Ontem, 29 de outubro, foi celebrado o Dia Nacional do Livro. Para comemorar, a Biblioteca Estadual de Roraima promoveu uma roda de conversa com escritores e escritoras de Roraima.
Convidado, fui lá ouvir as histórias da turma e falar um pouco sobre a minha trajetória para quem não me conhecia.
Contei que, alfabetizado em espanhol, só fui, de fato, começar a ler e escrever em espanhol quando tinha 14 anos e oito meses, idade em que vim para Boa Vista; lembrei de minha descoberta da biblioteca de Guasipati e do tempo que passava na que funcionava no antigo prédio do Sesc; apontei que, como filho do ensino público, defendo que devemos apoiar sempre aqueles que apoiam, defendem e investem na educação e na cultura.
Também citei o primeiro autor que li de Roraima: seu Afonso Rodrigues de Oliveira, cronista diário do jornal “O Caburaí” (salvo engano. Pode ser que esteja errado na memória) e depois de a “Folha de Boa Vista”, jornais que meu finado avô comprava e eu lia também.
A outra memória foi do livro policial Orquídea negra, escrito pela jornalista Valdeiza Gomes. Esse foi comprado pela minha vó. Lembro de pegá-lo em seu quarto para ler.
Falei de meu trabalho no Coletivo Caimbé e das nossas ações desde 2009.
Fiquei muito contente por vários colegas terem me citado em suas falas. Tanto tempo fazendo cultura como jornalista e como agente trazem essas satisfações.
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| A turma que se fez presente |
No final, teve bolo e salgadinhos para lanchar, além da entrega de uma lembrança para colocar em nossas mesas de criação.
O convite para a atividade foi da professora Kátia Drummond, atual diretora da BPE.
Ontem também saiu uma reportagem comigo, o escritor Willy Rilke e o livreiro José Oliveira na TV Imperial, retransmissora da Rede Record em Boa Vista. Assistam:

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