alienígena e o Art Vinil; safari amazônico e seu encontro das águas; rolês pelas lojas do Centro para comprar roupa e badulaques; almoços no mercado municipal Adolpho Lisboa e no Alô Café, bacana espaço para quem gosta de ver coleções de tudo (fica na rua Bernardo Ramos, a mais antiga da cidade); visita ao mirante; Bosque da Ciência do INPA, MUSA, MUMA, Palacete Provincial; feiras na praça Heliodoro Balbi e na Eduardo Ribeiro; jogo do Nacional 1 X 2 ABC na Arena Amazônia; roda de capoeira angola com mestres e alunos do Amazonas e de Roraima (inclusive, do nada aleatório, encontrei na noite anterior o mestre Ongira, quem treinou comigo lá na década de 1990, passeando no largo. Fazia anos que não o via, mesmo os dois morando em Boa Vista).
























A Lis gostou muito, principalmente por ter tido a chance de subir na torre do MUSA (a bichinha tem medo de altura e da primeira vez que foi não conseguiu) e de ver um jogo na Arena da Amazônia (obrigado, moço do Uber que ficou empolgado em conversar conosco depois que falei algo sobre mata derrubada e cidade crescendo desordenadamente e acabou chegando no tema do jogo, avisando que no outro dia teria série D)

Enfim, passeamos muito. A parte ruim é que Manaus está infernalmente acima do comum no quesito calor. Teve dias com sensação térmica acima dos 40 graus.

Isso, para gente que nem eu, que fica de mal humor no sol, é terrível. Mas nada que molhar o rosto, nuca e braços a todo momento não resolvesse.

Além de passear por ruas que já conhecia, andei em áreas novas, comprei edições bem antigas, dos anos 1980 e 1990, de revistas da DC e do Conan em uma banca da avenida Eduardo Ribeiro;  peguei na feira da praça Heliodoro estátuas em impressão 3D do Boto, do Mapinguari e do Curupira; imãs novos pra geladeira; e coisas pro Edgarzinho.

Resumindo: agora sou quase um profissional em parte do Centro de Manaus e até entendi a posição do centro da cidade em relação a Boa Vista. Se fosse um retão, a BR 174 terminaria na beira do rio Negro. Por isso que na minha cabeça tudo era longe da parte central, mas na verdade foi o caminho da expansão urbana.

Valeu, Manaus 2026. Um dia eu volto.


quarta-feira, abril 11, 2018

Um passeio na praia do Encontro dos rios Branco e Cauamé

No último sábado fui ver o pôr do sol numa prainha que se forma na desembocadura do rio Cauamé com o rio Branco. É uma delícia de linda e espetacular. Nunca havia estado em essa praia em anos anteriores.

Rio Cauamé á esquerda. Branco à direita. Prainha bem no meio... (foto: Edgar Borges)

Motivos: não sabia de sua existência. Os amigos mais experientes no rio Cauamé (que é o mesmo onde tem os balneários Cauamé – sob a ponte na entrada norte da cidade, Curupira, Polar e Caçari) contam que é a primeira vez que a estão vendo. 

A galera dos carros 4x4 entra no leito do rio e avança areia adentro até chegar na praia, que tem o nome de Praia do Encontro. Eu peguei um caminho no meio do lavrado saindo pela avenida Getúlio Vargas, estacionei o carro, desci um barranco e fui caminhando. 

De fato, o rio Cauamé está bem seco, como tu podes ver na foto abaixo, feita do barranco onde estacionei o carro. É possível ver o rio Branco lá no fundo.

Rio Cauamé no verão de 2018 (foto: Edgar Borges)

Na ida, fiz este vídeo aqui. Espero que gostem. Talvez seja o primeiro de muitos outros mostrando coisas de Roraima. Talvez até grave meus actions figures e faça reviews, tornando-me um youtuber famoso e recebendo brindes e grana de patrocinadores. Independente do que aconteça, deixa teu like no vídeo e se inscreve no canal. 

Daí o Google começa a pensar em monetizar a parada (pra isso preciso de mil assinantes no canal e não sei quantas hora de visualização...conto contigo, navegante da web).





Na primeira vez que estive na praia, fui com uns amigos fazer churrasco exatamente no barranco de onde pego as imagens dos dois rios.

Olha aqui a turma da farofada indo:

Farofeiros do Cauamé (Foto: Zanny Adairalba)

Notem como o rio estava bem mais cheio: 


Rio Cauamé (Foto: Edgar Borges)

É isso: nem só de histórias de mestrando viverá o blog. Curtam, compartilhem, espalhem a notícia e se inscrevam no canal do youtube. Daí, com a grana que o google um dia me dará, vou compra bonequinhos e fazer reviews.

Beijos de fim de verão.

quinta-feira, março 16, 2017

Crônicas de viagem: passando o Carnaval 2017 na Gran Sabana



Fim de tarde na  Gran Sabana
Como adiantei na última postagem, depois de falar sobre minhas frustrações carnavalescas, chego agora com um relato da viagem que, juntamente com um grupo querido de amigos, fiz para a região da Gran Sabana, ali na Venezuela.


A ideia de não passar o Carnaval aqui em Boa Vista começou a germinar em janeiro. Talvez a única coisa que me parasse aqui na cidade fosse ir ver o Bloco do Mujica, na esperança de ter uma noite carnavalesca como a de 2016, quando a turma deu duas voltas na avenida e rolou uma chuva linda no começo da segunda, espantando um calor que durava semanas já.




Entretanto, as probabilidades da chuva rolar novamente justamente no show do Mujica eram bem pequenas. Melhor partir pro interior e fazer algo diferente, fiquei pensando.




A primeira ideia foi fazer uma jornada até as serras do Uirumutã, no extremo norte de Roraima, passando uns dias explorando as cachoeiras da região mais fria e alta do estado. Mas a estrada para lá é ruim que só, meu carro é pequeno e a conta familiar ia ser bem alta no final. 


Veio a intenção de ir para a serra do Tepequém, à esquerda da BR 174 sentido norte. Cachoeiras, natureza e um festival de jazz eram a pedida. Só que para ir lá o povo já fica ligado bem antes de janeiro. Resultado: todas as pousadas que procuramos (aqui já pensando com os amigos o que faríamos no carnaval) estavam cheios ou com os valores das diárias um pouco acima da altura da serra.





Ficou a Gran Sabana, na fronteira do Brasil com a Venezuela como opção carnavalesca. E que bom que ficou. Quando bateu a tarde de sábado de carnaval, atravessamos eu, Zanny e Edgarzinho uns 200 km de lavrado roraimense rumo à Serra de Pacaraima. No caminho, uma parada de praxe no Km 100 para comprar paçoca e esticar as pernas.



Paçoca na mão






Casinha da montanha
Lá, na casinha mais linda da montanha, já estavam Timóteo, Grazi e Liz esperando pela gente. No outro dia chegaram Filipe, Natasha e a pequena Isabela. 



Na segunda, trocamos nossos reais por bolívares (pegamos as novas cédulas em circulação e com isso diminuímos o volume nas carteiras) e abastecemos no posto de combustível que fica a uns 40 metros da fronteira do Brasil com a Venezuela (com a gasolina sendo vendida a R$ 1,50 o litro, acabaram as intermináveis filas que atrasavam a vida de todo mundo que ia visitar a Gran Sabana).


Amanhecer na rua da casinha da Montanha

Carros abastecidos e bolívares nas carteiras, atravessamos a cidade de Santa Elena de Uairén rumo ao acampamento de Manakachi, distante aproximadamente 180 km da fronteira. Tirando a perturbação do Edgarzinho, que a cada 100 metros perguntava se já estávamos chegando, tudo correu bem no percurso, que tem paisagens muito bonitas, inclusive a visão do Monte Roraima e outros tepuys no horizonte.

Troncal 10, a rodovia que corta a Gran Sabana



Manakachi estava lotado dos viajantes venezuelanos e alguns poucos brasileiros. O nível do rio estava um pouco mais baixo do que quando estivemos lá pela última vez, possibilitando explorar umas partes novas em seu leito de pedra e água bem gelada.

Aummmm....




Fazendo pilhas de pedras em Manakachi

 Quando chegou a noite, instalamos o que o guarda florestal chamou de “pequeno circo” e fizemos uma roda para rir e conversar sentindo frio (coisa rara em Boa Vista), além de beber cerveja e vinho comendo pão com linguiça e jogar “dica”. Tudo isso ouvindo as playlists que o Timóteo e o Filipe haviam baixado do Spotify.  A temperatura chegou aos 18 graus centígrados. Para quem vive num clima sempre acima dos 30º, isso é quase neve.







O circo: lâmpadas de led, churrasqueira e risadas



Lá pela meia-noite decidimos levantar acampamento e irmos para o hotel que fica na frente do trecho conhecido com Rápidos de Kamoirán. Como já havíamos feito a reserva de tarde, conseguimos descansar de boa nos quartos alugados e quentinhos (diária de 20 mil bolívares, equivalente a R$ 20, 00 no câmbio paralelo da fronteira).
 
As únicas coisas ruins do nosso quarto foram não ter tomada para carregar o celular e o chuveiro, que não tem água quente e é fraco demais para molhar rapidamente um corpo inteiro. Como eu não consigo encarar um dia sem tomar banho, a opção quando amanheceu foi entrar no rio, rezar para não congelar e gritar a cada mergulho.


Rápidos de Kamoirán


Depois do banho, tomamos café, abastecemos no posto na frente do hotel (botei uns 15 ou 20 litros e paguei algo como 150 ou 200 bolívares, equivalente, no máximo, a 20 centavos de real) e partimos para conhecer uma cachoeira citada por um conhecido que encontrei no hotel.


A entrada para a outra cachoeira, cujo nome não lembro, fica a uns 5 ou 10 km dos Rápidos de Kamoirán. Tem que sair da troncal 10 e percorrer uns 900 metros. A estradinha é tranquila até para carros baixos como o meu. 



Tomamos banho nela, brincamos um pouco e partimos para almoçar em Santa Elena, jantar em Pacaraima, dormir na casinha da montanha da família TimGraziLiz Camargo e, no outro dia, depois de comer panquecas, voltar para casa. 

Liz e Edgarzinho: panqueca com mel
  
Esse foi o carnaval de 2017. Uma delícia de dias passados em boa companhia, sentindo frio, comendo muito (minha barriga que o diga, rindo muito e fazendo planos para uma nova volta, lá por abril ou maio deste ano.


Se curtiu o relato, mas quer saber mais sobre essa viagem, deixa tua pergunta nos comentários. Sempre respondo.


Abraços viajantes.