domingo, setembro 27, 2026

Sofrendo e sorrindo na minha quinta Tepequém UP

No sábado 19 de setembro participei da Tepequém Up 2026. Foi a minha quinta vez na mais exaustiva prova de 10 km em Roraima. 

Saímos eu, Lis e Edgarzinho e mais um monte de gente da equipe Desafiando Limites na sexta à tarde de Boa Vista para a nossa casinha alugada a uns 2 km da Vila do Tepequém. 

No outro dia, almoçamos às 11h30, descemos de van até o pé da serra antes das 15h e largamos às 16h, com sensação térmica de 40 graus ou mais.

Quando digo descemos, me refiro aos corredores. Lis e Edgar ficaram na vila para acompanhar a chegada.

Corporalmente bem mais pesado do que no ano passado, aproveitei a prova para fazer muitas reflexões sobre o motivo de ter vindo encarar subidas infinitas, pouca sombra, dores desnecessárias na lombar e sensações novas em músculos desconhecidos.

Foi puxado. Por sorte não me faltou água para jogar no corpo após cada ponto de hidratação e por mais sorte ainda duas ou três famílias decidiram ligar a mangueira e jogar água nos corredores para baixar a nossa temperatura.

Eternos obrigados a elas por me ajudar a seguir. 

Na segunda parte da prova. Se liga no copinho na mão, sempre. 

Logo depois da ponte. A sequência dessas fotos é engraçada: mostra o outro atleta, que vinha dando trabalho, olhando com um pouco de surpresa para trás e me vendo passar

Logo depois do ponto de corte na pousada do Sesc

Atletas da Equipe Desafiando Limites momentos antes da largada

Dos 468 homens e mulheres participantes (excluindo os desclassificados), fui o 87º (18,59%) a cruzar a linha de chegada, com tempo de 1h13min13s.  

Entre os 222 homens categoria geral fui o 67º (30,18%) a chegar e entre os 56 senhores quase idosos da categoria 50-59 anos fui o 13º (23,21%).



E essa elavação?





A turma dos 50 e 60 +

Atletas e pessoal do apoio no final da corrida

Pensei que havia baixado o meu tempo em relação ao ano passado, mas foi quase igual:

Tepequém 2022: 1h12min49s

Tepequém 2023: 1h10min58s

Tepequém 2024: 1h06min19s

Tepequém 2025: 1h13min58s

Tepequém 2026: 1h13min13s

Esta é uma prova fácil? Jamais, nem sequer em 2024, quando, embalado nos treinos para a maratona de Brasília, tive meu melhor desempenho e conclui, inteiraço, os 10 km em 1h06min. 

É sofrida? Muito. Em 2022 senti forçar músculos que nem sabia existirem. 

Machuca? Sim, mas é para evitar e diminuir esse risco que vou na academia fortalecer o corpo. Dá certo? Não muito. Sempre fico com um inchaço nos tornozelos, mas aprendi a cuidar.

É barato? Não. Tem inscrição, transporte, alojamento, alimentação... mas é só economizar 3 inscrições em corridas de 5 km e já paga a do tepeka. O restante se articula dividindo custos com o pessoal da equipe.

É gostoso? Mermão...quando se atravessa a linha de chegada, a respiração volta ao normal e vem a descarga de serotonina, dopamina, endorfina e ocitocina duma só vez...Sabe aquela promessa de nunca mais fazer algo parecido? Já começa a ser questionada.

É fraterno? Sim. Eu pelo menos sou o tipo de inscrito que de verdade torce para que cada atleta concorrente termine a prova. E que termine em bom estado.

É alegre? Demais. No primeiro ano fui sozinho com o Timóteo Camargo.

Nas demais subi de bando com meus companheiros da Desafiando Limites (Morando fora em 2024, o Tim veio só para ir correr com a gente).

Em todas as vezes me diverti e quase ganhei troféu de 3º lugar na categoria em dois anos, mas quase na corrida não vale nada

Além disso, é lá que reencontro gentes que nunca vejo aqui no plano, como os velozes Haroldo Corre Macuxi, Susi Santos e Meire Souza, para refazer nossas fotos anuais de corredores 40+ e 50+.





É claro que além da corrida tem os passeios, as conversas, as fotos dos momentos além da prova.



Desta vez, como ficamos um pouco afastados da vila, logo depois da ponte, aproveitamos para passear em um poço chamado Esmeraldina. Do lado dele tinha um laguinho bem bonito e mais fácil de entrar.






Também fomos para a ponte sobre o igarapé Sobral. O verão está pegando forte e quase não tinha água. Indo para lá encontrei uma cobra morta ressecada. Dava para ver o esqueleto dela nas parte onde a pele havia se decomposto já. Parecia uma cobra zumbi.







Fora isso, fiz o passeio de sempre, indo visitar o ateliê do Edinel. Deixei exemplares de meus livros Sonhanças e Manhãs e Ventanias para a biblioteca desta grande artista roraimense que sempre me encanta com a sua criatividade. Por lá, quase na hora em que ia embora, apareceu Otávio, meu colega de trabalho na UFRR.







A medalha da Tepequém UP 2026

O sol visto nascendo no tepuy e indo embora na BR 174

No mais, o foco é voltar em setembro do ano que vem. 

 

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