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terça-feira, abril 14, 2026

No Pro-LEEI com professores do Cantá

Participei no sábado passado (11/04) de um ciclo de atividades formativas do Pro-LEEI (Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil) com  professores do município do Cantá. 

Falei sobre literatura indígena e regional, sobre minha trajetória de escritor, li poemas de vários dos meus livros e contei duas histórias do povo Macuxi que tem os demiurgos Ani'ke e Inxikiran como personagens. 

Foi bacana. Havia 10 anos que não contava histórias. A última vez foi em novembro de 2016, em uma atividade organizada pelo escritor Cristino Wappichana no Sesc Pinheiros, lá em São Paulo.

Tive que reler novamente o livro "Onças, Antas e Raposas: mitos do povo Makuxi" para lembrar do roteiro que montei à época. 

Não fui tão mal na performance: recebi até convites para ir nas escolas do município contá-las, mas deixei todo acordo somente para o segundo semestre, quando  espero estar mais adiantado na redação da tese.

O convite e a articulação para ir ao Cantá foi da professora Luciane, a quem agradeço pela recepção na escola municipal Tia Ercília.

Obrigado também aos professores que compraram exemplares dos meus livros de prosa e poesia. 

O Pro-LEEI é uma iniciativa do MEC, integrada ao compromisso nacional Criança Alfabetizada, voltada à formação continuada de professores da educação infantil. O programa busca aprimorar práticas pedagógicas, focando na oralidade, leitura e escrita.

quarta-feira, novembro 26, 2025

Falando na escola São Vicente de Paula sobre o papel da leitura na formação social e profissional

Nesta terça-feira (25.11.25) estive na escola São Vicente de Paula conversando com alunos do 9⁰ ano sobre a relevância da leitura para a integração social e para o desenvolvimento profissional.

Falei com os estudantes sobre a minha trajetória estudantil desde a chegada da Venezuela em 1991 e de como a leitura me ajudou a superar barreiras idiomáticas e a tornar-me jornalista, escritor, produtor cultural e pesquisador.

Ressaltei que ao chegar em Boa Vista já falava, lia e escrevia um pouco em português e que este conhecimento era fruto de leituras de histórias em quadrinhos, livros, filmes e músicas que ouvia tanto quando vinha passar as férias como quando estava na Venezuela.

Como entre os alunos havia muitos migrantes venezuelanos, lhes recomendei que aumentassem o volume de leituras para dominar o máximo possível do idioma de seu novo país, a exemplo do que eu mesmo fiz quando vim morar no Brasil.

A visita à escola foi um convite feito pelas professoras Jacilene Cruz e Gicelma Andrade.