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sábado, julho 25, 2026

Mestre Afonso Rodrigues de Oliveira e uma crônica sobre encontros e amizades

Para participar de uma seleção dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)  tive que atualizar o meu portfólio por estes dias. Daí fui procurar matérias na imprensa roraimense sobre o que faço como escritor e ativista cultural. No meio dos links, achei um que me deixou muito feliz, mesmo sem ter nada a ver com o meu trabalho: uma crônica do escritor Afonso Rodrigues de Oliveira, o mestre Afonso, contando sobre o seu encontro na rua com o meu filho, Edgarzinho. 

Peguei o link, mandei num grupo de whatsapp que tenho com Edgarzinho, Lai e Zanny (sua irmã e mamãe) e foi uma emoção só. 

Zanny relembrou que conheceu seu Afonso quando ela tinha 21 anos, apenas 3 a mais do que o Edzinho tem hoje. 

Da minha parte, sou leitor de suas crônicas na Folha de Boa Vistadesde os meus primeiros anos em Roraima, isso lá na primeira metade dos anos 1990. 

Reportagem sobre o segundo livro de seu Afonso, institulado "E Deus criou o homem" e ambientado no lavrado de Roraima

Livro de crônicas muito boas, falando da vida de Roraima nos anos 1980 e 1990

Lembro da (talvez) primeira vez que nos falamos. Foi em 1998, quando fiz uma matéria sobre seu lado escultor. O texto saiu no extinto jornal Diário de Roraima. Só aí são quase 30 anos de contato constante. Na fase das reuniões do Fórum Permanente de Cultura, lá pelos 2009, 2010, nos víamos toda semana. 

Em 2021 fiz uma entrevista on-line com seu Afonso para meu projeto Diálogos Literários 

Entre 2013 e 2018 fomos vizinhos de bairro e sempre nos encontrávamos indo ou vindo do supermercado. Ainda um garotinho, Edgarzinho achava que seu Afonso era chamado de mestre por ter algum título de artes marciais. Era algo do tipo: 

— Papai, mestre Afonso luta kung-fu?

— Não, filho. Por quê?

— Por que ele é mestre e mestre é quem luta kung-fu. 


Mestre Afonso, dona Salete (sua esposa), Edgarzinho e eu, em 2023, no supermercado

Enfim, são muitas histórias. Fiquem agora com o texto da crônica, publicada na versão digital da Folha de Boa Vista no final de junho. 

(Eu acho inclusive que a Folha devia selecionar as melhores crônicas de seu Afonso e lançar um livro com o material. O mestre mais do que merece pelos 43 anos escrevendo quase todo dia para eles.)


Voa canarinho, voa


“Quando o pássaro invadiu 

A cela cabeça 

Todas as ideias 

Começaram a voar”. 


(Edgar Borges)


Afonso Rodrigues de Oliveira


26/06/2026 05:00


Sempre voei nos pensamentos e tropecei na realidade. Sempre fui um péssimo fisionomista, com dificuldade estonteante para reconhecer as pessoas. Imagine como estou agora, com mais de nove décadas de caminhadas pelas veredas praticamente ínvias da vida. 

Você não imagina o vexame que sofro, sempre que alguém me cumprimenta, fala meu nome, e eu fico me perguntando: quem será? 

Fico feliz quando alguém que já me conhece, aproxima-se e pergunta:

– Tá me reconhecendo?

Normalmente e raramente, respondo hipocritamente:

– Claro!

Às vezes o alguém fala:

– Tá nada… eu sou Abimael, amigo de velhos tempos.

Normalmente rimos e me sinto muito feliz por ter realmente amigos que me respeitam no que realmente sou. Caso nos encontremos por aí, e eu não o cumprimentar, ou não a cumprimentar, desculpe-me e me ajude, cumprimentando-me e se identificando. Você nem imagina o quanto me sinto feliz com um reencontro. 

Caso eu passe por você e não o cumprimentar, não leve isso como um desrespeito, mas como uma falha na memória de um quase caduco. Embora a falha não tenha nada com minha idade já cansada. Recentemente eu ia caminhando pela rua quando um garoto vinha numa bicicleta, em sentido contrário. Quando ele se aproximou de mim, parou, olhou firme e perguntou:

– Está me reconhecendo?

– Não, e desculpe, mas não estou.

– Eu sou filho do Edgar!

– Oi, cara… me desculpe e dê um abraço forte no Edgar. Espero encontrá-lo em breve para um forte abraço.

O garoto sorriu e saiu. Cocei a cabeça e saí pela rua como um tonto e me perguntando quem seria o Edgar. 

Eu não conseguia me lembrar de nenhum amigo com o nome de Edgar. E nessas horas passo o dia todo me torturando. E foi o que aconteceu. 

Até que no dia seguinte, mexi nos livros, na estante, e me deparei, casualmente, com o livro: “INCERTEZAS NO MEIO DO MUNDO”. Um livro extraordinário do meu amigo extraordinário, Edgar Borges. 

Cara, quase desmaiei. Como pode alguém não se lembrar de um amigo como o Edgar. 

Sentei-me ali e fique pensando em como levar esse papo para o mundo que me faz feliz, que é o universo de amigos que tenho e prezo. Vai aqui, um abraço-quebra-costelas, para o casal que guardo no fundo do coração: Edgar Borges e Zanny Adairalba, e seu filho Edgarzinho. 

Amizades que me fazem feliz, desde os tempos em que nos conhecemos com respeito, amor e muita consideração. 

Um abração a todas as pessoas que conheço e às vezes encontro dificuldade em reconhecer. E tudo por conta, não de desprezo, mas de falta de memória à altura da amizade. 

Pense nisso.


afonso_rr@hotmail.com

99121-1460   






sexta-feira, setembro 19, 2025

Recebi a comenda Orgulho de Roraima - Me chamem de comendador

A manhã desta quinta-feira (18/09/25) foi especial: recebi a comenda Orgulho de Roraima, concedida pela Assembleia Legislativa de Roraima, pelos serviços desenvolvidos na área do jornalismo.






Fiquei muito contente quando soube que seria um dos jornalistas homenageados, fruto de uma indicação da deputada Angela Portella. Confesso que havia anos queria receber um título desse tipo.


Atuo na área da comunicação desde 1998, quando ainda estava no terceiro ano do curso na Universidade Federal de Roraima.


Já fui repórter de jornal impresso, correspondente de revista, cronista e colunista cultural de sites e jornais locais e nacionais, professor universitário, assessor de comunicação de artistas, da Prefeitura de Boa Vista, da Universidade Estadual de Roraima e da Universidade Federal de Roraima.


Entre os homenageados havia muitos amigos, ex-colegas de trabalho, gente que conheço desde os seus primeiros empregos e inclusive alguns que foram meus estagiários.



Todos, com certeza, merecedores de serem considerados Orgulhos de Roraima.
Parabéns pra mim, parabéns pra gente. Que venham outras comendas, principalmente na área cultural. 🙃😊







Ah, e agora só respondo se me chamarem de Senhor Dom Comendador Edgar. hahahaha

Aqui você pode me ver recebendo a homenagem. O vídeo vai começar no momento em que começam a chamar os jornalistas, logo após os discursos da mesa.


Abaixo, texto da reportagem publicada no portal da Asembleia Legislativa falando da homenagem. No final tem a relação dos homenageados.

RECONHECIMENTO Jornalistas são homenageados com Comenda Orgulho de Roraima
Postado em 18/09/2025 Por Supervisão de Comunicação


A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) realizou uma sessão especial em homenagem aos jornalistas do estado, com a entrega da Comenda Orgulho de Roraima. A solenidade, proposta pela deputada Angela Águida Portella (Progressistas), reconheceu a importância dos profissionais na defesa da liberdade de expressão, dos direitos fundamentais e na consolidação da democracia.

A deputada Angela Águida destacou a relevância da homenagem aos profissionais da comunicação. “Essa homenagem está sendo feita pela passagem do Dia do Jornalista, e é uma alegria para mim, tendo em vista que essa é uma missão muito nobre: comunicar, trazer informação e também ajudar as pessoas. Assim, elas têm a possibilidade de construir suas próprias opiniões. O jornalista chega em todas as casas, seja pela televisão, pela internet, e a gente está fazendo isso como reconhecimento”, afirmou.

Grazy Maia, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, destacou o papel essencial dos jornalistas em momentos críticos

A vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Roraima (Sinjoper), Grazy Maia, enfatizou a dedicação dos homenageados. “É uma grande satisfação estar aqui hoje, principalmente nesta data tão simbólica, em que se reconhece a luta diária de tantos profissionais da comunicação. São pessoas que acompanham o dia a dia da sociedade, exercendo um papel fundamental com senso crítico e compromisso com a verdade”, ressaltou.

Professor Maurício Zouein recebeu a homenagem na Casa Legislativa

O jornalista e professor Maurício Zouein também foi homenageado e ressaltou o significado da honraria. “Na academia, nos dedicamos a formar profissionais comprometidos com a ética e o bem comum. O jornalismo é uma profissão marcada pela doação constante, e quando somos reconhecidos dessa forma pelo povo e, em uma casa que representa o povo, o significado é imenso. Cheguei a Roraima em 1974 e receber essa homenagem da Assembleia Legislativa é um momento de profunda gratidão”, disse emocionado.

Luciano Abreu, homenageado, enfatizou o trabalho coletivo no jornalism

Outro jornalista homenageado, Luciano Abreu, valorizou o trabalho coletivo por trás da produção jornalística. “É muito bacana você receber um reconhecimento de anos de trabalho. Ainda mais porque não é um reconhecimento só do Luciano Abreu, é um reconhecimento de tanta gente. A gente que faz jornalismo faz com toda uma equipe, desde aquele cara que trabalha na limpeza até o diretor-geral. Hoje estou recebendo uma homenagem, todos eles também estão recebendo. Quero agradecer à Assembleia por esse reconhecimento”, frisou.


A solenidade contou também com a presença de autoridades e representantes de instituições ligadas à comunicação e à cultura. Participaram da sessão o vereador Bruno Perez (MDB), a vereadora Bárbara Falcão (Progressistas), o coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), professor Felipe Collar Berni, o gerente de Jornalismo da Rede Amazônica, Marcos Cadidé, e a presidente da Academia Roraimense de Letras, Cecy Brasil.

Homenageados

Foram homenageados com a Comenda Orgulho de Roraima: 

In Memoriam à jornalista Alexssandra Vaneza Ribeiro Targino (representada por sua irmã Michella), 

Antonia Costa da Silva (representada pela filha Aynara), 

Cyneida Menezes Correia, 

Edgar Jesus Figueira Borges, 

Élissan Paula Rodrigues, 

Érica Patrícia Rodrigues Figueredo, 

Etiene Travassos Barbosa, 

Gustavo Abreu Vieira, 

Iara Regina Bednarczurk, 

Isabela Schwarz Mainardi, 

Janini Vieira Marques, 

José Gilvan Costa, 

Karla Andreia da Silva Pinheiro,

Loide Gomes da Costa, 

Luciano Cunha de Abreu Rodrigues, 

Marleide Socorro Cavalcante Inácio, 

Marta Gardênia Barros, 

Maurício Elias Zouein, 

Rodrigo de Almeida Baraúna, 

Rosicleide Silva Martins, 

Sandra Maria de Morais Gomes, 

Sheneville Cunha de Araújo, 

Vanderleia Ferreira e 

Vângela Maria Isidoro de Morais.

 

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Nonato Sousa/ Marley Lima/Alfredo Maia

SupCom ALE-RR




quinta-feira, março 17, 2022

Publicaram uma peça teatral minha de 1995

Tive uma peça escrita por mim e pela professora Chaguinha em 1995 lançada em um livro digital do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Roraima


O lançamento aconteceu de forma on-line no dia 3 de março. Aqui é possível ver como foi: 


No texto abaixo, extraído do site da Universidade Federal de Roraima, é possível  ver todas as informações sobre este trabalho, além de uma fala minha na matéria: 

Roda de conversa marca lançamento de livro que destaca a produção teatral de Roraima

O Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Roraima (PPGL/UFRR) promove nesta quinta-feira (3/3) uma roda de conversa on-line com os organizadores e autores do livro “Teatro do norte brasileiro: coletânea de peças teatrais de Roraima”.

A roda de conversa começará às 17h30, com transmissão pelo canal do PPGL no

 YouTube. O livro faz parte da coleção "Teatro do Norte Brasileiro" e pretende colaborar com a produção teatral local, regional e nacional, ao fornecer material de trabalho para os atores e instigar a continuidade dos estudos nele iniciados. A proposta deste projeto é voltada para o registro da dramaturgia existente na Amazônia.
Lançado em versão digital, numa parceria do PPGL com o Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGARTES/UFPA), o livro está disponível gratuitamente em https://livroaberto.ufpa.br/jspui/handle/prefix/1010.
O livro é formado por 14 peças escritas entre os anos 1994 e 2020. A organização é dos professores Ananda Machado, Francisco Alves, ambos da UFRR, e Bene Martins, da UFPA.
Os autores que tiveram suas obras publicadas no livro são Nonato Chacon, Catarina Ribeiro e Chico Cardoso; Márcio Sergino; Edgar Borges e Francisca Chagas de Oliveira; Francisco Alves; Zanny Adairalba; Ricardo Dantas; Alex Zantelli; turma do curso de Teatro no Ensino de Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana; Hander Frank; Élder Torres; Aldenor Pimentel; Vanessa Brandão e Marcelo Perez.
Conforme a organizadora Ananda Machado, além da divulgação do material produzido por dramaturgos amazônidas, este lançamento enfatiza a expressão teatral como produção literária, além de divulgar informações sobre contextos históricos e traços identitários dos povos que habitam Roraima.
“A proposta deste projeto é voltada para o registro da dramaturgia existente na Amazônia. Iniciaremos em breve a organização da Coletânea do Teatro do Acre volume I. Estas publicações fazem parte então desse movimento de escrita da memória que esperamos continuar fazendo aqui no extremo norte do país”, afirma Ananda.
O escritor e jornalista Edgar Borges, um dos autores com peças no livro, conta que o seu texto foi escrito em 1995, em parceria com a professora de artes Francisca Chagas de Oliveira, mais conhecida como Chaguinha.
“Estava no último ano da escola Gonçalves Dias e fizemos a peça para participar do antigo Festival de Teatro Estudantil de Roraima. Falamos sobre corrupção na política, educação e cuidados com a infância. Guardei uma cópia durante todos estes anos e quando comentei com o professor Francisco Alves sobre esse trabalho ele me convidou para particiar. Estou muito contente de fazer parte deste trabalho de resgate e valorização da memória artística e cultural de nosso Estado", afirma Edgar.

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Aventuras audiovisuais de um cara que fala baixinho e enrolado

2020 foi um ano feio, 2021 já começou bem pior pessoalmente e nacionalmente. Entretanto, a pandemia, refleti sobre isso esta semana, me fez iniciar e participar de três ações que me forçam a quebrar parte de minha preguiça e inabilidade de falar em público.

A primeira ação é o programa semanal Diálogos Literários Pandêmicos, que apresento toda semana em meu canal do youtube. Conversas e risadas com amigos e pessoas que aprecio. É uma fuga da solidão causada pela pandemia.

Os DLP já estão na 12ª edição. Comecei no instagram, fiz muitos em pouco tempo, cansei, demorei e finalmente, após maturar a ideia bem muito, decidi retomá-los no youtube. Toda segunda, às 19h30, horário de Roraima, estou lá.

Clica aqui e curte o canal. Quero chegar aos mil inscritos e começar a ganhar grana com isso. 

 Semana que vem entrevisto a Zanny, falando nisso: 



A segunda ação também é no Youtube. Não chega a ser inédita em minha vida, mas também traz os seus desafios: é a apresentação, dividida com a poeta Zanny Adairalba, das edições on-line do Sarau da Lona Poética. Como não podemos aglomerar pessoas e não quisemos arriscar a vida de ninguém, decidimos levar para o mundo digital esta atividade que fazemos desde 2014 no mundo real.

O resultado tem sido bom. Todo mês nos encontramos virtualmente com poetas, músicos e declamadores e passamos uma ou duas horas bem agradáveis.

Inclusive, fica o aviso, tem sarau semana que vem. A transmissão acontece no canal do Coletivo: https://www.youtube.com/user/ColetivoCaimbe



A terceira, e aqui é a onda nova, é o programa Macuxicast, um podcast gravado em parceria com o jornalista Luiz Valério e a poeta Zanny Adairalba. Já fizemos 12 entrevistas, falando com gente do rap, da cultura indígena, da rádio, artes visuais e jornalismo cultural.


Aqui eu tento desenrolar um Edgar pouco trabalhado durante a minha vida profissional: o radialista/entrevistador.

A última vez que fiz isso foi em 1996 ou 1997, quando era estudante de jornalismo e quis ficar apresentando o programa Comunicação no Ar, o espaço de experiências que o curso de Jornalismo da UFRR tinha na Rádio Roraima aos sábados (ainda não existia o Núcleo de Rádio e TV da UFRR nessa época).

Tem sido legal, tem sido desafiador, ainda mais para mim, que falo baixo e enrolado. Me obriga a trabalhar a dicção.

Como não havia falado nada ainda sobre isso e já estamos há semanas no ar, decidi botar aqui alguns dos banners de divulgação das entrevistas já feita.

O link para ouvir as edições do podcast é este: https://www.macuxicast.com/podcast-macuxicast

Estamos em todas as plataformas de streaming e elas podem ser acessadas a partir desse link. Vai lá.

Valeu. 

Ah, sim, alguns dos banners: 

Cantor e compositor Neuber Uchoa 

Pesquisadora Ananda Machado


Escritor Leão de Sandra

Radialista Benjamin Monteiro

Escritor e ator Francisco Alves


segunda-feira, janeiro 11, 2021

Diálogos Literários Pandêmicos #10: telejornalismo na Amazônia setentrional

A jornalista Érica Figueredo foi a minha convidada para a décima edição dos Diálogos Literários Pandêmicos.  



Ela contou histórias sobre sua carreira e as coberturas que fez em quase vinte anos de trabalho na rede Globo de Televisão.   


Confere, compartilha, comenta e se inscreve no canal. Além de ser de grátis, ainda me deixa feliz que só. 

E lembra que toda segunda, sempre às 19h30, enquanto durar a fucking pandemia e não chegar a vacina contra a covid-19, tem encontro no youtube com gente bacana e interessante. 

Para outras coisas relacionadas ao que faço, me segue nas redes: https://twitter.com/Edgar_Borges_ e https://www.instagram.com/edgar_borges_.  

Ah, vai a agenda: na próxima segunda, se tudo correr bem, vou falar com a poeta Elimacuxi. 

sexta-feira, julho 10, 2020

Sendo jurado literário em tempos de pandemia

Não estou escrevendo nada nas últimas semanas (esta blogagem não conta), mas andei envolvido com as escrituras alheias. 

Desde que o distanciamento social motivado pela pandemia de Covid-19 começou já fui/serei jurado de três concursos literários aqui de Roraima, sendo organizador de um deles também. 

Vamos falar um pouco deles para lembrar um dia lá na frente: 

Analisei o material que foi inscrito no I Concurso Literário MaRRginal, organizado pelo grupo Margens com tema livre. A divulgação dos ganhadores será no sábado, 18 de julho. 


Além de jurado, entrei também como um dos patrocinadores do concurso, com a doação de um exemplar de meu livro Sem Grandes Delongas: 





Propus, colaborei na organização e fui um dos jurados do Prêmio Devair Fiorotti de Literatura, da Editora da Universidade Federal de Roraima (EdUFRR). O tema desta edição foi “Pandemias: cuidados, prevenção, efeitos e consequência sobre a vida humana: dimensões múltiplas de uma temerária e inquietante experiência coletiva”. 



Conforme texto publicado no site da UFRR, 
a iniciativa estimulou autores moradores de quase todo os estados do Brasil e de outros países a produzirem textos literários sobre o momento/circunstância que vivemos neste ano, trazendo abordagens diversas sobre as consequências de pandemias como a da Covid-19 no cotidiano das pessoas.

Foram selecionados 15 contos, 15 minicontos e 15 crônicas. Na categoria Poema foram destacados dois poemas inscritos como hors-concours, além dos 15 selecionados, para abrirem, cada um, um volume da coleção, dedicados ao poeta Devair Fiorotti, uma vez que o homenageiam.

O material integrará os dois primeiros volumes da recém criada Coleção Literatura de Circunstâncias da EdUFRR de textos literários, que serão também lançados em livro físico, em edição de pequena tiragem.

O prêmio literário foi organizado por Fábio Almeida de Carvalho, diretor da EdUFRR, Roberto Mibielli, escritor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Letras da UFRR (PPGL) e Edgar Borges, escritor e integrante do grupo literário Coletivo Caimbé.
Os três fizeram parte da banca julgadora, que também foi formada por Sheila Praxedes Pereira Campos, Sonyellen Fiorotti, Francisco Alves Gomes, Verônica Prudente Costa, Cátia Monteiro Wankler e Rosidelma Pereira Fraga.




A outra banca de avaliadores para a qual fui chamado até agora é a do concurso de poesias em vídeos “Palavras conectadas”, organizado pelo Sesc Roraima: 



Confere o release: 

‘Palavras Conectadas’ é o nome do concurso de poesia on-line que busca promover a Cultura Literária através da linguagem entre o vídeo e a poesia, neste período de pandemia que estamos enfrentando. As inscrições poderão ser realizadas gratuitamente no site www.sescrr.com.br, até o dia 31 de julho. Os vencedores de cada categoria ganharão um tablet.
 
Os interessados deverão mandar vídeos recitando poesias de autoria própria, de acordo com o regulamento e conforme sua categoria: Baby - de 6 a 10 anos e Júnior - de 11 a 15 anos. 
 
Os vídeos serão julgados em uma primeira fase pelos profissionais da literatura Aldenor Pimentel, Edgar Borges e Zanny Adairalba, que escolherão dois vídeos por categoria. 
Na segunda e última fase, quem decidirá os vencedores será o público através de uma votação popular on-line no instagram do Sesc Roraima (@sescrr).

Deste aqui peguei várias notícias que saíram na mídia local: 

G1 Roraima






Folha de Boa Vista 





O próprio site do Sesc. 








Quantos outros concursos vou analisar até a pandemia acabar eu não sei. Só sei que estamos aí.